— Mas que p***a! — xinguei de dor.
— Um já foi. — ela me encarou com um sorriso sádico.
Enquanto Jungkook estava fazendo sua nova tatuagem, eu fiquei esperando por ele na recepção, olhando os catálogos de tatuagens e piercings, acabei conversando um pouco com a recepcionista e meus olhos não paravam de cair sobre seus belos s***s. Não que eu estivesse interessado neles, eu não tinha nenhum interesse s****l ou romântico em mulheres, mas umas bolinhas marcadas na sua blusa eram beeem chamativas e me deixaram curioso.
Então, ela sorriu de repente e perguntou se eu tinha gostado, logo começou a explicar que tinha piercings nos m*****s e como eles os deixavam mais sensíveis. Foi quando eu decidi fazer a traquinagem, escondido do meu namorado e fingindo ser maior de idade, entrei na pequena sala com cheiro estéril e logo fui para a mesa. Eu até imaginei, mas não a esse ponto, isso doía pra c*****o, porém já tinha vindo até aqui e não ia desistir.
Assim como tinha feito antes, a mulher encostou o catete frio no meu outro mamilo, ainda imaculado e o furou, me fazendo soltar outro xingamento e apertar os punhos.
— Prontinho.
— Você é uma sádica. — falei fazendo bico de irritação.
Ela continuou a rir e após dizer os cuidados que eu deveria ter, voltei para fazer o pagamento na recepção. A moça dos s***s bonitos, me encarou curiosa e com um enorme sorriso.
— E ai?
— Doeu muito, mas ficaram bonitinhos. — ri, lhe entregando o dinheiro.
Segundos depois a porta da sala que Jungkook estava se abriu, me curvei sobre o balcão e cochichei para a recepcionista manter aquilo em segredo. Conhecendo Jungkook ele surtaria se visse o que fiz, então, até estarem completamente cicatrizados, seria meu segredinho e levando em conta que ele queria esperar até Março do próximo ano para a gente t*****r, ele só ia descobrir sobre isso quando eu quisesse.
E assim Jungkook segurou minha mão, após me mostrar sua nova tatuagem, em seu pescoço, tornando-o ainda mais atrativo, e saímos dali.
Após uns minutos caminhando ele começou a fazer uns sonzinhos com a boca, chamando minha atenção e ai, ele finalmente se pronunciou:
— Estranho… — falou de repente.
Olhei para ele imediatamente, buscando uma explicação.
— Você não está insistindo para eu te levar a um motel.
— Como você disse, eu nem ia poder entrar. — dei de ombros.
Meus m*****s estavam super doloridos e o mesmo tecido grosso que impedia Jungkook de ver minha traquinagem, também roçava neles. O mais esquisito era que apesar de doloroso, também me excitava.
— Vou te dar uma folga hoje, mas nem se anima, achando que eu vou aceitar essa sua ideia maluca de me esperar ter dezoito anos.
— Você fala como se fosse ser fácil para mim.
— Se não é, pra que inventa? — retruquei.
— Você não entende…
— Então, me explica.
— Eu acho que você não vai gostar de ouvir, Yoonie, e não quero brigar.
— Ficar guardando segredos agora só vai estragar nosso relacionamento no futuro. — falei, o fazendo parar.
— Não é que você tem um lado maduro. — zombou.
Eu mostrei a língua a Jungkook e ele desviou o olhar do meu. Esse i****a realmente se prende a essa merda de idade com afinco. Ter dezessete anos não me fazia completamente imaturo, embora eu conseguisse entender que também não tinha experiência de vida o suficiente para entender muitas coisas que não paravam de acontecer em todo o mundo.
— Da outra vez que falei isso, você chorou… — ele esfregou a nuca e segurou minha mão com mais firmeza. — Você é jovem, Yoongi, nessa idade tudo é mais intenso…
— Ah, entendi onde quer chegar… — o interrompi e não pude evitar de ficar chateado, me sentia golpeado pelo desânimo. — Ainda acha que eu só estou confundindo as coisas.
— É uma possibilidade, então, podemos ir com calma.
Soltei sua mão e ele me olhou preocupado.
— Eu sabia.
— Você está dizendo que não acreditou quando eu te contei meus sentimentos, acha que é fogo de palha. Como quer que eu me sinta? Eu amo você e quem decide isso sou eu. Se eu não te amar mais daqui há dois meses, acontece, ninguém tem o controle disso. Diferente de você, Jungkook, eu me preocupo mais com o presente, com o que estou sentindo agora, não com o que vai vir. Qual a lógica? É agora que eu te amo, é agora que eu quero me sentir amado por você também e ficar com você. Você quer esperar que eu deixe de te amar um dia para poder ter a p***a da sua certeza? Até parece que eu me apaixonei por você ontem. — estalei a língua.
Meu rosto estava vermelho e eu devia estar fervendo de raiva, mas na real eu estava segurando meu choro. Eu odiava essa incerteza do Jungkook por causa da minha idade, quando a gente tinha uma longa história juntos, eu até tinha feito de tudo para que ele ficasse confortável em estar comigo, falando com meus pais e ainda assim ele estava complicando as coisas.
Não era pelo sexo, claro que eu era louco pra quicar no p*u do Jungkook, mas isso nunca foi o mais importante para mim, eu apreciava muito mais nossos beijos singelos, os sorrisos largos só por finalmente poder contar nossos sentimentos, andar na rua de mãos dadas de novo e saber que não é porque eu sou um garotinho que ele leva para comprar doces e sim seu namorado. E talvez a melhor parte, passar a semana lhe esperando, sabendo que não tinha outros, que Jungkook era meu e voltaria para mim. Agora sempre que eu abrisse minha janela e o observasse em seu quarto, podia sorrir sabendo que eu não estava amando sozinho. Quando Jungkook dizia coisas como essa, parecia que somente eu sentia todas essas coisas. Talvez ele estivesse certo e para adolescentes o amor fosse intenso demais.
— Me perdoa, Yoonie. — sussurrou na minha orelha.
Meu corpo inteiro estremeceu, ele tinha me abraçado por trás e agora cheirava meus cabelos.
— Eu tenho medo de parecer que estou tirando proveito de você de alguma forma. — confessou.
— E quando eu disse que você estava fazendo isso, i****a? — choraminguei.
— Nunca, é coisa minha, desculpa. — beijou meu rosto. — Eu me senti sujo quando comecei a te desejar sexualmente.
Me virei para ele com um sorriso meio sacana e joguei meus braços sobre seus ombros.
— Kookie, isso fazia parte do meu plano, eu não aguentava mais que você me tratasse como uma criancinha. Não sou um adulto ainda, mas eu não sou mais aquele garotinho, eu queria chamar sua atenção e precisava de um primeiro estímulo.
Eu beijei Jungkook de um jeito simples, afinal estamos no meio da rua e assim que descolei minha boca da sua o encarei debochado.
— Eu sou muito bom em provocar. — fiz biquinho.
— Eu já percebi. — acariciou meus cabelos.
— Já estamos juntos, só vamos deixar as coisas fluírem, okay, sem nenhuma pressão. Até porque… — me calei.
Ele me olhou desconfiado.
— Até porque o que, Yoongi?
— Você sabe, as coisas sempre acabam sendo do meu jeito.
Voltei a pegar sua mão sorrindo, enquanto Jungkook me chamava de mimado e a gente seguia para nosso primeiro encontro de verdade. Eu até pensava, para que pressa se a gente ia ter o resto da vida juntos? Embora isso não mudasse meus planos para seduzir Jeon Jungkook o mais breve possível.