Eu fiquei perdida, observando o brilho em seus olhos, a tonalidade me lembrava a pedra ônix. Os lábios rosados combinados à sua pele alva eram a minha perdição. Como eu queria beijá-lo e mimá-lo em meus braços. Fiquei com as mãos coçando para tocá-lo. Até que percebi que ele esperava uma resposta minha, e eu estava igual uma abestalhada lhe encarando. — Já pensou em fazer essa pergunta para a sua mãe? – eu perguntei, e ele deu de ombros. Por que eu sempre estava acabando no meio desses assuntos familiares? Provavelmente a sua mãe não contou sobre a terapia que estava fazendo com o meu pai, e agora aquilo era mais um segredo para a minha consciência pesada. Como se uma tentativa de suicídio não fosse o suficiente... — Eu estou perguntando à você – ele foi direto. — Bom, eu não sei – r

