Um Novo Calor

1716 Words
O cio dela acabou, e ela se levantou para tomar banho e Anthony a seguiu, "Por que você toma banho depois de toda luta? Você nunca fazia isso", ele perguntou, soando quase um pouco chateado. Já era manhã no segundo dia, e ela tinha tido três episódios de cio ontem, então três banhos. Por quê? Ela pensou distraidamente enquanto ligava a água. Ela até sabia por que ele estava fazendo aquela pergunta. Ela já não se importou porque o cheiro de todos irritados era bom não só para ela, mas para ele. Só que agora era diferente para ela. Ela percebeu que não sentia mais o mesmo que antes. Provavelmente não via problema com o cheiro permanecer, talvez uma parte dele ainda gostasse, mesmo que não estivesse mais lá para ela dentro desse vínculo de companheiro. Ele só estava ali ela sabia por dever, aquela conversa que tiveram ontem que ele não queria terminar, quando ela se perguntou se acordaria sozinha em algum momento, o viu perceber o quanto ela realmente achava que ele se levantaria e iria embora. Ele até ouviu a dor das palavras dela, e esse era o problema, por que não queria mais falar. Ela passava o tempo entre as sessões lendo um livro, assistindo a um filme ou simplesmente tirando cochilos, de vez em quando. Houve pouca conversa entre eles. Ele estava aprendendo agora que eles não tinham mais nada para conversar e, sim, era desconfortável entre as partidas porque sua vida girava em torno do novo e muito mais jovem Companheiro, e Mischa era só um pensamento passageiro para ele na maioria dos dias. Mas ela não disse isso em voz alta. Não fazia sentido ela ter dito tudo o que ia dizer ontem, e estava tentando não brigar com ele, já que estava presa em um quarto com ele durante o cio dela. Algo que deveria uni-los e aproximá-los, mas que ela sentia estar fazendo o oposto, e os separando ainda mais. Ela sentiu as mãos dele deslizarem lentamente pelos braços, e se perguntou se ele tentaria seduzi-la ali naquele chuveiro, fora do período de cio. Certamente parecia que ele ia se sentir um momento depois, quando seu corpo estava colado ao dela. "A luta acabou, o que você está fazendo?" ela perguntou diretamente. Ela nem achava apropriado que ele a tocasse, e isso dizia muito, considerando que ela era sua Companheira. "Vou te mostrar que te amo, que não estou aqui só porque você está no cio." Murmurou, e seus lábios encontraram o pescoço dela em um beijo suave. "Por quê, é por isso que você está aqui? Não precisa tentar me enganar, Anthony, entendo que você está aqui sob a obrigação do nosso Vínculo de Companheiro, e nada mais." Ela afastou as mãos dele. Ela o ouviu suspirar. "Estou tentando mostrar que ainda te quero." "Mas você não estaria aqui se eu não estivesse no cio, não é? Então, para mim, isso na verdade não me mostra nada. Pode ser que você simplesmente não goste do silêncio desconfortável que se estende entre nós, entre os momentos onde antes nunca houve isso." Ela se virou e olhou para ele. "Esse silêncio mostra o quanto realmente há distância entre nós, e você não gosta disso. Mas se quiser terminar aquela conversa de ontem, podemos", afirmou, e estava disposta. Ela o viu sair do chuveiro. "Não," murmurou. "Eu não gostei de onde isso estava indo." "Evitar é fundamental para você ficar no escuro, é?" Ela balançou a cabeça, "Acho que você gosta de ser cega para o que acontece com seu outro Companheiro." "Não a envolva nisso. Não quero falar dela enquanto é nosso tempo pessoal com você. Não há necessidade disso, a menos que você esteja tentando manter distância entre nós... E você? Esse é seu objetivo ao criá-la?" "Eu não fui quem a trouxe para essa suíte, o que começou a discussão, né?" ela afirmou. Ela viu o temperamento dele explodir, e ele saiu do banheiro com passos firmes. Ela balançou a cabeça e terminou o banho. Entrei no quarto e o encontrei ausente e fui para a sala de estar, que não estava lá. Ela se perguntou se ele tinha saído da suíte de vez, só para ouvi-lo batendo nas coisas na cozinha. Ela entrou lá e o encontrou preparando comida para cozinhar. "Eu fiz café para você", ele afirmou, e acenou com a mão para a mesa para que ela visse que havia uma xícara ali. Ela assentiu e se aproximou, sentou-se enquanto a mão dele parava no botão do queimador a gás, e percebeu que ele estava focado em algo, o corpo inteiro tenso e a cabeça levemente inclinada. Ele franziu a testa no começo e depois seus olhos foram direto para ela, enquanto sua mão caía do fogão, e mesmo ela sabia que algo tinha acontecido lá fora na matilha, muito provavelmente, ele parecia preocupado para ela. "O que foi?" ela perguntou. "Sinto uma onda de calor, mas..." Seus olhos percorreram ela... Você não está me olhando para vir te fazer o Amor." "Não, não sou," ela afirmou com uma carranca, "Não sou eu," admitiu. "É... Christy." Murmurou e estava indo em direção à porta. Ela sabia que devia ir até o outro Companheiro dele. "E eu?" ela perguntou, e até ela ouviu um leve tom de raiva em suas palavras. Ele parou e olhou para ela. "Tenho dois Companheiros no cio. Vou ter que cuidar de vocês dois. Eu volto quando sua próxima partida chegar," ele disse, e saiu da cozinha e saiu da suíte dela. Mischa estava sentada ali, seu café intocado. Ela não sabia se acreditava nisso, será que ele só usava isso como desculpa para sair do quarto dela entre as lutas? Eles tinham acabado de brigar, e ele tinha ido embora. Agora, de repente, ele estava indo para Christy, onde ela sabia que ele queria estar. Ela pensou em Christy entrando no cio quando o último dela foi? Christy só tinha um cio por ano e percebeu que essa seria a segunda vez naquele ano que faria isso. Era estranho para ela, a maioria saberia depois de apenas 12 meses quantos cios teriam aquele primeiro ano ditando o restante dos anos seguintes, e nunca se contava o início do cio que fazia parte do vínculo recém-formado. Ela e Christy também nunca tinham entrado no cio ao mesmo tempo em dois anos, nem sequer coincidiram uma semana antes ou depois. O cio de Christy geralmente ficava bem no meio dos dois cios dela. Ela também sabia que um vínculo de parceiro com duas lobas não ligadas entre si, mas estavam ligadas a um Parceiro, não estava registrado que seus cios coincidissem e acontecessem ao mesmo tempo. Era algo que ela passou tempo lendo quando Christy se tornou a segunda Luna de Anthony, todas aquelas pequenas coisas peculiares que combinavam com o tipo de Vínculo de Companheiro deles. Era algo que ela queria saber, porque se acontecesse, os preparativos precisavam ser feitos com antecedência, e não só para ela, mas também para Christy. Porque isso mostraria que uma delas provavelmente sofreria às vezes, poderia muito bem ser visto que ambas sofreriam por não serem acasaladas em alguns momentos durante o mesmo cio, se as duas lobas tivessem conflito ao mesmo tempo ou minutos de intervalo. A Deusa deles os poupou de que, por todas as suas leituras e pelo que viu nos últimos dois anos era normal, as duas lobas teriam cio com meses de diferença, então não haveria interferência ou dor para a outra. Todos os tipos de vínculos múltiplos de companheiro foram registrados para qualquer um ler. Era algo registrado pelos arquivistas para que os parceiros nessas situações pudessem ver a melhor forma de lidar com as coisas antes que acontecessem. Era amplamente considerado que Selena fazia questão de que esses cios nunca cruzassem para que um dos companheiros não tivesse que sofrer o cio sozinho ou, em parte, sozinho. Ela ainda tinha um tempo antes da próxima luta. Ela só tinha tido três no total ontem, então sabia que tinha tempo para pensar nas coisas. Ela comeu e Paul fez um link mental com ela, "Mischa, Christy também está no cio." "Eu sei, vi ele perceber. Ele foi direto até ela", afirmou, embora sua mente ainda estivesse em movimento. "E... você?" Paul perguntou, e ela ouviu a hesitação em suas palavras. "Ele disse que voltaria quando sentisse minha luta." Ela respondeu ao Gama. "Nada pode ser feito a respeito. Ele vai estar cansado em algum momento." Ela murmurou: "Deixa pra lá, Paul." Ela afirmou e deixou o link passar. Mas, ao pensar com todo o seu conhecimento, ela tinha a sensação de que o cio de Christy não era natural, que ela mesma tinha feito isso consigo mesma, induzido a ter um cio. Como ela tentou fazer parecer que Mischa tinha feito, disse que tinha fingido. O que significava que Christy sabia que era possível e provavelmente como. Na verdade, não era tão difícil assim, eram feitos de feromônios naturais de uma loba. Na verdade, aquela loba poderia muito bem ter feito as próprias ou feito alguém fazer com seus próprios feromônios, para parecer natural e não induzido por drogas. Mischa não duvidaria disso, não considerando que Anthony a trouxe para aquela suíte depois de ela ter dito que Mischa mentiu sobre estar no cio. Ela foi até sua mesa na sala, abriu o laptop, entrou na intranet e passou as próximas duas horas pesquisando como induzir um cio em uma loba acasalada. Ela fechou o telefone com um suspiro pesado ao aprender duas coisas de grande valor: que havia uma diferença na reação ao Parceiro e no próprio cio. Esse pode ser banhado com feromônios de calor naturais ou sintéticos, deles ou de outra pessoa. Todos eles faziam aquele cheiro de loba, como se estivesse no cio. Quando isso acontecia, um Companheiro não sentia o cio porque não era um cio verdadeiro, e era de curta duração até os feromônios passarem. Só algumas horas. Mas qualquer macho não acasalado ou um Parceiro que entrasse em uma sala com uma loba banhada no cio, feromônios reagiriam ao cheiro e a acasalariam furiosamente como se estivesse no cio. Foi isso que o mercado n***o fez com as lobas roubadas.
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