6. Quase te perdi

3002 Words
—Como assim, sangue?—Perguntei ficando incrédula.   Lucas se aproximou de mim mostranda as marcas vermelhas na minha regata. Se aquilo fosse realmente  sangue estaria bem fodida. —Mas isso na minha regata não é sangue não! é vinho.—Menti—Lembra quando você derramou  vinho sem querer na minha regata Kevin ? —Perguntei olhando cúmplice para o Kevin que entendeu o recado. — Lembro sim Ina. Você  até  brigou comigo.   O Lucas olhou para o Kevin desconfiado e assim falou: —Isso não tem cara de vinho nem aqui e nem na china. —É vinho sim. Um vinho bem vagabundinho que deixa a roupa manchada caso caia nela. —May entrou no embalo da mentira.   O Lucas  estava caindo direitinho na nossa mentira porém Rick quase botou tudo a perde: — Mas a gente não comprou nenhum vinho.   O Policial e o investigador começou a nós olhar desconfiado. — Claro que não compramos. Eu peguei ele na minha casa! estava nas minhas coisas. Eu May e o Kevin bebemos  ontem a noite. Mas você não quis beber, você já tinha bebido muito ontem. Você  não se lembra, Rick? —Estava me saindo melhor que muitas atrizes com aquele teatrinho. — Eu devo ter bebido muito ontem a noite. Não me lembro disso. —Rick ficou pensativo, como se tentasse lembrar daquilo. — Bebeu mesmo! Kevin que teve que carregar você.—May deu um risinho para Rick que arregalou seus olhos.   Todos estavam acreditando no nosso teatrinho. Inclusive  o i****a do Rick.  Eu meio que estava ferrada de todo jeito. Eu  ia ter que dar satisfação para o Kevin  e  a May. É, eu realmente estava fodida. Mas  antes dar satisfação para May  e Kevin, do que para aquele investigador e o policial. Também  não queria dar satisfação para a peritazinha de m***a. Peguei a mania da May.   O Investigador olhou pra mim e perguntou: — Você  tem a garrafa desse vinho? Eu quero vê-lá. — Por que eu guardaria uma garrafa de vinho? Eu nem lembro onde joguei ela.—Respondi com toda a educação do mundo.   O investigador insistiu. — Tem certeza que você não se lembra? — Tenho! —Revirei meus olhos. — Ok. É só isso. Ina, sua regata fica comigo, tá? Confesso que fiquei tensa mas não queria mostrar. Eu ia dar um jeito na d***a daquela situação. Então disse: — Tudo bem. —Eu vou indo. Jhony, você vem comigo ? — Sim. Lucas e Jhony saíram, ficamos quietos alguns segundos até que May quebrou nosso silêncio: -Ina, comece a se explicar! Que m***a é aquela na sua blusinha? -Eu não faço ideia. Tipo, eu não me lembro de nada que eu fiz na noite passada. -Fui sincera. -Serio, Ina ? -May analisava minhas expressões. - Sério! Hoje eu acordei só de calcinha!, Eu nem sabia onde estava as roupas que eu havia usado ontem. Realmente, não me lembrava da noite passada. Uma coisa que me faz achar que matei Julie, foi um tipo de flashback ou tipo de sonho que eu tive quando eu desmaiei. -Então aquilo tudo que vocês estavam falando para o policial e o investigador era mentira? -Rick parecia está meio ofendido por não tá por dentro do falso teatro. - Sim, Rick. Você quase estragou tudo! Seu idiota.-Falei o fuzilando com meu olhar. -Nossa, desculpa aí. -Rick falou cheio de sarcasmo. Olhei para os braços da May e tinha uns cortes f**o, feito pelos cacos de vidros da garrafa de whisky. - May, vamos na enfermaria tratar desses cortes?-Perguntei ficando ao lado dela. -Sim! -Ela encarou seus cortes fazendo uma cara f**a pois tinha nojo de sangue, mesmo sendo dela. Foi eu a May e o Kevin. Eu tive um pouco de receio de atravessar a ponte, aquela ponte me dava arrepios. Quando fomos atravessar a ponte, estava a perita Maiana e o investigador Lucas. - A ponte está interditada. Para as investigações.-Maiana nós alertou. - O peritazinha de m***a, por onde vamos passar?-May falou educadamente, ou pelo menos tentou. Maiana ia responder mas Lucas foi mais rápido: - Marty tá atravessando com a Ray em um barco pequeno e simples. falando nisso, olha eles ali. Eu, Kevin e May fomos até a beira da lagoa esperar Marty com a Ray. Não demorou muito para eles chegarem até a gente. Marty saiu do barco, e logo em seguida amarrou uma corda que havia no barco em um pedaço de p*u. -Algum de vocês sabe como usar um barco ? - Sim! -Respondi. -Menos m*l. Me leva para enfermaria agora ? -May perguntou fazendo biquinho para mim. - Claro. Esse barco tinha espaço para dez pessoas. A gente estava em seis contando com o Marty. Subimos no barco puxei a cordinha que tinha nele e ele começou a pilotar sozinho. Em menos de oito minutos a gente chegou no outro lado da lagoa. Levei a May para enfermaria e deixei ela sozinha. Fui procurar o laboratório improvisado que a perita e o investigador estava usando. Eu já tinha um plano para pegar minha regata de volta e da uma olhada, ou melhor, mudar os resultados das digitais. Eu ia colocar meu plano em prática de madrugada já que não teria nenhuma alma viva acordada. Ficamos o resto da tarde e um pouco da noite no outro lado da lagoa. A gente não tinha jantado ainda. Ficamos em volta de uma fogueira jogando conversa fora com um povo estranho. Enquanto comíamos alguns marshmallow. Como eu estava responsável pelo barco, assim que falei que estava cansada, todos entenderam o recado e fomos até o barco. Subimos no barco, e eu puxei a cordinha para o barco ligar. Ele funcionava à gasolina. Sorte que Marty havia deixado dois remos caso a gasolina acabasse. -Estou com fome! -Falei assim que senti minha barriga roncar. -Como mulher? você comeu mais que todo mundo lá na fogueira.-May falou bem humorada me encarando. -Que coisa f**a May! Fica reparando a quantidade de comida que como. -Disse serrando meus olhos enquanto encarava May. - Não sei se tem coisa para cozinhar na barraca. -Ray disse me olhando de canto. - Tem miojo! -Rick falou fazendo cara de nojo pois odiava miojo. - Miojo? Eu quero! -Disse toda empolgada. - Vocês sabem montar uma fogueira? -Kevin nós encarou ao fazer aquela pergunta. -Eu sei! -Rick ergueu uma de suas mão. Estava tão escuro aquela noite!, Mas do que o normal. A lua costumava iluminar a noite, mas naquela noite a lua não estava iluminando nada. Não demorou muito para que a gente chegasse no outro lado da lagoa. Fui a última a descer no barco. Amarrei a corda de uma forma que eu conseguisse desamarrar mais tarde para colocar tudo em prática. Montamos uma fogueira, May fez miojo o suficiente para todos. Ray pegou refrigerante e algumas cervejas que tinha na nossa caixa de isopor. Nos sentamos em volta da pequena fogueira e assim começamos a nós servir do miojo. Todos ali se serviram menos Rick que olhou para May e pediu descaradamente: -Me sirva! -Você está me achando com a cara da sua mãe para eu fazer tudo que você quer ? May perguntou olhando cínica para o Rick. Rick preferiu não retrucar, e assim foi para barraca que dividiu com May em uma noite. Depois de alguns segundos, Rick saiu da barraca e perguntou sério para May: - May, cadê suas coisas? May revirou seus olhos antes de responder: - Estão na barraca da Ray! não vou dormi com você. Seu i****a! Rick entrou na barraca. Não saiu para dar um boa noite e muito menos para comer. Entrei na barraca que dividia com o Kevin. Ficamos nos amassos por um tempo, até eu decidir que queria dormi. Kevin resmungou mas em poucos minutos dormia igual pedra ao meu lado. Coloquei meus chinelos e luvas nas mãos. Peguei uma lanterna e meu celular. Antes de sair olhei no meu celular e marcava 1h56 da manhã. Confesso que estava com um pouco de sono e muito medo. Mas agora não era hora de sentir medo. Fui na direção do barco mas ele não estava lá. - d***a! Fui em direção da ponte e passei. Eu estava pouco me fudendo se aquela m***a estava fechada, eu ia passar sem me importa com nada. Demorei quinze minutos para chegar no outro lado da lagoa. Quando cheguei lá, tive uma surpresa. Maiana e Rick estavam se beijando. Meu Deus! Minha vontade era chamar a May e ajudar ela a quebrar a cara dos dois. Mas por sorte, aqueles dois nojentos não me viram. Agora eu estava livre para ir no laboratório. Vocês devem tá se perguntando como eu vou entrar lá? Fácil. Hoje mais cedo Maiana havia deixado sua chave cair no chão enquanto brigava com a May. Me aproximei da porta do laboratório, mas antes de entrar, olhei para trás pra garantir que ninguém estava me observando. Entrei no laboratório com um certo receio. Eu liguei a minha lanterna que estava desligada para conseguir enxergar as coisas melhor. Lá tinha lâmpada e tal, mas não liguei pois não queria chamar atenção. Caminhei até uma mesa que estava bem no meio do laboratório, comecei a procurar minha regata. Se passou alguns minutos mas não havia encontrado minha regata ainda. Porém deu que acabei encontrando coisas que não imaginava encontrar ali.   Tinha todo tipo de d***a naquele laboratório. Uma coisa me dizia que eles pegaram aquelas drogas dos jovens tolos que estão aqui. Mas pelo outro lado, aquilo me deixou intrigada. Peguei um cigarro de maconha e sem pensar duas vezes o acendi com meu isqueiro que se encontrava no meu bolso. Dei a primeira tragada! cruzes como aquilo era bom. Meu Deus, eu tinha até me esquecido do gosto da maconha. Encontrei uns papéis. Era um tipo de roteiro sobre a mesa. Como sou curiosa comecei a ler esses papéis. Em um dos papéis não tinha nada que me interessava, mas no outro papel que estava escrito "Paranóia" me chamou a atenção de uma forma que não sei explicar. Eu comecei a folhear ele tranqüilamente. Nele marcava o nome dos personagens. O mais louco de tudo era que esses personagens tinha o nome dos meus amigos e o meu. Aliás a minha personagem era a principal. Tá, pensei comigo "eu não to ficando louca", bom aquilo deve ser os efeito das ervas sobre meu corpo. Tinha uma geladeira naquele laboratório que mais parecia um escritório de gente atoa do que de gente trabalhadora. Fui em direção da geladeira e me deparei com um monte de bebida alcoólatra. - c*****o, eles deve tá roubando bebidas desses adolescentes de m***a. Sorte que May não deixou aquela nojenta pegar nossas bebidas.- Ri sozinha comigo mesma. Peguei uma garrafa de vodka e comecei a beber. Sem me importa com p***a nenhuma! continuei a folhear o papel que estava escrito paranóia. Tinha algo estranho naquele papel. Nele estava o nome da Maiana,  Jhony e Lucas. Como personagens dessa história. Eu li ela inteira. O que me intrigava nela, era as falas dos personagens da Maiana, Lucas e do Jhony. As falas dos personagens deles eram tudo o que eles tinham falado comigo e com os meus amigos hoje mais cedo. Eu olhei para minha marry jane e sussurrei: - c*****o, tenho que parar de usar você mocinha! Você me faz ver o que não existe. Olhei para um sofá que tinha nesse laboratório, e em cima dele estava minha regata. Eu peguei ela sem ao menos me importa com nada e sai do laboratório tropeçando nos meus pés. Era pelo efeito da bebida e da maconha. Antes que eu fosse para o outro lado da lagoa, dei um jeito na minha regata. Peguei meu isqueiro e a vodka ja jogando o líquido todo na minha regata e taquei fogo na única prova que tinha ali. Tá, tem a pedra, mas eu não ia me arriscar tanto assim indo atrás dela. Isso, eu dou um jeito mais tarde, até porque, não tenho culpa de nada. A diaba da Julie caiu na ponte sozinha!, Ela deve está queimando no inferno. Antes de atravessar a ponte, dei uma olhada no lugar onde ficava o barco, e ele já não estava mais lá. Isso significa que o Rick já tinha atravessado para o outro lado. O Rick ia ser ver comigo! Querendo ou não, ele e a May tinha um lance sério. E a May com seu jeito louco de demostrar o que sentia, gostava dele. Eu pisei na ponte já sem medo de nada. "Por que você me matou?" Eu só podia ter ficado louca para tá ouvindo a voz da Julie. Comecei a andar em passos rápidos. "Vai fugir né?" Eu comecei a chorar e gritei: -VOCÊ ESTÁ MORTA! "Estou morta para todos. Mas na sua consciência estou super viva!" Eu comecei a correr com um pouco de dificuldade já que estava meio zonza. Por fim, cheguei onde estava as barracas e entrei acordando o Kevin por conta do barulho que fiz. - Que foi, Ina? Eu chorava e soluçava muito. Kevin me abraçou fazendo eu ficar com minha cabeça encostada no peito dele. -Eu não sei direito o que aconteceu. Mas Ina, não se preocupe. Eu estou aqui para te proteger! Depois de alguns segundos Kevin criou coragem para perguntar: - Ina, meu amor. Me conta o que aconteceu? Eu respondi igual uma histérica, entre os choros: - Ela está atrás de mim! - Ela quem? - A julie. -Sussurrei. Kevin falou, tentando não ser grosseira comigo: - Ina, Julie está morta! Aonde você estava? Você tá com cheiro de maconha!, Ina, você estava fumando? Se eu falasse que havia fumado, Kevin não iria acreditar em mim. Mas mesmo assim, resolvi contar a verdade: -Eu bebi um pouco de vodka e também fumei. Kevin me olhou bravo antes de dizer: -Ina, eu já falei pra você parar com isso. Provavelmente isso tudo é fruto de sua mente.-Ele deu um peteleco na minha testa. - Não foi Kevin. Eu ouvi a Julie me chamando. Acredite em mim! -Ina, isso é efeito da maconha misturada ao álcool. Eu gritei histérica: - Não é, p***a! Eu ia sair da barraca para não ter que aturar o Kevin, mas quando ele notou que eu ia sair, me puxou com força e sussurrou entre os dente: - Você vai ficar ao meu lado, onde é o seu lugar! -Você não manda em mim!-Falei partindo para ignorância. Kevin perguntou apertando meu braço com um pouco mais de força: -Por que a madame saiu do meio da noite ao invés de está dormindo? Eu engoli seco, mas não falei nada. - Anda Ina. Você me deve explicações. Eu não falei o que aconteceu ao certo. Mas também não menti: - Kevin, eu estava desconfiada de uma coisa.... - De que coisa Ina? Fiz sinal com meu dedo indicador para Kevin se aproximar mais de mim. - O Rick está traindo a May. Bom, o lance deles não é assumido mas rola sentimento da May por ele. Kevin ficou pensativo alguns segundos antes de falar: -Quero nem ver quando a May descobrir isso. - Eu vou falar isso pra ela caso presenciar essa m***a toda novamente. - Faz isso mesmo!, Eu vou tentar arrancar algo dele. Ina, toma um remédio e vá dormi. Prevejo que quando você acordar vai está com muita dor de cabeça. - Ok. Falei secando meu rosto que estava molhado pelas lágrimas de medo. Dei graças a Deus pelo Kevin não ter perguntado mais coisas pra mim. Tomei um remédio e fui dormi. E mais uma vez, sonhei com Karina. *** - Mamãe? Karina me chamava, olhei pra ela e perguntei: - Que foi pequena? Ela me olhava com os olhos cheios de lágrimas: - Eu vou morrer. - Como assim você vai morrer? Perguntei me abaixando para ficar na altura dela. - Se você não começar a cuidar de sua saúde eu vou morrer. Tava mais do que na cara que ela se referia ao meu m*l hábito de beber e fumar. -Não vou deixar que você morra. -Respondi sincera depositando um beijo na testa de Karina. - Você jura de dedinho, mamãe? - Só ser for agora! Karina e eu fizemos a jura de dedinho. De repente tudo escureceu, e a Karina começou a chorar. - Mamãe, o que tá acontecendo aqui? - Eu não sei! -Respondi desesperada. Acordei com muita cólica. Me levantei e fui na barraca da Ray. Cutuquei a Ray que estava dormindo. —Estou com cólica. —Falei fazendo uma careta pela dor. — Já veio  pra você esse mês?—Ray perguntou com sua voz preguiçosa. — Já sim! Por isso estou achando estranho essa cólica.   Ray  foi até sua  bolsa e tirou  um comprimido que era de cólica. Peguei uma garrafa de água para me ajudar engolir aquele comprimido. — O que tá acontecendo ?—May perguntou um pouco sonolenta. — Estou  com cólica. —Disse revirando os olhos.   May falou com uma tristeza falsa na voz : —Sinto muito por você, Ina.   Ray completou molenga: — Sentimos. Falei dramática: —Acho que vou morrer! — Vaso r**m não quebra!—Ray soltou uma risada fraca.   De repente me bateu uma vontade de vomitar, sai da barraca das meninas e antes de sair disse que ia voltar a dormi com Kevin.  Fui atrás da barraca e vomitei tudo o que eu tinha comido na noite passada. c*****o, o que estava acontecendo comigo? Fui escovar meus dentes para tirar o gosto r**m da boca.   Voltei na barraca onde Kevin estava e me deitei ao lado dele. Acabei pegando no sono mais uma vez. *** Estava em um quarto todo branco, onde tudo era branco. TUDO mesmo! — Mamãe, quase que eu morri. — Como Karina? — Sabe aquela dor que você estava sentindo hoje mais cedo? — Sei. — Você estava me perdendo, ou melhor quase. — Eu vou te perde?—Perguntei com um certo receio. — Eu não sei mamãe.   Não estava gostando daquela conversa, então por fim, mudei de assunto. —Onde a gente tá? — Você vai ficar aqui durante um tempo. Antes de ir morar comigo e com meu  papai. Ou melhor, você vai me ter aqui. — E aqui é o que exatamente? — Um manicômio! Eu me assustei e fiquei pensativa: — Mas eu não sou louca! — Mamãe, coisas ruins  vão acontecer com seus amigos no acampamento. A culpa vai ser sua! — Como assim minha culpa?— Perguntei estática. — Eu não posso falar mãe, Mas sua vida vai mudar da água pro vinho quando você sair daqui. — Como? — Você e o papai vão ser ricos e famosos. Eu ri descontroladamente com aquela bobagem que Karina falou. — Eu que fumo e você que se alucina. —É  verdade mamãe. Acredite em mim! —Como Kevin e eu  vai ficar  famosos e ricos ? Karina falou brincalhona: —Já tá querendo saber demais... —Trate de me responder! Sou sua mãe!   Karina falou "não" e saiu correndo dali, sumindo da minha visão.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD