CH 8

1859 Words
Ela trocou para uma camisola simples de seda cinza. Ela achou certo, esses seriam quatro dias constrangedores, e agora achava que provavelmente discutiriam entre períodos de cio. Ela se perguntava se sempre seria assim quando entrasse no cio dali em diante. Ela nem gostava muito, embora soubesse que ele gostava, mas para ela, sua mente vagava e não estava no que estava acontecendo. Ela meio que se fechou completamente, seu corpo sabia o que fazer e fazia quando necessário. Esse pensamento meio que fez seu peito doer profundamente naquele momento. Um cio servia para manter um par unido e próximo, e ela não sentia nada disso. Ela se perguntava agora, naquele momento, se já era tarde demais para salvar algo entre eles. Embora seu coração doesse, e seus olhos meio que se vidravam de lágrimas. Eles secaram rápido hoje, seu coração já estava frio pelo homem e pelo lobo que eram a outra metade de sua alma. Ela realmente desistiu de vez? Sobre o que ela um dia amou e valorizou, achou que seria dela para sempre. Ela foi do quarto para a cozinha e encontrou Anthony lá, nu, com um avental. Esse cio, ela percebeu, não se parecia em nada com nenhum dos seus cios anteriores. Ela foi até ele e fez café enquanto pensava sobre isso. Ela olhou para o relógio para ver as horas, conhecia bem seu corpo, conhecia bem seu próprio calor, definitivamente não era como antes. Nada parecido com o começo de Companion Bond, quando tudo era duro e cru, cheio de necessidade desenfreada, e seus episódios duravam uma hora ou mais. Agora, o treinamento nem teria acabado, e ela tinha tomado banho e se vestido depois que eles discutiram e fizeram sexo. Essa crise durou cerca de 30 minutos, nem mesmo o cio dela os deixou mais em uma loucura s****l ou deixou alguém exausto. Apenas dois anos com Anthony tendo um segundo Parceiro e lá estava para todos verem o enfraquecimento do verdadeiro vínculo de companheiro. O período de cio dela acabou em meia hora. Ela se perguntava, mesmo sem usar contraceptivos, se engravidaria por um cio em que só obedecesse ao automático. Provavelmente não. Ela podia, de fato, se lembrar de uma época em que seu cio durava horas e horas, e eles rolavam por toda a cama, no chão, encostados na parede, lutando contra seus próprios lobos pelo controle e acasalando. Depois disso, ela dormiu como uma mulher morta nos braços dele e acordou se sentindo contente e feliz. Ela não estava cansada nem um pouco, e sabia que Anthony também não. Na verdade, eles transaram na noite anterior e, ela sabia, tinha sido mais longo do que o momento de cio que teve naquele momento. Isso dizia muito para ela. Ela se perguntava se ele percebeu ou não? Ela tomou um gole de café enquanto deslizava uma xícara pelo balcão até ele. Ela não foi tão rude a ponto de criar um seu. Ele assentiu, o que ela achou ser seu agradecimento a ela, enquanto ela caminhava e se sentava à mesa para encarar aquele vazio particular. Pensando no cio, ela sempre tinha dois por ano, um a cada seis meses que durava quatro dias, algo que Anthony sempre gostava. Mesmo hoje ele entrou com um sorriso no rosto, mas agora, enquanto ela olhava para ele, ele não sorria mais do que ela. Ela não achava que ele estivesse feliz por estar ali, e havia aquela dor no peito ao pensar que ele provavelmente desejava que fosse o cio da Christy. Ela prendeu a respiração, e ele se virou e olhou para ela. Ela sabia por que aquilo soava cheio de dor até para os próprios ouvidos dele, e ele a notava, não importava se quisesse estar ali ou não. Nenhum Parceiro realmente gostava de ouvir dor vindo do Parceiro. "O que houve?" ele perguntou, e ela percebeu a preocupação. Ela esfregou o peito, o que na verdade ajudou com a dor, e balançou a cabeça. "O café está muito quente, ficou preso e queimou, só isso," disse ela e colocou a xícara de lado como se fosse isso, apenas ficou parada com as mãos ao redor dela como se esperasse a água esfriar. Ele a observou por um longo momento e então voltou sua atenção para o que estava fazendo. "Como você quer seus ovos?" ele perguntou depois de um minuto. "Como sempre," comentou, e o observou meio parado ali com um ovo não quebrado na mão, tentando lembrar como ela comeu. 20 anos sabendo o que eu gostava de comer e como cozinhar, se foram. Eclipsado pela preferência do novo Companheiro. Ela se levantou; Ele realmente quebrou a cabeça para aprender a fazer os ovos dela. "Eu não como ovos, Anthony, então você não lembra como eu gosto." ela disse, "Acho que a Christy gosta." "Hmm, misturado com pimenta sem sal." Respondeu sem pensar. "Desculpa, esqueci que você não gosta deles", suspirou. "Acontece que acho que ter dois Companheiros é difícil para você lembrar o que nós dois gostamos." Ela foi até a porta e empurrou. "Ah, eu gosto do meu bacon extra crocante, com um acompanhamento de Halloumi e um pedaço de pão de espiga torrado. Só para o caso de você esquecer de mim, e por favor, não frite seus ovos do lado do sol na mesma frigideira que meu bacon ou queijo. Eu não gosto disso", ela disse. "Agora eu me lembro." Ele assentiu, mas não olhou para ela. Ela entrou na sala para sentar-se e tomar seu café em paz. Eram todas coisas que ele conhecia e ficava feliz em fazer por ela, não só durante o cio, mas em qualquer dia. Quando tomavam café da manhã juntos na suíte, depois que ele abandonou o treino, só porque queria ficar nu com ela. Ela se perguntou, enquanto estava ali, se ele estava preocupado em não lembrar como ela gostava das coisas, se ele havia esquecido suas preferências em favor das de Christy. Ela achou que era igual ao aniversário dela, e ele teve que adiar Christy quando ela reclamou que ele não queria jantar com ela naquela noite. Mesmo quando ele disse que era aniversário da Mischa, ela ainda murmurou: 'por que nós três não podemos simplesmente comer juntos?' Ele suspirou e lembrou Christy que a tinha levado para sair no aniversário e que Mischa não interferiu nem tentou ir com eles. Nem mesmo depois de um dia inteiro fazendo compras ao ar livre, assistindo a um filme e jantando na cidade. Que ele seria igual com Mischa. Mischa recusou, para sua irritação, quando ele veio contar o que estava planejando, porque não via motivo para diminuir o dinheiro da matilha para seu aniversário. Ela olhou para ele e para o plano dele, e então imprimiu a conta real do aniversário de Christy, estendendo-a para ele, "Vamos ficar no vermelho de novo se você continuar deixando ela gastar assim, uma maratona de compras de 40.000, você está louco?" "Era aniversário dela e um Alfa deveria mimar o parceiro no aniversário dela." Ele franziu a testa "Ah, eu sei que foi. Eu mesmo já tive muitos deles ao longo dos anos. Combinamos de um jantar agradável só nós dois e um único presente escolhido com carinho, e nos limitamos a dois mil dólares para o dia inteiro entre nós. É o mesmo para o nosso Aniversário de Vínculo de Companheiro. Quer que eu te mostre o que você gastou no aniversário de casamento com ela também?" disse ela, e sua irritação era evidente. "Não," suspirou. "Eu só a mimei um pouco, só isso." "Um pouco?" saiu disso. "Você faz de novo e adivinha para onde vamos... De volta ao vermelho mais uma vez, e não vou te ajudar a nos colocar de volta no preto. Você pode pedir para a Christy fazer isso com você, já que será culpa dela estarmos no vermelho. Ela não sabe a história da matilha e que não somos super ricos? De preto, sim, mas não vai custar muito mais do que você gastar para ver essa matilha voltar ao que era," ela afirmou secamente. "Seu aniversário?" ele perguntou. "Eu vou levar o golpe pela matilha este ano. Um jantar simples só eu e você. Sem interrupções da Christy, é só isso que peço. Não há um vínculo mental entre ela e você. Vamos ver se ela consegue, o que ela consegue lidar... duas horas de você e eu, passando tempo juntos." "Ela não faz isso de propósito," murmurou ele. "Não, nunca." Ela estava cheia de sarcasmo e Paul, que estava encostado na porta, foi chamado por Anthony porque foi naquele mês que ela não falou com ele, e ele achou que talvez precisasse de Gamma para encantar ela e ela para jantar com ele. Paul bufou, divertido. Aquele jantar foi na sala de jantar privativa da matilha e, três vezes, ao longo de uma hora e meia, Christy o conectou mentalmente. Não podia ser mais ninguém, já que todos sabiam que ele não deveria incomodar seu Alfa passando tempo com sua Luna. Ela ergueu uma sobrancelha para ele. "20 minutos foi tudo o que foi necessário," ela disse da primeira vez. "Eu sei que você disse a ela que ia jantar comigo e para não interromper. Eu ainda estava lá." Ela acenou com um garfo. "Você diz que ela não faz de propósito." O jantar de aniversário dela custou apenas $150 para a matilha porque ela escolheu comida do cardápio da sala de jantar da matilha e só mandou fazer um pequeno bolo; Esses $150 foram as flores que ele comprou para ela. Não houve presente porque ela o repreendeu por gastar dinheiro em outros presentes pedindo desculpas por ter feito sexo com Christy na cama dela, e para ele isso significava que ela não queria outro. Ele estava certo, ela não tinha. Ela aceitou as flores, já estavam cortadas e não podiam ser devolvidas, então seria um desperdício de dinheiro se não as aceitasse. Eles também não transaram naquela noite, apenas jantaram, e ela voltou para o quarto porque seu segundo companheiro chorão não conseguiu evitar se agarrar a ele no momento em que saíram daquela sala de jantar particular. Ele franziu a testa enquanto ela sorria para ele. "Interrupção número quatro. Vou acompanhá-la no próximo aniversário dela do mesmo jeito que ela acompanha o meu." Ela disse a ele e se afastou não só para sua irritação, mas também para o murmúrio de Christy: "Não, você não vai ser." Ela ouviu ele resmungar, "Vai se foder." E invadir o escritório dele. O silêncio absoluto tomou conta da casa da matilha, porque ele parecia mais do que irritado, e ela saberia que não era com ela. Ela olhou para a expressão mais do que chocada de Christy da escada, sorriu, balançou a cabeça e simplesmente foi embora. Ele se ofereceu para dar uma caminhada à noite com Mischa, o que ela aceitou, mas depois disse que só se Christy não estivesse apegada a ele. Aquela segunda companheira não só interrompeu propositalmente a tentativa dele de comemorar o aniversário da primeira companheira, como também frustrou seus planos futuros.
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