LUCY Fazia semanas que eu tava quieta. Na minha. Orgulhosa. E burra, como sempre. Desde aquele dia, eu tinha decidido que não ia mais me meter. Que o Jayme que lidasse com o próprio caos, com a Barbie Maligna e aquele choro sentido do Arthur. Eu não era babá, não era namorada, não era ninguém. Só uma vizinha inconveniente que caiu na besteira de sentir demais por um cara que não sabe nem o que quer da vida. E por um menino que não tem culpa de nada. Mas aquele dia… aquele dia foi o meu limite. Já fazia mais de uma hora. Sabe o que é ouvir o choro de uma criança por mais de uma hora? Não era manha, não era birra, não era choro de criança mimada querendo doce. Era um choro desesperado, sentido, angustiado, de quem não sabia dizer o que tava sentindo. E eu ali, me segurando no sofá, me x

