Cecília Rios
– Me larga seu infeliz, eu tenho nojo de você - o escroto do Júlio tenta me beija e eu mordo a sua boca - mas algumas ações existem reações do oponente
— A sua maldita - segura as minhas mãos com uma só agora fazendo uma garra e a outra puxa o meu cabelo, sinto uma dor, porém ela é breve já que no segundo seguinte sinto ele sendo arrancado de perto de mim. Então só vejo um homem alto, forte segurando o desgraçados pelo pescoço e o jogando no chão
—- Eu ouvi ela pedindo para você largar. Não sabe ouvir NÃO de uma mulher seu verme? - aquela voz rouca, forte faz meu corpo reagir, não sei o que acontece, mas gosto de ouvir aquela voz.. Nessa hora ele joga o desgraçado e quando se vira para mim e nossos olhares se encontram, sinto meu coração errar as batidas.
“Na verdade acho que estou nervosa, por isso meu coração não está batendo direito “- penso debatendo com os meus sentidos. Quando vou agradecer, vejo o Júlio se levantando e vindo na direção do meu salvador
—- Cuidado - grito e no mesmo instante ele se vira e rápidamente desvia do soco do Júlio que fica no vaco, e aí dá uma de direita bem na cara dele, o que faz o verme cambalear, afinal está bêbado e chapado
— É um covarde mesmo, agarra uma mulher a força e ainda tenta me bater pelas costas - antes que o infeliz se levante, dois seguranças se aproximam, junto com Timóteo um amigo querido
— Leva este infeliz - diz para os seguranças, ele conhece bem a fama do Júlio e não o suporta, enquanto os seguranças o levam, Timóteo se aproxima - c*****o cara, m*l chegou na cidade e já está arrumando confusão… -” hum o gostosão não é daqui” - penso enquanto TImóteo continua - pior com este infeliz - Timóteo sempre um gentleman “ só que não “, aliás tá aí uma coisa que os homens não sabem ser.
— Não tenho culpa se o verme em questão não sabe tratar uma mulher com respeito - Sorrio ao ouvir suas palavras, que saem bravas, mas ganhou pontos. Me olha e enfim voltamos a nos encarar novamente por alguns segundos, não sei o que tem no seu olhar que me hipnotiza, é intenso.
— Oi Ceci, desculpa nem te cumprimentei - Timóteo se aproxima e me dá um beijo na bochecha - está tudo bem? - questiona e eu balanço a cabeça em positivo
— Relaxa, já estou acostumada a lidar com este infeliz, mas realmente hoje ele passou dos limites… - me viro para o meu salvador e agradeço a ajuda.
— Não foi nada, estava saindo do banheiro e ouvi os gritos, e se tem uma coisa que faz meu sangue ferver e vê esses filhos da p**a se crescer para uma mulher, só porque são frágeis - Timóteo dá uma risada e me encara.
—- Só precisamos achar a mulher frágil aqui, já que está daí tá mais para uma felina cheia de garras e sabe se defender bem - o encaro e ele engole o sorrisinho
— Sim sei me defender, afinal nesta vida as pessoas só pensam em crescer passando por cima dos outros, fora que não vivemos num mundo de flores - minha voz sai séria e firme, mas logo coloco meu melhor sorriso, não quero assustar logo de cara meu salvador gostosão — Mas relaxa já percebi que você… - o encaro e ele logo entende o que quero saber
— Benicio - indaga simpático
— Benicio …- repito o nome dele que dá um sorriso de lado - não me parece ser uma má pessoa, afinal me ajudou sem ao menos me conhecer, então muito obrigada. - estendo a mão e ele automaticamente estende a dele fazendo com que nos cumprimentamos, o que faz uma corrente de eletricidade passar entre elas causando algumas sensações que até então desconheço. Nos encaramos, mas logo fomos interrompidos pelos pigarros do Timóteo.
— Bom já que está tudo resolvido, já foram apresentados que tal sairmos deste corredor e irmos lá para o bar beber alguma coisa - indaga, então me viro e sou a primeira a sair
– Ótima ideia estou precisando beber algo forte - aviso e saiu, e sei que estão vindo atrás já que escuto o sorrisinho do Timóteo
—- nem vem da última vez que bebeu algo forte com a Tati tive que levar as duas arrastadas. - Acabo rindo com o que ele diz, nós duas nunca havíamos bebido tanto, na verdade nem gostamos de beber muito, eu bebo com moderação, afinal.bebidas não me remete boas lembranças. Mas aquela noite, após o mundo desabar para a minha amiga, resolvemos colocar o pé na jaca, já que tocamos o f**a - se para o que este povo pensa, afinal cidade pequena é uma merda todo mundo gosta de se entrometer na sua vida. E por uma noite nós quisemos esquecer dos puritanos.
—- aquela noite foi uma exceção - Digo caminhando, então logo chegamos no bar e peço uma batida, adoro bebidas doces e os dois pedem cervejas —- e aí quer dizer que acabou de chegar nesta cidade maravilhosa - debocho, pois meu sonho é sumir daqui, mas não posso deixar minha mãe com a louca da minha irmã sozinha, não com a saúde debilitada que ela tem. Timóteo revira os olhos do que eu digo, pois ao contrário de mim ele adora tudo daqui, mas não julgo, ele é de uma família conhecida e respeitada, afinal são donos da maior rede de laticínios da região. Mesmo que nem pareça, Timóteo é um caipira cheio do dinheiro
— Sim cheguei ontem - meu salvador responde
— Bem vindo então, espero que goste daqui, não tem muita coisa a se fazer, mas tem lugares lindos para se visitar - sou sincera, posso querer sumir desta cidade, mas sei o seu valor turístico.
— Hum legal, adoro explorar as cidades que viajo
— Você é um mochileiro? - questiono naturalmente, pois vemos muitos por aqui, mas os dois acabam rindo do que eu falo - falei algo engraçado - cruzei o braço é os encaro, vejo o olhar do gostosão para o meu decote, mas logo disfarça , o que me faz rir internamente, e ele ganhar mais um pontinho, por mostrar que não é um tarado
—- Não sou mochileiro, pois não viajo por aí sem rumo. Mas sim viajo bastante, mas a trabalho mesmo e claro que aproveito o lazer também e exploro os lugares que vou para tirar fotos
— tendi - Digo e bebo um gole da minha batida que chega, em seguida a Graziela chega
— Nossa Ceci, você sumiu… - diz e antes que continue, percebe que não estou sozinha, vejo que ela olha para o Timóteo, que já conhece e deu uns lega que eu sei, é depois olha para o meu salvador, onde seu olhar brilha e seu sorriso se alargar. O que não me agrada muito, então chamo atenção.
—- Só fui ao banheiro e voltei para cá, agora vamos que quero dançar mais um pouco antes de ir embora - a puxo sem dar tempo de deixar ela dizer alguma coisa. Mas é só até chegar na pista.
—- Pó Ceci, nem para apresentar o gatinho que estava lá com o Timóteo - sorrio, tentando ser simpática
— A desculpa, não percebi que queria conhecê - lo - minto - afinal pelo que sei você tem uns rolos com Timóteo - agora ela revira os olhos
—- Timóteo é passado, fora que já provei aquela fruta, estou querendo algo novo, e nada melhor que um turista, pois é óbvio que não é daqui e nem das redondezas. Seu estilo não é caipira e sim de um Deus grego que saiu de capa de revista - Acabo rindo agora, pois ela foi a fundo na beleza do meu salvador.
— Aí Grazi você é muito louca - debocho e ela dá de ombros
—- Sou realista, ele é gato e deve ser uma delícia na cama - fico meio sem graça agora, pois meio que sem querer imagino aquele homem só de cueca. Balanço a cabeça, pois não sou pervertida e nem penso assim de homem nenhum, nem ia que já dei uns amassos.
Começamos a dançar e assim distrair a mente um pouco, porém fica difícil quando você sente que tem alguém te olhando a todo momento, vire e mexe eu dançava e me virava para o bar e lá estava ele encostado, com a mão no bolso da calça, bebendo e olhando para onde eu estava, porém seu olhar não era igual aqueles filho da p**a que já te olha querendo de comer, e diferente, e de análise e algo a mais que não consigo decifrar. Algumas músicas depois paramos, afinal já está ficando tarde também, seguimos para a saída, pois prefiro nem passar no bar, o melhor é ir embora e tomar um banho frio. Já que seu olhar para mim, fez meu corpo entrar em chamas. Mas acaba que quando já estamos saindo Timóteo nos chama, o que faz eu respirar fundo antes de seguir ao encontro deles.
— Estão indo embora? - questiona e eu balanço a cabeça em positivo
— Ceci está cansada e eu como não arrumei uma companhia também estou indo - a safada diz toda melosa o que faz eu revirando os olhos
—- Sim para mim já deu, o dia hoje foi exaustivo demais, preciso descansar.
—- Eu ainda vou ficar um pouco e posso te fazer companhia Grazi, quem sabe não nos cansamos juntos - reviro os olhos para a piadinha do Timóteo
— Hum, até que gostei, mas antes não vai apresentar seu amigo não, afinal iremos ficar os três - fala cheia de sedução, mas antes que o Timóteo diga algo o meu salvador toma a frente e estende a mão
— Prazer Benício! - Grazi logo se aproxima ignorando a mão dele, diz seu nome e dá um beijo na sua bochecha. O que me faz ficar com raiva, na verdade indignada… há não sei, só sei que ela é muito atirada aff. - Desculpa Graziela, mas não poderei ficar, havia acabado de falar para o meu amigo que também estava indo embora - olha para o Timóteo que franze a testa, mas logo concorda.
— Sim, verdade - se vira para mim e continua - sei que deve estar sem carro, pois não gosta de dirigir quando sai a noite, então o Benício pode te levar, afinal vão para o mesmo caminho, ele está hospedado lá na pousada da Dona Joelma - realmente é perto da minha casa antes que eu diga alguma coisa, ele lembra de algo.
— Nossa Timóteo você falou da dona Joelma e eu lembrei da Samanta, onde aquela maluquinha se enfiou hien - Benício m*l termina de fala e ela pula onde estamos e claro que já bebeu um pouquinho, Samanta e maluca e espevitada, mas é uma boa menina.
—- Acho que ouvi meu nome - me abraça e olha de lado para Graziela, afinal não se dão muito bem, e mesmo sabendo o motivo que já falei para ela desencanar, afinal o Timóteo é um mulherengo e não vale nada, ela ainda tem esperança.
—- Não sabia que estava aqui Sá - nos abraçamos e digo que já estou indo embora, nessa hora Benício diz que está indo também e precisa levá - lá, pois prometeu a sua mãe, ela ainda tenta argumentar que quer ficar, mas nós dois não deixamos e assim vamos os três embora, pois acabo aceitando a carona, afinal agora não estaremos só nós dois no carro.
Seguimos para a minha casa conversando sobre a cidade e a Samanta dizendo que tem sim muitos lugares bacanas para ele conhecer e que eu seria uma ótima guia turística. Como estamos conversando e ela está bem no meio dos bancos, consigo olhar para ela que dá um sorrisinho.
Conversamos mais um pouco e logo chegamos na minha casa. E antes que eu abra a porta, meu salvador pede para eu espera
—Aí meu Deus, onde estava este príncipe - Sá diz toda empolgada o que me faz rir. Então ele abre a porta, me despeço da minha amiga e saiu, porém não sei porque meu corpo está trêmulo e acabo meio que tropeçando no degrauzinho da calçada e nesta hora sinto braços fortes segurarem a minha cintura e ficamos próximos demais.
“ p**a que pariu se antes meu corpo já estava trêmulo, agora ele está em combustão. Que pegada “ - penso enquanto ele penetra na minha alma com seu olhar cativante.
Continua
—-