Garrett
Depois que voltamos do shopping o pessoal resolveu subir e descansar um pouco. Austin e Hilary se enfiaram em um dos quartos e meu primo e Scarlett fizeram o mesmo.
Benjamin e Miguel já preferiram ficar na praia namorando um pouco.
Sentei no sofá pra ver um pouco de tv e acabei desistindo, não tinha nada de interessante passando e a minha cabeça estava longe. Não tão longe assim, mas no andar de cima.
Desliguei a tv e subi ao quarto onde Ashlyn estava, sorri parando na porta. Ash estava deitada de bruços na cama, seus pés balançavam no ar e suas mãos seguravam o livro aberto. Cruzei os braços e encostei no batente observando-a. Ela lia com atenção sem fazer a menor ideia que eu estava ali. Em alguns momentos sorria, em outros estreitava as sobrancelhas, passava a língua pelos lábios e os mordia em seguida.
- Run, run!
Ashlyn virou a cabeça, me olhou por cima dos ombros e sorriu.
- Oi! - ela se virou na cama, cruzou os pernas e deixou o livro ao seu lado.
- Você fica muito bonitinha lendo, sabia? - sorri entrando no quarto.
- É só pra distrair a cabeça, não estava com sono. - ela deu de ombros.
- Podia me fazer companhia então. - sentei na cama.
Puxei o livro, tinha um casal de óculos de sol abraçados.
- Senhor Daniels, Brittainy C. Cherry. - li o título. - Livro de mulherzinha. - impliquei.
Ashlyn me mostrou a língua e pegou o livro de volta, abraçando-o de forma protetora.
- Pois eu fico com o Daniel Daniels, ao invés de você. - empinou o queixo.
- Se esse Daniel Daniels é o mocinho, ele já tem dona. - sorri.
- Tem e o nome é Ashlyn como o meu, então sou eu. - ela deu de ombros.
- Então fui trocado por um cara que não existe, você prefere ficar com ele, do que comigo?
- É, quem manda não saber recitar Shakespeare?! - ela assentiu solene. - E você esqueceu que a gente tem que ser discreto?
- Acontece que só nós dois estamos acordados, os outros estão descansando, amada Julieta e...
Ashlyn começou a rir me interrompendo.
- Amada Julieta? Essa foi péssima Grahan.
- Para. - belisquei sua costela. - Como eu estava dizendo.... Ben e Miguel estão na praia. Isso quer dizer que estamos sozinhos. - sorri com malícia.
Beijei Ash não perdendo mais tempo e me inclinei sobre ela, até que nós dois estivéssemos deitados. Tateei minha mão pela cama e empurrei o livro até ouvir o mesmo cair no chão.
- Grahan, espera! - ela empurrou meus ombros, me obrigando a me afastar dela.
- O que foi?
- Se alguém acordar e ver a gente?
- Ninguém vai acordar anjo. - a beijei.
- Como você pode ter certeza? Já passa das seis, daqui a pouco a gente vai se arrumar pra ir pra boate.
- Então é melhor a gente aproveitar enquanto podemos.
A beijei calando os protestos dela. Já que íamos levar aquilo às escondidas por algum tempo, eu tinha que aproveitar todo meu tempo a sós que ela. E que melhor jeito de aproveitar senão este?
Ashlyn suspirou quando mordi o lábio inferior dela, minha língua acariciando a língua dela, chupando-a. Apertei sua cintura e pressionei meu quadril contra o dela. Eu sabia que Ash não era como as outras, então eu ia ter que fazer por merecer se quisesse t*****r com ela, mas era uma coisa que eu sabia que ia valer a pena esperar. E enquanto a hora não chegasse eu iria aproveitar sua companhia de todas as outras formas possíveis.
As mãos dela subiram pelos meus braços, e como eu estava de regata, a sensação dos dedos e das unhas dela contra minha pele foi mais intensa. Ela acariciou meu ombro, como se estivesse me explorando e seus dedos envolveram meus cabelos. Eu estava tão ansioso pelo momento em que poderia explorar cada parte do corpo dela, que ficava feliz por saber que, ao que parecia, ela queria fazer o mesmo comigo.
Mordisquei o queixo dela e desci os lábios pelo seu pescoço. Minha língua tocou a pele quente e macia, o sabor dela não ajudou em nada pra acalmar minha excitação, pelo contrário, aumentou.
Ashlyn virou a cabeça para o outro lado, me dando livre acesso. Respirava depressa assim como eu, juro que se não fosse por nossos amigos eu teria fechado a porta daquele quarto, trancando nós dois lá dentro e Ashlyn só ia se livrar de mim, depois que eu fizesse tudo o que eu estava com vontade de fazer com ela.
Não sei de onde tirei forças pra fazer isso, mas tombei no colchão ao lado dela, interrompendo-nos.
Ash ficou de lado de frente para mim e me encarou.
- O que foi?
- Se não quer que eu tranque aquela porta e nossos amigos nos descubram, é melhor a gente parar. - apoiei as duas mãos sobre minha barriga.
Ela sorriu e parecendo um tanto insegura cobriu minha mão com a dela. Sorri sentindo o fogo se abrandar.
- Eu já reparei que você usa o jogo das 21 perguntas quando quer me distrair, quer jogar agora?
- Você ferrou minha cabeça a tal ponto que nem formular uma pergunta simples eu consigo.
- Vamos deixar o jogo pra lá então. - ela deu de ombros. - Mas eu tenho uma curiosidade.
- Qual? - fiquei curioso.
Ash encarou meus braços, a mão dela que estava sobre a minha mão subiu até meu antebraço esquerdo.
- Quando foi que você fez sua primeira tatuagem?
- Aos 16 anos.
- Como conseguiu? - ela arqueou as sobrancelhas.
- Fiz a moça acreditar que já tinha dezoito anos. - dei de ombros.
Ela correu as pontas dos dedos do meu antebraço até o ombro, tocando meus desenhos.
- Por que você fez todas elas?
- São desenhos que chamaram minha atenção quando eu fiz. - dei de ombros.
- Onde está a primeira tatuagem que você fez?
Levantei meu braço direito, do lado de dentro estava tatuado a palavra Lucky.
- Sorte em inglês, essa foi sua primeira tatuagem? - ela sorriu.
- Lucky era o nome do meu cachorro, ele ficou comigo dos meus quatro até os dezesseis anos. Quando ele morreu quis homenageá-lo. Uma forma que eu encontrei de saber que ele ia morrer comigo.
- Sua família ficou brava com você?
- Furiosos, a primeira briga f**a que tive com meu pai foi por isso, mas depois eles entenderam que eu só fiz aquilo porque estava de luto, mas eu nunca me arrependi, tanto que fiz outras depois.
- Tem alguma escondida?
Assenti com um sorriso malicioso nos lábios. Ergui minha blusa e puxei a calça. Ashlyn encarou a tatuagem de trevo, feita em cima do osso do quadril.
- Essa fica escondida pra ninguém roubar minha sorte. - sorri.
- É uma boa ideia. - Ash sorriu. - Você pretende fechar o outro braço também?
- Se eu tiver o que tatuar quem sabe. - dei de ombros. - E você tem alguma tatuagem?
- Não! - neguei. - Mas eu já pensei em desenhar uma coruja, símbolo da sabedoria, ou algo associado a leitura que é uma coisa que eu amo fazer. - sorriu cheia de simplicidade.
- Um dia vou te levar no cara que fez minhas tatuagens e ai você vai fazer as suas. - sorri.
- Combinado! - ela sorriu.
- Vai ter coragem?
- Lógico, por que não?
- Vou cobrar hein! - avisei.
- Pode cobrar! - ela sorriu.
Ashlyn
Me encarei em frente ao espelho e dei uma voltinha. O vestido que havia comprado recentemente era preto, com lantejoulas por toda a parte. Era de manga curta, sem decote na frente, entretanto, as costas ficava toda a mostra. As sandálias de salto altíssimo com tiras até o meio da canela me deixavam bem mais alto. A maquiagem com delineador e lápis perto destacava meus olhos e o batom era de um rosa pálido.
- Você ta uma gata! - Hilary aprovou.
- Agora que está solteira amiga e com essa roupa os caras na boate vão cair matando em cima de você. - Scar provocou.
Sorri, pensando que elas nem imaginavam que eu não me interessaria por ninguém daquela boate, porque toda minha atenção já havia sido roubada por um certo rapaz que estava em algum quarto daquela casa se arrumando. Me olhei no espelho pensando o que Garrett diria quando me visse daquele jeito.
Na última festa que tínhamos ido, não era uma boate e eu estava bem mais comportada, assim como na festa a fantasia. Se estivesse com Adam eu não teria sido tão ousada na compra do vestido e do sapato, mas com Grahan eu sabia que não teria esse problema, além do mais eu poderia me aproveitar do fato de que nossos amigos não sabíamos que estávamos juntos, então ele teria que se conter de qualquer jeito.
Me lembrei da conversa que tivemos mais cedo e de ter ficado aliviada por ele ter parado, eu não queria ser obrigada a interrompê-lo e dar a entender que ainda era virgem. Lembrei do que ele me contou sobre seu cachorro e senti meu coração transbordar de ternura. A cada dia, Garrett me surpreendia mais.
- Ash! - Hilary estalou os dedos próximo ao meu rosto.
- O que foi?! - pisquei e a encarei.
- Vamos descer, já estamos prontas e os meninos estão nos chamando, você não ouviu?
Assenti e dei uma última ajeitada no cabelo antes de descer.
Garrett
Eu estava sentado no sofá quando ouvi os passos das meninas na escada. Assim que me virei, só consegui visualizar Ashlyndescendo as escadas. Aquele vestido preto curto, aquelas pernas de fora, os pés delicados pisando suavemente com aquele salto. Ela era o pecado em pessoa. Minha vontade foi de levantar, ir até ela, enroscar minhas mãos nos seus cabelos, trazer seu rosto pra perto do meu e não me afastar dela a noite toda. Senti que meu p*u acordou assim que bati os olhos nela o que fodeu ainda mais as coisas.
- Uau, vocês estão lindas, difícil dizer quem está mais bonita. - fui obrigado a dizer.
Ash sorriu, constrangida mordeu o lábio inferior, ela sabia o que estava provocando em mim.
- Vamos nessa? - Miguel perguntou animado.
Os casais saíram na frente e quando Ashlyní se virou, o último tiro foi dado bem na minha cara quando vi as costas dela aparecendo. Os caras iam cair matando em cima dela e eu não ia poder fazer nada. Só olhar e ficar definhando em um ciúmes que já começava a tomar conta de mim.
Com as mãos coçando de vontade de segurar a mão dela, ou de apoiar na base de sua coluna, me aproximei e sussurrei em seu ouvido.
- Se eu queimar no inferno, você vai queimar comigo e vai estar usando esse vestido.
- Se controle! - ela se virou e sussurrou pra mim.
- Estou fazendo isso agora, pra não agarrar você e te prender lá em cima no quarto.
Ash sorriu negando com a cabeça e me deu as costas. Achei melhor irmos em carros separados pra não levantar suspeitas e pra ver se assim meu amigo se acalmava.
Chegamos na boate e meu inferno astral piorou assim que entramos. Liguei o botão do f**a-se e agarrei Ashlyn, meus braços se fecharam em torno da cintura dela, colando o corpo dela no meu. O perfume dela me invadiu e começou a me acalmar. Eu nunca tinha sentido ciúmes de uma garota em toda a minha vida.
- O que você ta fazendo? - ela virou o rosto e me olhou.
- Cuidando do que é meu. - respondi seco, não ia dar chance de nenhum cara achar que tinha alguma chance com ela.
Deu pra ver a surpresa no rosto dela quando disse aquilo, mas não me importei. Ela já devia ter sacado que ela era a garota por quem eu iria ignorar todas as outras, mas se ela ainda não tinha se dado conta disso, eu faria ela enxergar em algum momento.
- Não adianta você me olhar com essa cara, não vou ficar vendo os caras dando em cima de você, eles não vão ter nem a chance de se aproximar de você.
- Ah é e como vai fazer isso? - ela se afastou de mim e cruzou os braços, seu tom de desafio.
- Uma das opções é deixar bem claro pra eles e pros nossos amigos que você e eu estamos juntos.
- A gente combinou de não fazer isso por enquanto.
- Então não saia de perto de mim, quero ver se algum cara vai mexer com você, comigo do lado.
- Ótimo assim também nenhuma garota vai mexer com você. - ela devolveu com um sorrisinho convencido, que vontade que me deu de pegá-la de jeito e beijá-la.
- Está com ciúmes? - sorri com malicia.
- Você está? - ela devolveu, arqueando as sobrancelhas.
Uma das coisas que eu adorava em Ashlyn é que ela sabia jogar, gostava de me desafiar e ser desafiada, não era à toa que entre tantas garotas eu fui me interessar justo por ela. Como dizem ela era, sem dúvida alguma, minha metade e eu a dela. Minha Emily não abaixava a cabeça para mim e nem ficava toda derretida na minha presença, ela tinha atitude, atitude o suficiente pra bater de frente comigo se precisasse. Estava decidido, a gente ia fazer esse relacionamento dar certo.
- Hei vocês dois o que estão fazendo? - Benjamin acenou pra gente.
Agarrei a mão de Ashlyn e seguimos nosso grupo. A pista já estava bombando e não sei porque demônios Hilary inventou de arrastar Ashlyn e Scarlett até a pista. Fui obrigado a ver aquelas três dançarem com metade dos homens da boate de olho nelas.
- Vocês dois não ligam? - encarei meu primo e Austin.
- Eu não esquento mais com isso, sabia muito bem onde estava me metendo quando me envolvi com a Hilary. - Austin sorriu despreocupado.
- É só você confiar no seu taco, eu sei que a Scar nunca me trairia. - meu primo respondeu.
Eu também confiava no meu taco e sabia que a Ash não ia ficar com nenhum cara estando comigo, ela não era dessas. Mas eu não estava gostando nada de ver os caras rodeando ela, eu ainda estava lutando pra conquista-la, não era uma batalha que tinha sido ganha, tanto que ela queria manter a gente em segredo, então a ideia dela saber que podia ter outra opção além de mim estava me deixando... Com medo.
Era isso, pela primeira vez na história, Garrett Grahan estava com medo de perder uma garota. É um sentimento de m***a eu sei, mas o que eu podia fazer se era realmente isso que estava acontecendo?
Ashlyn sinalizou para as meninas e do nada sumiu de vista. Olhei em volta desesperado pra encontra-la, por sorte a reconheci pelos cabelos longos e pelo vestido e percebi que ela estava indo na direção do banheiro.
- Com licença, eu vou aproveitar a festa! - sorri com malícia.
- Vai lá! - meu primo sorriu dando batidinhas no meu ombro.
Na certa ele estava pensando que eu ia ficar com alguma garota, m*l sabia ele o que eu tinha em mente. As meninas acenavam se insinuando pra mim. A coisa piorou quando cheguei no banheiro e encostei na parede de frente pra porta. Algumas até levavam um susto quando saiam e davam de cara comigo, mas logo em seguida elas se derretiam toda.
- Desculpa, mas to esperando minha namorada. - respondi quando uma se aproximou.
O sorriso sumiu e foi substituído por uma careta de decepção. Jogando os cabelos a garota foi embora.
Ashlyn saiu do banheiro e estancou no lugar quando me viu. Desencostei da parede, fui até ela e a agarrei pela mão. Ela deve ter achado que eu ia leva-la de volta pros nossos amigos, eu faria isso. Só que depois.
Levei Ash até o segundo andar da boate, fui na direção de um tipo de palquinho que tinha ali. A levei pra trás dele e agradeci aos céus quando vi um corredorzinho escuro.
- Você ficou maluco?! - ofegou.
- Vou ficar se não fizer isso. - a prensei contra a parede daquele corredor escuro e a beijei.
Ela estava uma tentação naquele vestido preto de lantejoulas, estava deixando meu p*u duro e de metade dos caras naquela boate. Caras que ficaram de olho nela desde o momento em que chegamos.
Minha vontade era de sair no soco com cada um deles, para que não olhassem de novo pra ela. Mas agora com a minha língua enfiada na boca dela, suas mãos em meu cabelo, as minhas acariciando sua cintura e suas costas desnudas, eu tinha coisas melhores em que pensar.
Agarrei a perna esquerda dela e envolvi em torno do meu quadril. Minha vontade era de enfiar minha mão embaixo daquele vestido, mas me controlei. Pressionei meu quadril de encontro à ela, desci minha boca pelo seu queixo e ataquei seu pescoço. Ashlyn virou a cabeça para o outro lado e suspirou.
- Você tem um cheiro de enlouquecer!
Lambi o pescoço dela e mordi com força, não o suficiente pra deixa-la marcada. Ela gemeu e agarrou meus braços. Já tinha percebido uma coisa, juntos, éramos pior que fogo e gasolina.
- Eu transaria com você agora. - sussurrei mordiscando sua orelha. - Mas não quero que a nossa primeira vez seja assim às pressas, de uma forma desconfortável, sabendo que alguém pode nos ver.
- A gente precisa voltar. - ela sussurrou, apoiando a perna esquerda no chão.
- Eu sei, por isso to me segurando Ash. Se você soubesse o que eu queria fazer com você agora. - suspirei. - Só to te pedindo mais cinco minutos pelo menos, eu nunca tive que pedir uma coisa assim pra uma garota, você é a primeira que me faz sentir coisas e agir de um modo que eu nunca achei que faria.
- Garrett! - ela suspirou fechando os olhos, apoiei minha testa na dela e respirei fundo.
- Não sei o que você ta fazendo comigo, mas eu não quero que você pare. - sussurrei e a beijei.
Ash suspirou envolvendo os braços em torno do meu pescoço. Ataquei os lábios dela tentando me saciar com os seus beijos sendo que eu precisava de muito mais que isso. Eu estava literalmente fodido.