Nadja Saio da casa do Josué e vejo o Pedro Henrique vindo para cá. — Bom dia, senhor Pedro. — Bom dia. — Ele dá um sorriso. — Ninguém nunca me chamou de senhor. — É um costume meu. — Olho no fundo dos seus olhos. — Suas pupilas não estão dilatadas, isso é um bom sinal, não acha? — É. Eu não usei ainda. — Ainda? Não fale assim. Seja mais confiante. — Tô tentando. — Ele dá um sorriso fraco. É uma pena ver uma coisa bonitinha dessa com esse sorriso triste. Ele deve ter quantos anos? Não deve ter menos de vinte e já é um viciado. — Abre a boca, por favor? — Para quê? — Quero ver seus dentes. — Meus dentes estão inteiros, moça. Eu não acho que skunk estraga os dentes. — Essa é a tal da super maconha? Cuidado, toda droga faz m*l. Não importa se é legalizada ou não. — Já usou s

