Guilherme Dash
Acordei com o alarme apitando, passei a mão no rosto e desliguei o
mesmo.
Levantei da cama na cara e coragem, peguei a toalha em cima da cadeira
e entrei no banheiro. Tirei a bermuda de moletom e liguei o chuveiro
para tomar uma ducha.
Saí coma toalha em volta da cintura e abri oguarda-roupas, vesti uma
bermuda jeans lavagem escura e uma camisa branca, coloquei meu
cordão de ouro no pescoço e meu relógio no pulso, sentei na ponta da
cama e calcei meu sapatênis. Deixei o celular carregando e saí do quarto
fechando a porta.
Coloquei a fuzil em volta das costas e minha pistola na cintura.
Montei minha moto e arrastei morro abaixo, estacionei na porta do
Lucca. Os moleque que iam descer comigo já estavam tudo na espera.
Eaí rapaziada -acenei.
- Eaí -falaram.
Me aproximei deles pra trocar uma ideia, decidir como íamos atacar e
quem ia subir de frente comigo.
Cabeça falou.
Com certeza, eles não estão esperando pela gente
Vamo chegar lá e fazer a festa.
Isso ai fiz toque com ele.
Os caras comemoraram.
- Neto, chega ai-Ryan chamou.
Caminhei até ele que estava encostado em uma das vans.
Qual foi?
-perguntei.
-Tá ligado que a Débora vai sair amanhã né? me encarou. -Qual a
demora da gente fazer um baile pra comemorar?
-Parceirona vai voltar - sorri. - Demorou, quando a gente chegar
desse corre vamos resolver essa parada.
-Jaé então, valeu!- fez toque comigo.
Assenti e entrei na casa do Lucca, ele estava em pé encostado na mesa
tomando café.
- Eaí viado - falei.
Fala baixo porra
me encarou.
chamei.
Vamos logo fazer a roda
Ele largou o cop0 em cima da mesa e me acompanhou para o lado de fora
da casa.
Fizemos uma roda de oração para pedir proteção a Deus. Por mnais que
nós corra pelo errado, nós conhece o certo, todos os dias aqui em cima
são incertos, na vida que nós levamos precisamos ter muita fé.
Ao fim da oração batemos palmas. Caminhei até minha moto e me
encostei na mesma enquanto os moleque terminava de se ajeitar pra
entrar nas vans, Lucca caminhou em minha direção.
- Eaí, tá nervoso?-perguntou.
Eu sempre fico - falei sem encara-lo.
Ficamos em silêncio encarando os moleque guardar as armas nos
veículos.
Ah.. O gue está acontecendo?
Olhamos para trás.
Você devia tá dormindo Babi -Lucca falou. São 04:17 da
madrugada encarou o relógio.
Eu estava tentando mas vocês não deixaram com tanto barulho
respondeu.
Sem papas na língua, gostei!
-Lucca, corre aqui – Ryan chamou. Rápido, c*****o!
- Já volto!
Ela me encarou e cruzou os braços.
-0 quế? perguntei.
-Eu sou a Bianca- disse. -Você deve ser o Guilherme.
Pode me chamar de Neto!
Ela assentiu.
–0 que vocês estavam fazendo naquela roda?- perguntou.
-Uma oração antes de descer pra pista! -falei sem encara-lá.
Que ironia.
murmurou.
-Bandido tem muita fé se você não sabe-a encarei.
- disse.
-Não tô desacreditando da fé de ninguém, só acho irônico isso
Dei de ombros.
Lucca voltou ao nosso encontro.
Bom, acho que não preciso mais apresentar vocês -
apontou para nós
dois.
-Não, não precisa -a encarei.
Ela sorriu de lado e deu de ombros.
Vamos Neto, tudo certo! Cabeça chamou. Vamo descer.
Vai na fé Lucca fez toque comigo.
-Ë nós, breve tô de volta!
Ele assentiu e me abraçou de lado.
Vai entrar agora Babi?-Lucca perguntou.
Deixa a porta aberta que eu já vou–falou.
Beleza! - disse.
Ele se despediu do Ryan e entrou em casa.
-Tchau a encarei.
-Tchau -falou. - Ah.. Cuidado! - descruzou os braços.
Pode deixar, você ainda vai me ver!
Ela sorriu e acenou. . . .