Capítulo 6

1178 Words
Mais um dia amanhece e Alice se levanta para trabalhar, o dia estava fresco, apesar do sol Alice decidiu vestir um macaquinho preto e colocou um cinto dourado para que a peça ficasse bem acinturada. Depois passou pela cozinha e tomou seu café da manhã na companhia de Lavínia e saiu para trabalhar. Ela estava determinada a começar suas pesquisas relacionadas ao caso hoje, antes que de alguma forma Lorenzo voltasse a mandar mensagens de ameaça. Chegando na empresa, deu bom dia aos seus colegas e seguiu como sempre para sua sala, e após ligar o computador, se sentou e começou suas pesquisas. Alice jogou o nome da modelo no banco de dados e conforme as informações iam sendo reveladas, Alice estava incrédula, Suzany Natto tinha ligação com o submundo do crime, e não restou dúvidas para aquela advogada de que estavam incriminando uma pessoa realmente inocente, mas o que impressionou foi Alice ter descoberto aquilo tudo tão cedo. Alice prontamente se deslocou até a gaveta do seu armário e tirou de lá um bloco de anotações e começou a escrever todas as informações que tinha encontrado. Depois Alice reuni todas as informações num envelope de papel pardo e coloca um tipo de código de identificação que ninguém mais pudesse tentar descobrir em quais casos estava trabalhando. Depois, Alice retornou para os outros casos e fez algumas das reuniões que precisava na parte da manhã, e na hora do almoço, aproveitou para dar uma passada na oficina, onde estava seu carro. O lugar tinha seu cheiro característico de óleo e de queimado, e conforme Alice ia entrando no estabelecimento, ficava mais forte e via diversos carros pendurados em uma certa altura e alguns mecânicos que trabalhavam com Jorge, trabalhando naqueles carros. Até que avistou Jorge e foi até ele calmamente. — Oi, Jorge. — Oi? — disse se virando, e um sorriso brotou em seus lábios. — Alice! Quanto tempo! — Então, Jorge. Eu dei uma passadinha pra ver como está a situação. Encontrou mais algum problema no meu carro? — Alice perguntou, era bem nítida sua ansiedade quando se tratava de seu carro. Jorge sabia muito bem que ela tinha um apego emocional no carro, tanto por ser seu primeiro quanto por ter sido um presente de seus pais antes deles falecerem. — Então, eu encontrei sim, teve um problema no carburador. Mas o restante eu já arrumei. — disse ele começando a andar até o carro, e Alice ia seguindo atrás dele. — Se eu te deixar levar o carro assim, provavelmente vai ser questão de dois dias e você vai trazê-lo de volta. — disse ele, secando a testa com um pano que já estava um pouco sujo. — Certo, e quanto ficou tudo até agora? — Alice perguntou com um certo receio na voz. — Setenta dólares. — E o restante? — Bom, eu consigo fazer por oitenta dólares. — falou ele, e Alice soltou um longo gemido. Ela sabia que seria caro, afinal, ele era o melhor mecânico daquela área, além de já ter socorrido ela diversas vezes. Então ela assentiu. — Você pode dividir pra mim? — Alice perguntou. — Claro. Já vai pagar uma parte hoje? — perguntou e Alice balançou a cabeça confirmando. Jorge logo foi buscar a maquininha e Alice passou no seu cartão de crédito. — Perfeito, Alice. Acredito que em mais uma semana e você vai poder levar seu carro. — Obrigada, Jorge. Eu já vou indo então, que preciso almoçar. — disse ela e fez um tchau com a mão, enquanto ia saindo da oficina. Alice decidiu que para economizar um pouco do dinheiro, iria pegar um ônibus até o restaurante que ela costumava comer. Chegando lá, por ser uma sexta-feira, estranhou o local não estar tão cheio, mas era o que ela precisava para colocar todos os pensamentos em ordem, e foi então que ela se lembrou de um colega seu de trabalho que tinha pegado um caso relacionado com o mundo do crime, Nicholas. Alice então tentaria falar com ele e ver se alguma informação que ele pudesse falar pra ela a ajudaria a aprofundar ainda mais suas pesquisas sobre o caso de Enrico. Então assim que voltou do seu horário de almoço, por sorte, eles teriam uma reunião juntos, Alice então aproveitou a oportunidade. — Oi, Nicholas, você tem um minutinho? — perguntou ela. — Claro. — ele se virou, com um sorriso amistoso. — Do que precisa? — É que estou trabalhando num caso, digamos um tanto complexo, e lembrei que você já trabalhou num caso parecido, acha que pode me ajudar de alguma forma? — Alice disse. — Posso tentar, o que seria? — O que posso dizer é que tem uma pessoa do caso envolvida no submundo do crime, sabe. — Sei, presumo que se trata de um caso confidencial, né? — pergunta ele e Alice assente. — Então depois da reunião, você e eu vamos para a minha sala e eu te conto tudo que sei sobre esse mundo, e quem sabe, alguma informação te ajude. — Okay. Obrigada desde já, Nicholas. — Imagina! — disse ele se afastando e indo até o projetor. Eles já se encontravam em posição, apenas aguardando que todos os participantes da reunião chegassem. Depois de passar na sala de Nicholas, Alice pôde retornar para sua sala com informações valiosas e quem sabe agora conseguiria conectar as informações com mais facilidade. Ela reabriu todas as pesquisas sobre o caso em sua mesa e revisou tudo para ver se não havia passado nenhum detalhe, e então decidiu mandar uma mensagem para Lorenzo. Mensagem para Lorenzo: Boa tarde, Lorenzo. Espero que esteja bem. Estou mandando mensagem para dar uma atualização do caso: consegui encontrar algumas informações bem importantes e talvez tenha uma possibilidade de Enrico sair dessa. Alice não quis dar muitos detalhes na mensagem, e logo deixou o celular de lado, e se levantou, indo até o outro lado da sala para observar pro alguns minutos a paisagem lá fora, o sol dava seus primeiros indícios de que estava começando a ir embora, e nesse mesmo momento Alice foi invadida por lembranças do passado, do seu passado com Lorenzo, de como ela foi embora quando os boatos sobre eles serem mafiosos começavam a se espalhar e ganhar forças. Ela estava começando sua carreira como advogada e eles estavam noivos, mas Alice acreditou naqueles boatos e o abandonou, determinada a não construir sua carreira na ilegalidade. Mas logo ouviu batidas na porta e mandou aqueles pensamentos para longe. Ao final do expediente, Alice foi de Uber para casa, e chegando lá, encontrou Lavínia ao telefone. — Isso mesmo, duas pizzas de calabresa e uma Coca-Cola de 2 Litros. Troco para cento e cinquenta, por favor. — deu uma pausa, olhando para Alice. — Obrigada. A amiga finalizou a ligação e olhou para Alice. — Bom, como hoje é sexta, eu pedi pizza pra gente. — disse ela. — Maravilha, vou tomar meu banho então e esperar com você. — Alice falou já caminhando para o quarto.
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