Mendes narrando. Estava aqui na boca, revisando uns papéis, quando o Canário chegou, me contando todas as histórias que a Crislaine andou falando para as meninas. De início, achei meio estranho, mas uma coisa me chamou a atenção. Agora eu sei porque ela não era estranha: achei ela parecida com a mãe. A última ponta do meu quebra-cabeça. Não posso deixar ela sair daqui sem falar com ela, porque, se descobrirem que ela esteve aqui, nem consigo imaginar o que pode acontecer com ela. Se essa história for verdade, eu vou achar a Renata também e acertar minhas contas com ela. Porque, por causa dela, perdi o amor da minha vida. Mendes — Avisa as meninas para trazer ela aqui. Quero falar com ela. — Falo, meio pensativo. Canário — Certo, vó Mendes. — Ele fala, pegando o celular. Ficamos ali,

