LUCY Tem dias que a gente acorda mais calma, disposta a dar segunda chance até pra boleto vencido. Hoje não foi um desses dias. Eu tava tentando ignorar. Juro que sim. Pus minha playlist de pagodinho triste, comi um pedaço de bolo, falei pra mim mesma: “Lucy, se mete não. Ele escolheu a Barbie do m*l, que fique com ela. Você é paz. Você é zen. Você é evolução.” Mas aí, o grito. Um. Dois. Três. Arthur. Meu coração disparou. E ele não parava. Choro de criança já me corta a alma. Choro do Arthur me destrói. Me levantei e fiquei andando de um lado pro outro no meu apartamento. “Não vou subir. Não vou subir. Não vou...” Subi. Bati na porta sem dó. E quando a porta abriu, dei de cara com ela: Catarina. A Barbie maligna com vestido justo e cara de quem nunca segurou uma criança que n

