— Você não vai mudar nunca! — minha voz sobe, minha respiração entrecortada pelo peso da discussão. — Você manipula todos ao seu redor! — Digo, me afastando dele, tentando colocar alguma distância entre nós. — Se não tivesse me raptado, ninguém saberia que eu tinha te denunciado. Você provocou aquela guerra e sabe muito bem disso! Dante cerra os punhos, como se segurasse alguma tempestade dentro de si. Então, sua voz sai baixa, quase sombria: — Eu levei um tiro do Zoio, quase morri. O projétil passou a poucos centímetros da minha artéria. Mas, no final, matei aquele filho da p**a, aquele monstro que não ia descansar enquanto não te visse morta. Quando subi naquele morro, não pensei em mim. Pensei em você, na ameaça que ele representava para a sua vida. E isso ficou claro quando, assim qu

