JAYME Mais um dia. Mais um inferno. Acordei com os olhos colados, não de sono, mas de tanto chorar. Lucy ainda estava sedada, pálida, com aquele monte de fios ao redor. E o Arthur... o meu pequeno, ainda longe. Meu coração estava dividido entre dois quartos de dor. O telefone tocou de novo. Meu coração congelou. Era ele. — Senhor Jayme. Aqui está o resto das instruções. Leve a mala com metade do dinheiro até o ponto de entrega. Sozinho. O restante em cripto moedas. Nada de polícia. Repito: nada de polícia. Anotei o local, uma estrada abandonada fora da cidade. O policial me olhou e eu fiz que sim com a cabeça. Eles estavam prontos, com o plano montado. Tudo tinha que ser cirúrgico. Mas alguma coisa me dizia que aquilo ia dar errado. Antes de sair, fui até o quarto da Lucy. E foi lá

