Akira Perdi conta de quantas vezes parei em frente a porta do nosso quarto, parte de mim queria entrar e a outra parte queria lhe dar o tempo que precisava, como ela pediu. Eu estava literalmente mortificado com suas palavras angustiadas, Alissa disse que viu meu passado, porém isso é impossível, jamais ouvi falar sobre transformações que envolviam o partilhamento de memórias. Simplesmente não ouço nenhum ruído ou movimentos dentro do quarto, a única coisa que me garante que Alissa está do outro lado da parede é sua respiração, ela está calma e isto de certa forma me alivia, seu desespero para não estar na minha presença me machuca, eu quero confortá-la, entretanto como posso fazer isso se sou a fonte da sua dor? Nunca quis magoar Alissa, meu proposito sempre foi mantê-la feliz e lhe da

