Treze

683 Words
Eu sempre tive esses pensamentos rondando minha cabeça. Jungkook jamais me amaria, isso era algo só meu, começou comigo e apenas comigo. Foi isso que me deixou tão desesperado por sua atenção, diferente dos outros garotos que eu conseguia conquistar com facilidade, eu sabia que com ele não seria igual, mas eu quis tentar, confiava demais no meu flerte infálivel e na minha aparência. Eu sabia que ele percebia cada toque, cada frase sugestiva, às vezes que eu movia meu corpo de encontro ao seu de forma calculada e, principalmente, cada vez que mantive minha janela aberta para que ele pudesse ver minha i********e, estivesse eu me trocando ou me masturbando. Jungkook não era como os outros, no começo ele ria, como se eu fosse uma criança patética e depois ele apenas ignorou. Em parte todos os meus ataques tinham me levado a algum lugar, eu fiz com que ele me enxergasse diferente e me desejasse, com certeza havia chama nas raras vezes que nos tocamos, só que eu preferia que ele jamais me tocasse, contanto que eu pudesse chegar ao seu coração. Não importava que Jungkook sentisse t***o por mim, se o mesmo dizia não poder corresponder ao meu amor. Tudo isso me fez passar a semana inteira para baixo, meus amigos tentavam me animar, mas eu não conseguia. Eu estava lá sendo o Yoongi de sempre e de repente me sentia tão machucado que começava a chorar, Jungkook e eu tínhamos lembranças demais juntos e elas sempre ficavam vindo à minha cabeça. — Ah… — suspirei e abaixei a cabeça no balcão. A aula de química estava insuportável e nem Park Jimin arrancava algum interesse meu, ele ou qualquer outro garoto estavam descartados como possibilidades de me tirar do tédio ou da tristeza, minha líbido que sempre foi alta, parecia ter sumido completamente, eu não buscava prazer nem nas minhas próprias mãos. — Yoongi, está distraído. — Jimin cochichou. Virei meu rosto para ele, sem ânimo algum, e o encarei. — Seus olhos estão... — Eu sei como meus olhos estão, Jimin. — fui meio rabugento, confesso. Ele ficou calado só que mesmo com minha grosseria ele foi ousado de passar os dedos pelos meus cabelos, carinhosamente e, c*****o, eu gostei da sua atitude. Normalmente eu não dava a mínima para interações carinhosas antes ou após o sexo com esses caras com quem eu costumava passar o tempo, mas agora, acho que por meu coração partido, me senti carente e realmente gostei de receber carinho dele, só que nada mais que isso. Senti meus olhos arderem de novo e os fechei para disfarçar, fiquei assim por minutos, ouvindo o professor falar sobre o trabalho em dupla para a próxima aula e explicar todos os detalhes, enquanto os dedos de Jimin ainda mexiam nos meus cabelos, tentando me acalentar, eu devia estar com uma cara péssima mesmo para ele agir assim. O sinal de fim de aula tocou e eu abri meus olhos soltando um suspiro longo e tirando a cabeça do balcão. — Eu só tenho tempo livre no Sábado, pode ser? — Jimin disse, enquanto a gente ia para a saída da sala. — Claro, na minha casa? Eu não ando muito a fim de sair… — Sem problemas. Sábado na sua casa, nós dois e muitos artigos de química. — riu. — O programa perfeito. — entrei na brincadeira. E de repente ele parou e me encarou preocupado. — Se ainda estiver m*l, posso tentar fazer sozinho. — Jimin, você é péssimo em química e eu não vou ficar bem nem tão cedo, infelizmente. — admiti. — Me manda mensagem para eu te mandar meu endereço. — Tudo bem. Tchau, Yoongi. — tocou meu queixo e me mostrou seu sorriso encantador. Meu coração se aqueceu com sua gentileza, não era a toa que Park Jimin conquistava tantos corações, talvez se o meu já não tivesse preenchido, eu caísse no seu sorriso, mas já tinha um sorriso que me deixava nas nuvens, embora agora pensar nele me fizesse cair delas, sem paraquedas e me arrebentar inteiro no chão.
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