Depois do piquenique, Isabela e Lucas decidiram dar uma volta pelo lago. A noite já havia caído, e o céu estava repleto de estrelas, criando uma atmosfera mágica. A brisa suave e o som da água se movendo tornavam tudo mais especial.
— É incrível como o céu parece tão diferente aqui — Isabela comentou, olhando para as estrelas.
— Sim, é como se estivéssemos longe de tudo, não é? — Lucas respondeu, admirando o céu também. — Me faz sentir que as coisas são possíveis.
Isabela sorriu, percebendo como Lucas estava mais aberto e relaxado. Aquela sensação de leveza era contagiante.
— Sabe, eu sempre amei olhar para as estrelas. Quando era pequena, achava que cada uma delas era uma história. E agora, aqui, me faz pensar que podemos escrever a nossa — Isabela disse, o coração acelerando com a ideia.
— Então vamos escrever uma boa história — Lucas desafiou, virando-se para ela, seus olhos brilhando com a luz da lua.
Ele deu um passo mais perto, e o coração de Isabela disparou. A tensão entre eles estava palpável, mas, desta vez, havia uma energia positiva que a encorajava a avançar.
— O que você acha que nossa história deve conter? — ela perguntou, provocando um sorriso dele.
— Um pouco de aventura, risadas, e, claro, algumas reviravoltas emocionantes — Lucas brincou, mas logo seu olhar se tornou sério. — E muito amor.
O jeito como ele disse a última palavra fez Isabela sentir um frio na barriga. Havia uma profundidade nas intenções de Lucas que ela não queria ignorar. E, no fundo, ela sabia que a conexão que eles estavam reconstruindo era real.
— Vamos tentar ser honestos e abertos, então — Isabela sugeriu, segurando a mão dele. — E se sentirmos que algo não está funcionando, podemos conversar sobre isso.
— Combinado. A honestidade será nossa prioridade — Lucas respondeu, segurando a mão dela com firmeza.
Eles caminharam mais um pouco, trocando ideias e risadas, até que Lucas parou e a puxou gentilmente para um local mais afastado, onde algumas pedras se projetavam para o lago.
— Olha isso! — ele exclamou, apontando para uma pequena ilha no meio do lago, iluminada pela luz da lua. — Devemos nadar até lá?
Isabela hesitou. Era uma ideia ousada, mas a espontaneidade de Lucas a intrigava. Afinal, ela sempre adorou aventuras.
— Por que não? — ela respondeu, sua voz cheia de entusiasmo.
Eles tiraram os sapatos e, sem pensar duas vezes, se lançaram na água fria. A sensação era revigorante, e logo estavam rindo e se divertindo, a tensão desaparecendo com cada braçada.
Ao chegarem à ilha, sentaram-se em uma pedra, os respingos da água ainda molhando suas roupas. O mundo parecia distante, e ali, naquele pequeno espaço, tudo era possível.
— Isso é incrível! — Isabela disse, olhando ao redor. — Nunca pensei que estaria aqui, com você, fazendo algo tão louco.
— Loucura é o que precisamos! — Lucas respondeu, sorrindo. — Às vezes, é preciso se jogar, deixar as inseguranças de lado.
Naquele momento, a vulnerabilidade de Lucas a fez perceber o quanto ele estava disposto a arriscar. Era uma chance para ambos. Uma oportunidade de se permitir viver o presente.
— Eu realmente gosto de você, Lucas. E quero ver onde isso nos leva — Isabela admitiu, seu olhar se fixando no dele.
— Eu também gosto de você, Isabela. Sempre gostei — Lucas disse, o tom sincero e sério.
E naquele momento, sob as estrelas e cercados pela água, eles se inclinaram um para o outro. A conexão que haviam perdido parecia estar sendo recuperada. O beijo foi suave e hesitante, como se ambos estivessem redescobrindo um sentimento adormecido. Mas logo se transformou em algo mais intenso, um sinal claro de que estavam prontos para seguir em frente.
Quando se afastaram, Isabela sentiu uma onda de emoção a invadir. Ali estava a promessa de um novo começo.
— Isso foi… incrível — disse ela, ofegante e sorridente.
— E ainda temos muito mais para explorar — Lucas respondeu, o olhar cheio de expectativa.
Voltaram para a areia, rindo e brincando, e cada risada só aumentava a sensação de leveza e possibilidade. O que poderia ter sido um fim se transformou em um renascimento, e ambos estavam prontos para descobrir o que mais a vida tinha reservado para eles.