Os dias foram se passando dolorosa e silenciosamente devagar. Alex, quando não dormia no sofá, dormia na clínica de sua irmã. Estava desolado, não tinha coragem de encarar ninguém, já pensava em mandar uma carta de demissão para a faculdade e escondesse de todo o mundo numa casa minúscula afastada de tudo e todos. Mas haviam Henrique e Henry, seus únicos filhos que talvez o respeitassem, ou nem isso. Dormia no sofá da clínica, não sabia que dia da semana era, mas sabia que era de manhã quando o sol adentrou pela janela esmurrando suas retinas. Estava de ressaca, havia um cinzeiro lotado de cinzas de cigarro, tateou pelo chão a procura do maço e soltou um gigantesco palavrão quando percebeu que estava vazio. Ao menos havia licor, um dos piores sabores de licor que tomara em sua vida,

