Você Gosta do Que Vê?

2523 Words
Chegamos fora do salão, e meu braço chega esta doendo de tanto que Victor aperta os dedos em volta dele. Quando estamos longe o suficiente para ele, ele para, e eu puxo meu braço do seu aperto. - Eeeiii... Assim você me machuca merd@.- olho para ele zangada e bêbada. - Desculpa princesa, é que eu não via a hora de esta longe do pessoal.- ele fala, e eu franzo a testa. - E por que?- pergunto sem saber se é por conta do álcool, ou por realmente não entender o quê ele quer dizer com isso. - Preciso te confessar uma coisa.- ele começa chagando mais perto de mim.- eu sou louco pra ficar com você.- diz ele olhando para minha boca, e eu dou um passo para traz. - Tá doido Victor? Nos somos amigos.- minha cabeça esta girando, e ele na minha frente, parece duas pessoas.- isso não é você, é o álcool, somos amigos lembra?- tento parecer o mais sóbria possível, porém, minha voz embolada me dedura. - Isso não é de hoje Mel, eu estou te querendo já tem um tempo, e por você não me da condições, eu fiquei com medo de dizer antes, então eu tive que aproveitar agora que bateu a coragem.- insiste ele chegando mais perto, e eu consequentemente dou outro passo para trás. - Mas não da pra gente conversar sobre isso agora, eu estou bêbada, você esta bêbado, e nos vamos se arrepender disso depois.- estou muito desconfortável, porque mesmo bêbada, eu não sinto vontade nenhuma de fica com Victor. - Eu sei que estamos bêbados, mas isso deixa as coisas ainda mais divertidas.- diz ele sorrindo inocentemente, chegando perto demais de mim, sem tirar os olhos dos meus lábios, e eu vou chegando para traz a medida que ele se aproxima.- você esta fugindo?- ele pergunta se divertindo com a situação. - Victor, não faz isso.- peço já com a respiração irregular. Se ele dê mais um passo, eu vou correr. - Eu sei que você também me quer, não precisa fingir, não tem ninguém aqui, só nos dois.- ele fala com um sorriso zombeteiro nos lábios, e eu começo a ficar assustada. - Esta enganado.- eu balanço a cabeça.- eu não quero, me deixa ir, e volte lá para dentro, antes que eu de um tap@ na sua cara.- falo firme, e ele para o seu caminho, sorrindo ainda mais largo, olhando para os meus olhos. Parece que os olhos de Victor estão em um tom mais escuros agora, e suas pupilas estão super dilatadas mostrando claramente sua embriaguez, e isso me causa um pouco de medo. Já vi o que as pessoas podem fazer quando estão bêbadas, e fora de si. - Hô princesa, se você bater, eu gamo ainda mais.- ele diz e fica sério, fazendo o caminho até a mim novamente, agora ainda mais decidido que antes. Nesse tempo, eu escuto um barulho de porta se abrindo, mas não consigo nem vira o rosto, com medo que Victor se aproveite para me agarra. Ele também não se importa com o som que escuta, e continua se aproximando. Quando eu estou pronta pra corre, e dou primeiro passo para traz, meu corpo bate em algo duro, e na hora eu gemo, pois minha cabeça bêbada começa a doer com o impacto que faz. Victor olha para traz de mim, e seu rosto muda para espanto. Ele fica completamente ereto, e seus pés não conseguem mais se mover até a mim. Eu fico assustada com sua reação, e fico imóvel sem conseguir me virar para ver em que eu bati. Logo depois, uma voz masculina, grossa, e firme como um trovão, soa em meus ouvidos, me fazendo estremecer da cabeça aos pés. - Tem alguma coisa errada aqui?.- a voz era de raiv@, e faz meu medo crescer ainda mais. - Nãnãaoo... que, que isso, nos somos amigos.- Victor diz nervoso e incomodado, eu fico curiosa pra virar, porém meus pés não me obedecem. - Acho que a moça não esta muito a vontade com a sua proximidade.- indaga ele observador, e nessa hora, eu tomo coragem para me virar bem lentamente. Eu tenho que levantar minha cabeça, para poder enxergar o rosto do meu salvador, e não acredito no que vejo. É o bonito-sexy-tatuado. Eu me afasto um pouco para poder examinar melhor seu rosto, pois além do álcool em minhas veias, ele parece ter mais ou menos uns 1,85m de altura, que para os meus míseros 1,57 dificulta a visão de tão perto assim, ainda mais com ele encarando Victor tão pedratoriamente, o deixando completamente atordoado. Bonito-sexy-tatuado não me olha, mesmo eu babando no seu corpo esbelto e atlético, seu olhar é de raiv@, e me deixa ainda mais excitada. Eu mordo meus lábios disfarçadamente com a visão dele medir forças com o coitado do Victor, que a essa altura esta tremendo nos calcanhares. Ele sabe que o tatuado esta com no mínimo 3 seguranças, e mesmo se eles não quisessem lutar, ele perderia. - Nos só estávamos conversando, não é mesmo Mel?.- diz o Victor, eu a essa altura, nem sei mais qual é o meu nome, apenas fico quieta, encarando o homem lindo em minha frente. Ele me olha por uns dois segundos, e agora eu consigo ver seus olhos. Eles parecem me queimar, fazendo meu sangue borbulhar, me arrepiando inteira. Eu falo algumas palavras completamente sem contexto, e vejo um pequeno sorriso querer surgir nós lábios do bonito, que ele na mesma hora reprime, voltando a fuzilar Victor. - É melhor o senhor volta para a festa, a moça esta bêbada e precisa descansar, pode deixar que eu a faço companhia.- ele fala, e eu pisco algumas vezes tentando ficar sóbria. - Nada disso, não irei nem com você.- eu aponto para Victor.- e nem com você.- aponto para o bonito tatuado.- eu vou sozinha, e ponto final.- falo irritada, tentando achar o meu celular dentro da bolsa. Mas meu corpo fica se balançando pra frente e pra traz, e eu não consigo achar ele de jeito nenhum. Victor me olha nervoso querendo negar, porém, o olhar que recebe de volta do bonito, não o deixa ir contra a vontade dele. - Tá bem.- diz Vitor derrotado.- Mel, quando chegar em casa me avisa.- ao som dessas palavras, eu me viro para encara-lo, e depois balanço minha cabeça sem dizer nada, e o vejo virar em seus calcanhares e voltar em direção a o salão de festa quase correndo. Eu tento assimilar o que acabou de acontecer, mas minha cabeça gira tanto, que eu nem consigo raciocinar direito. - Venha, vou te levar para casa.- Bonito fala com sua voz grossa intimidadora, estendendo a mão em minha direção. Eu encaro a mão dele, e depois seu rosto. - Eu nem conheço você.- consigo dizer, ficando em pé de frente para ele. - Não se preocupe você vai conhecer, mas não hoje, pois você já teve o suficiente disso. Vamos, esse álcool precisa sair do seu corpo.- ele insiste, me encarando sem paciência. - Eu acho que você esta me confundindo com alguma dessas mulheres que está acostumado a ter por ai, essas que se impressiona com o seu...- mexo minha mão para cima e para baixo, da cabeça aos pés dele.- corpo sarado, e seu carro bonito, com vários homens zangados atrás de você, mas eu não sou uma delas, então você pode voltar para o seu carro importado, e seus seguranças engomadinhos, que eu vou chamar o meu Uber. Com licença, obrigada.- eu dou um discurso com a mão na cintura, e mechendo o dedo na direção do rosto dele. Depois, mostro o meu sorriso bêbado sínico e simpático para ele, me viro de costas, ainda tentando tirar o meu celular da bolsa, porém o aparelho parece querer brigar pra não sair.- que droga.- praguejo lutando com a bolsa, e com celular ao mesmo tempo. - Você não está bem o suficiente para ir sozinha menina.- insiste ele me deixando com raiv@. - Você nem me conhece cara, como sabe que não estou bem o suficiente?- viro para ele, colocando as mãos na cintura o afrontando. Nesse momento, o olhar dele se torta frio e irritado, e eu perco um pouco a minha postura. - Desde o momento em que o seu amigo, estava quase te agarrando a força, e você não tinha forças nem para corre para longe dele.- a cara do bonito é séria, e eu engulo seco. Ele tem razão, como vou saber que outra pessoa não vai se aproveitar de mim? E como vou sabe que ele também não vai tentar nada comigo? - E o por que eu entraria no seu carro? O que me garante que você também não vai tentar nada comigo?- encaro ele seria com os olhos serrados. - O seu amigo sabe quem eu sou, ele provavelmente ira conta para os seus outros amigos lá de dentro o que aconteceu aqui, eu não quero que amanha, o meu nome saia no jornal dizendo que tentei agarra uma moça bêbada.- diz bonito ainda me encarando, e eu vejo sinceridade em seus olhos. Eu não sei por que, mas sinto confiança em suas palavras, não sei se é pelo álcool, ou por sua carinha bonita, e seu corpo gostoso que me deixa muito molhada e lesada. Só sei que eu seguro na mão dele, e o deixo me guiar para o seu carro. Ele abre a porta para que eu possa entra, e eu deslizo pra dentro em um banco de couro bege, com cheiro de novo. Bonito dá a volta no carro, e entra pela outra porta. Logo depois ele esta sentado do meu lado. O motorista dá partida, e o carro começa a ir para encontra um fluxo de carros. Eu fico olhando para fora com a mente bagunçada, e um pouco tonta. Os carros que vão passando na janela são mais rápidos que o normal, eu já começo a sentir o vômito na garganta subir e descer. Logo em seguida, o carro dá uma freada brusca, que me faz bater com tudo no banco do carona na minha frente. - Jesus...- ouso a voz de bonito-sexy-tatuado gritar assustado, e sinto seus braços fortes me puxar pro banco novamente.- você está bem garota?- ele me olha preocupado, examinando meu rosto e eu fico o encarando de volta. Gente... Será que ele sabe o quanto é bonito? - Sim.- eu respondo sua pergunta depois de alguns segundos. Bonito puxa o cinto de segurança, e me prende com ele. - Pronto, assim você não se machuca.- diz ele apertando o cinto em minha cintura, e depois olhando dentro nos meus olho. Uma onda elétrica passa por entre o meu corpo com seu olhar, e seu toque ao mesmo tempo. Logo depois continuamos o caminho, e ele passa um longo tempo sério olhando para a estrada. Já eu, passo o tempo inteiro encarando seu rosto na cara de p@u, vejo como sua tatuagem agora mais evidente, sai por de baixo de sua blusa, parecendo ser ainda maior, me deixa curiosa pra saber como será ela completa. Como eu estou obviamente bêbada, devo está fazendo varias caretas, pois bonito me observa por um estante de soslaio, e depois ele sorrir agora me encarando divertido. - Você gosta do que vê?- pergunta ele ainda sorrindo. Nesse momento, deve esta escorrendo baba no canto da minha boca com certeza, pois estou completamente fascinada no seu sorriso, e nos dentes perfeitamente branco que ele me amostra. ... Um tempo depois, o carro para do nada. Eu olho para fora da janela assustada, e depois olho para ele. - Aqui não é a minha casa.- falo acusatóriamente, e ele esconde seus dentes perfeitos, e me dá agora um rosto suave, e despreocupado. - Não se preocupe, é uma farmácia.- diz ao ver minha cara assustada.- espere aqui.- ele sai do carro e eu fico lá sem entender nada. Será que isso é um sequestro? Será que ele veio compra remédios pra me dopar? Ou me deixar mais grogue? Começo a ficar preocupada. Segundos depois, ele entra de volta no carro, com uma sacola branca de farmácia, e coloca no meu colo. - Para amanha.- diz ele sem muita emoção. Olho para sacola sem entender nada, e começo a vasculhar o conteúdo dela. Encontro um Engov, uma dipirona, e uma vitamina c. Caramba, esse homem bonito, alto, sexy, tatuado e rico esta preocupado com a minha ressaca matinal? Olho para ele sem acreditar, e ele continua despreocupado olhando para o caminho que o carro faz, descido não fala nada, pois do jeito que minha cabeça esta girando, eu realmente irei precisar dos remédios. ... Um tempo depois, o carro para novamente, e incrivelmente bem no portão da minha casa. Eu olho para ele intrigada, e ele me encara com expectativa. - Eu não te disse onde eu morava.- minha voz sai quase em um sussurro. Como ele descobriu onde era? Ele me da um sorriso malicioso, e pisca os olhos. - Eu sei de muitas coisas menina.- diz ele com os olhos penetrando os meus. Descido não perguntar mais nada, tudo isso já foi estranho o suficiente para mim. - Obrigada...- ia dizer pela carona e pelos remédios, e também por me ajudar a me livra do Victor, porém, descido dizer.- Por tudo.- termino, e ele balança a cabeça. - Se cuida.- ele se despede, mas seus olhos me dizem que não era isso que ele queria fazer.- espero que você se recupere logo desse álcool, amanha será um dia cheio.- ele diz sorrindo, e eu franzo a testa para ele sem entender. Esse homem esta maluco, amanha é domingo, e eu vou dormi o dia inteiro, ainda mais de ressaca. Porém, ele não precisa saber nada disso, então eu apenas concordo, tiro meu cinto, e abro a porta do carro e desço. Antes de fecha a porta, dou mais uma espiada pra ele, que me encara atentamente. - Até logo Mel.- diz ele sorrindo brilhantemente. - Até logo Antony.- Respondo com a voz trêmula, fecho a porta. Deus, o que foi isso? Procuro minhas chaves na bolsa nervosamente igual uma desesperada. Quero entra logo em casa, e fingir que nada disso aconteceu, porque é óbvio que esse homem nunca mais vai aparecer na minha frente outra vez. Esse pensamento faz minha mente latejar de d0r. Como vou tirar esse bonito-sexy-tatuado da mente agora? Olho para traz encarando o vidro escuro do carro, mesmo sem conseguir ver seu rosto, eu sei que ele também esta me olhando, consigo sentir meu corpo queimar do mesmo jeito que sinto quando ele me olha. Fico paralisada com a mão dentro da bolsa e encarando a janela do carro. Merda! Esqueci completamente o que eu estava procurando. Viro meu foco para a bolsa em minhas mãos, e a chave quase pula para fora. - Ai esta você.- sussurro vitoriosa. Coloco a chave no portão, e ele obedecendo o comando delas, se abrindo e eu dou um suspiro de alívio imediato quando estou do lado de dentro. Acabou...
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