POV Madson
Então o Karlyson é o dono da empresa?
- Madson... Madson! - Me assusto ao ouvir a voz de Natalie. - É a terceira vez que te chamo!
- Desculpa, amiga. Não ouvi.
Ela me encara um pouco desconfiada, mas não insiste no assunto.
- Pode fazer um favor pra mim?
- Claro... - Dou de ombros.
- Entrega isso lá na sala do Karlyson.
Ela me entrega alguns papéis. Respiro fundo.
- E onde é a sala dele?
- No último andar.
Claro... Como não imaginei...
Saio da sala e vou em direção aos elevadores. Aperto o botão do último andar e tento não deixar meus pensamentos tomarem conta enquanto isso.
A porta da sala está entreaberta, então apenas entro sem bater. Karlyson continua com sua atenção voltada para algo que faz no computador, sem notar a minha presença.
Meus olhos passeiam pelo seu rosto, maxilar... A tatuagem que ele tem no pescoço... O pacote perfeito. Penso.
- Posso ajudar? - Sua voz me tira dos meus devaneios.
Sorrio um pouco sem graça.
- Desculpe. Só vim lhe entregar esses papéis. - Me aproximo da mesa com os papéis estendidos em sua direção.
- Obrigado.
Não consigo entender por que sempre que estou na sua presença sinto uma v*****e enorme de beija-lo.
- Era só isso, moça? - Novamente ele me puxa dos meus pensamentos.
Aceno que sim com a cabeça.
- Sim.
Me apresso a sair de sua sala, parece que ele não está num dia muito bom hoje, pelo seu comportamento.
As horas se passam logo.
- Já vai? - Pergunto a Natalie quando a vejo arrumando suas coisas.
Ela ri.
- É óbvio. Já era pra ter ido.
Rio de suas palavras.
- Você não vem?
- Ainda não. Preciso terminar umas coisas.
Natalie da de ombros e em seguida sai da sala.
Olho meu celular e nada do retorno que estou aguardando.
Estranhamente o telefone da empresa toca, mesmo tendo se passado o horário de funcionamento.
Ignoro o barulho, no entanto, a pessoa insiste.
Arregalo os olhos ao me aproximar do telefone e perceber que se trata de uma chamada interna. Pego o aparelho na mesma hora e atendo.
- Desculpe, pensei que era cliente. - Digo tentando me redimir.
- Madson? - Ouço a voz de Karlyson.
- Sim.
- Preciso falar com a...
- Qualquer pessoa que esteja procurando já foi - Digo o interrompendo. - Só estou eu aqui. Precisa alguma coisa?
Ele respira fundo antes de me responder. Parece pensar.
- Tem um material em cima da mesa da Lissa. Pode trazer pra mim, por favor?
- Claro...
Desligo o telefone e vou até o local pegando o que ele me pediu.
Meus dedos batem de maneira um pouco nervosa contra a pasta que estou segurando. Mas não faz sentido eu estar nervosa. Só vou deixar isso em sua mesa e logo vou para casa.
Sme considerar o fato de que estamos só eu e ele sozinhos e...
Balanço a cabeça tentando afastar esses pensamentos assim que a porta do elevador se abre.
- Karlyson?
- Pode entrar.
Entro no local e entrego a ele o que me pediu.
- O que ainda faz aqui?
Sorrio sem mostrar os dentes.
- Acabei me enrolando em um projeto e tive que ficar até mais tarde.
Karlyson me olha por completo. Parece que seus olhos prestam atenção em cada detalhe do meu rosto e corpo.
- Precisa de mais alguma coisa? - Pergunto chamando sua atenção.
Ele está em pé em frente a sua mesa, enquanto se mantém encostado na mesma. Meu coração acelera um pouco quando ele não me dá a resposta de imediato. Parece que o clima pesa entre a gente.
- Eu quero provar algo... - Ele diz.
Sua voz sai um pouco rouca e parece um sussurro, mas eu escuto com clareza.
Gelo quando seus dedos encostam em minha mão me puxando levemente para mais perto de si.
Em nenhum momento, seus olhos desviam dos meus meus.
Karlyson troca de lugar comigo e agora eu que estou encostada em sua mesa.
Com facilidade, ele me coloca em cima dela, ignorando o seu material de trabalho.
- Abre as pernas pra mim.
Um arrepio sobe por minha espinha com suas palavras.
- Tem certeza? - Pergunto mesmo incerta.
Ele sorri e ao ver me hesitação, ele mesmo abre minhas pernas segurando no meu joelho.
Estou de saia e sem nada por baixo. Não que eu estivesse planejando algo, pois isso já é um costume meu antigo.
Os olhos do homem a minha frente descem e vão até o local, sendo acompanhado por todo seu corpo que começa a se ajoelhar lentamente.
Nunca imaginei que meu chefe um dia iria se ajoelhar diante de mim, e aqui estamos nós.
Minha boca se abre soltando um pequeno gemido quando sinto sus língua no local.
Inclino minha cabeça para trás, fechando os olhos e abrindo de forma espontânea ainda mais as pernas para que ele tenha mais ainda acesso.
Karlyson percebe o que estou fazendo e se aprofunda ainda mais, me penetrando com sua língua, enquanto chupa com v*****e toda a região.
Sem dificuldade já sinto minhas pernas tremerem e o êxtase vir. Mas ele parece ainda não estar satisfeito e continua no mesmo local, como se nada tivesse acontecido.
- Karlyson - Chamo por seu nome no meio dos gemidos que saem da minha boca.
No entanto, ele não para.
De repente, o telefone começa a tocar, fazendo com que ele pare seus movimentos. O que me deixa frustada.
Com naturalidade, ele se levanta e age como se nada tivesse acontecido. Sinto minha região íntima completamente molhada e sensível, mas tento ignorar.
- É o meu - Falo pegando o telefone de sua mão.
Ele apenas me observa.
- Certo, estou indo.
Ajusto minhas roupas e saio da sala dele sem dizer mais nada. Se ele age com naturalidade, também farei o mesmo.
Desço até minha sala me encontra do com Jeremy. Ele sorri ao me ver.
- Está tudo bem? - Ele pergunta - Está corada.
Rio disso.
- Fui a praia esse final de semana. - Pego o pacote de suas mãos - Muito obrigada, Jeremy. Não sei o que faria sem você.
Ele ri.
- Tudo bem, só estou evitando que matem a novata logo no seu primeiro mês.
Bato em seu ombro pela brincadeira. Mas logo em seguida me aproximo e lhe abraço em gratidão.
Até que ouço alguém atrás de mim.