Mônica Davis
1 ano depois
Já se passou um ano desde que terminei com o Matt e voltei a morar com o Thomas.
Um ano que eu vivo em um verdadeiro inferno, não sei mais o que é sorrir.
Eu sou agredida todos os dias, não só fisicamente, mas sexualmente também.
Eu já sofri 2 abortos durante este ano... Tranquei minha tão sonhada faculdade, minha única alegria é a Celine.
A minha pequena não gosta do Thomas, ele já tentou bater nela algumas vezes, mas eu nunca permitir e sempre acabei apanhando em seu lugar.
Meus pais pararam de me ajudar, já que descobriram que eu estava dando todo meu dinheiro ao Thomas... Estou trabalhando fazendo faxinas para conseguir dinheiro para comprar algumas coisas para a Celine e o resto o Thomas pega.
Descobri a algumas semanas atrás, que ele está envolvido com agiotas e jogos em casino. Sinceramente, já não sei mais o que fazer.
Se eu tivesse contado a verdade ao Matheus, nada disso estaria acontecendo...
A única pessoa que sabe todos os meus problemas é a Mayara e o Benjamin, eles me ajudam como podem...Sou muito grata a eles.
Aproveito que o Thomas não está em casa, ele foi viajar, provavelmente fazer mais alguma dívida enorme em um casino que tem na cidade vizinha. Então, resolvo dar uma volta com a Celine pela cidade.
Passo uma maquiagem, para disfarçar os machucados no meu rosto e logo depois de arrumar a Celine saímos de casa com minha pequena falando sem parar de como está gostando da creche.
O Benjamin fez questão de pagar a escolinha dela, ela tá estudando na mesma creche do Ethan, eles são muito amigos.
Enquanto caminho com a Celine na praça, vejo muitos casais passando felizes por nós, se eu estivesse com o Matt, eu também poderia está passeando em uma praça assim, feliz.
Não tive notícias exatas do Matt durante esse ano que se passou, fiquei sabendo apenas de algumas coisas. Ele ganhou o prêmio como melhor advogado, por ter ganho uma causa de racismo, em que todos estavam contra a vítima e ele conseguiu fazer com que ela fosse inocentada
Sobre relacionamentos, fiquei sabendo pela May que ele estava com uma menina, mas que não era nada sério, fiquei muito m*l e pedi que a May não me desse mais notícias dele.
A Celine fica agitada nos meus braços.
— Papai
Ela diz tentando descer do meu braço
Olho assustada para os lados pensando ser o Thomas, mas me surpreendo quando vejo o Matheus sentado em uma mesa conversando com uma bela morena.
Será essa a garota que a Mayara falou?
A Celine luta para descer do meu braço quando finalmente consegue, ela vai correndo em direção ao Matheus que se levanta para recebê-la.
— Papai, tava com sadade.
Ela diz beijando o rosto dele, quando ele a pega no colo.
Não quebramos nosso contato visual.
— Oi Mônica.
Diz baixo.
— Matheus..
Eu murmuro.
— Matheus, podemos continuar a reunião outro dia.
A morena diz se aproximando dele.
— Sra. Carriele se não se importa, podemos marcar um jantar.
Ele diz e ela assente
— Claro.
Ela diz se despedindo dele e de mim em seguida.
Depois de mais alguns minutos nos encarando, ele coça a garganta antes de falar.
— Sente - se Mônica.
Ele diz.
Sento na cadeira que antes estava sendo ocupada pela morena.
O Matt senta à minha frente, colocando a Celine ao seu lado
— Papai, quelo sovete?
Minha pequena pergunta ao Matt com olhos brilhando
— Claro meu anjo, e a palavra correta é quero e não quelo.
Ele a corrige.
— Ta papai.
Ela diz arrancando um sorriso baixo dele.
Ele chama um garçom e após fazer o pedido do sorvete pra Celine, ele me oferece um também, mas neguei.
Resolvo perguntar o que está entalado desde que cheguei aqui.
— Como a Celine ainda lembra de você?
Pergunto.
Faz um ano que não o vejo, é estranho a Celine lembrar dele já que ela ainda era um bebê quando sai da casa dele.
— Mônica, eu vou ser sincero com você.
Ele diz. — A Mayara a trazia para que eu a visse.
Ele diz me olhando nos olhos.
— Ela não tinha esse direito.
Murmuro baixo.
— Ela só pensou no melhor para a Celine, você realmente acha que ele seria um bom exemplo de pai para a pequena?
Ele pergunta baixo e olha para a Line.
Ela está entretida jogando no celular do Matt.
— Isso não importa Matheus, se o...
Ele me interrompe.
— Ele não vai descobrir nada, se esse é seu medo. Se você não quis que eu cuidasse de você, não me impeça de continuar cuidando da Celine.
Ele pede.
— Tudo bem Matheus.
Digo. — Não irei impedir que você a veja, mas eu tenho só mais uma pergunta a fazer.
Digo.
— Pode falar.
Ele diz sério com aquela postura impecável de advogado.
— Quem tá pagando a creche da Celine e as outras coisas que ela precisa, é você?
Pergunto.
Essa dúvida entrou na minha cabeça no momento em que ele me pediu para que deixasse ele continuar cuidando da Celine.
— Sim.
Ele diz.
— Obrigada.
Agradeço e ele assente.
— Mônica, por que você não me fala a verdade.
Ele pede tentando pegar nas minhas mãos.
— Ainda não é o tempo.
Digo.
— Tudo bem.
Ele diz.
Ficamos em silêncio até a Celine terminar o sorvete dela.
(...)
Chegamos em casa com a minha pequena falando que foi maravilhoso ter encontrado o pai dela e que queria que ele morasse com ela.
Meu coração se aperta ao ver minha pequena tão apegada ao Matt... Eu queria tanto que ela ficasse com ele...
— Onde você estava?
Ouço a voz do Thomas e estremeço no lugar.
— Thomas...
Minha voz falha ao ver na minha frente com os olhos vermelhos.
— Eu perguntei, aonde você estava?
Ela diz apertando forte meu braço.
— SOTA A MAMAE!
A Celine grita dando um chute nas pernas dele.
— FICA QUIETA SUA PIRRALHA, QUER APANHAR TAMBÉM?
Ele grita soltando meu braço e sacudindo o corpinho da minha filha.
— SOLTA ELA.
Grito indo pra cima dele.
Sinto um tapa forte na minha cara.
— Escuta bem, que só vou falar uma vez, arruma as malas desse verme.
Ele diz apontando para a Celine
— O que você quer fazer com minha filha, seu monstro?
Digo.
— Nada de mais querida, ela apenas vai viajar.
Ele diz.
Thomas sai em direção ao quarto e minha pequena abraça minhas pernas.
— Mamãe, não dexa ele bate.
Ela diz soluçando baixinho.
O que faço agora?