Capítulo 5

500 Words
Na manhã seguinte, fui para o castelo. Um muro enorme com metaformos, lobisomens e vampiros armados o cercava.  Sabia que encontraria mais variações de espécies ao longo dos dias. Os homens me analisaram, então receberam ordens para que permitissem minha passagem. Ergui as sobrancelhas dando um sorrisinho sarcástico, e um dos lobisomens rosnou. - Senhorita Geles. - um guarda me cumprimentou na porta do castelo. - Vou levá-la até o príncipe.  - E você deve ser um dos guardas dele. - presumi, o guarda assentiu.  - Me chamo Liro Oulmis. - assenti.  Fomos subindo e subindo, até a torre do príncipe. Meu uniforme se destacou entre o dos demais guardas de Elon, já que, enquanto o deles era azul com um brasão da família real em dourado nas costas e no peito, o meu era couro puro, escuro como a noite, apenas com um brasão dourado sobre o peito.  No dia anterior, depois de tantas informações e contratos, quando voltei para casa, havia uma caixa mediana me esperando. Antes de abrir, li o bilhete: Faço questão de que mantenha o couro. Assinado pelo próprio príncipe. E quando abri a caixa, lá estava meu uniforme. Liro deu batidinhas suaves na porta, e ouvi Elon permitir nossa entrada. O príncipe estava ajeitando a gravata quando entramos, e fizemos reverências.  - Oulmis, nos dê licença, por gentileza. - o príncipe pediu.  Havia uma cama no centro do quarto dele, uma janela com grades cruzadas preenchia quase todo o espaço da parede a direita, e à esquerda havia uma mesinha cheia de papéis. Haviam ainda várias estantes pelo quarto, e me vi tentada a folhear alguns livros.  Mais à frente da cama, havia uma porta dupla aberta, que dava a visão de uma mesa de sinuca, um pequeno bar e quatro pequenas poltronas com uma mesinha à frente. Elon nos direcionou exatamente para lá, se servindo de whisky e se sentando em uma das poltronas.  - Pode se servir e se sentar, se quiser. - ofereceu.  - Estou bem. - foi minha resposta.  - Couro realmente lhe faz muito bem. - comentou me olhando.  - Não banque o galanteador comigo. - disparei. Quis pegar as palavras de volta e enfia-las garganta abaixo, mas o príncipe inclinou a cabeça para trás e gargalhou.  - Acho que não gosta de mim. - disse bebericando seu whisky.  - Fiz um juramento que praticamente diz que não posso matá-lo, não se preocupe. - respondi.  - Me diga, Ravena Geles, porque tanto desprezo com um p***e príncipe. - me sentei na poltrona que ficava à frente da sua.  - Vossa Alteza me parece um grande folgado. - aproveitei o momento sinceridade. - É um canalha galanteador e um pouco mesquinho. E superficial. O príncipe ergueu as sobrancelhas. Estava surpreso, definitivamente. Seu ar a*******e e a língua afiada vacilaram por alguns segundos, então ele deu de ombros, um sorrisinho a*******e preenchendo seus lábios. - Esqueceu de dizer o quão bonitão posso ser. - deixei um sorrisinho de lado escapar.
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