Um dia complicado Parte II

919 Words
Olá, minhas lindas e lindos leitores. Vou começar a publicação dos capítulos! Boa leitura! Geovana — O quê? — questiono ao meu chefe totalmente incrédula de suas palavras — Eu nunca tirei férias, nunca! — Mas nunca foi obrigada. — Ele se recosta em sua cadeira e cruza os braços, seu sorriso me irrita e fez um ódio descomunal ferver em meu sangue. — Posso desenterrar todas as folhas que você assinou ao longo dos anos. Vá atrás de seus direitos. — Seu sorriso expandiu ainda mais, e eu quase explodi. — Se acha que vou abrir mão do meu prêmio por causa desse emprego de m***a, está muito enganado. — Que bom que o classifica como um emprego de m***a, pois estou promovendo em seu lugar a Paulinha que acabou de assumir o seu posto. Precisei muito me controlar para não voar no pescoço do homem a minha frente. — Quer dizer que promoveu uma recém chegada a um cargo melhor, mas não me promoveu em todo esse tempo? Ele só estalou a língua, mostrando que não tinha interesse em dar prosseguimento a conversa. — Afinal, vai querer seu emprego de m***a ou sua viagem de nove dias e se tornar mais uma na estatística de desempregada no Brasil? Falando daquela forma, é claro que me tornar uma desempregada depois daquilo era algo assustador, mas eu não poderia mais ficar ali. O que mais eu sofreria naquele lugar somente por meu chefe saber que eu tenho medo de perder meu emprego? Não podia voltar atrás. Não depois de chamar meu emprego de “emprego de m***a”. — Minha decisão está tomada, Dr. Carlos. É uma pena que seja tão egoísta, eu tinha a intenção de trazer uma lembrancinha para o senhor. Mentira, mentira. Aquela ideia nunca passou na minha mente, mas só pra alfinetar servia. Não encarei sua face enrugada e joguei minha bolsa no ombro. Revoltada, resolvi voltar para casa, na verdade, me dirigi para a casa de meu namorado. Pego o ônibus em direção a comunidade onde ele mora em uma vila de casas, não era muito distante de meu apartamento, onde moraríamos depois de casados. Aquele apartamento foi minha melhor aquisição. Desde que comecei a trabalhar e ainda vivia com meus pais, que eu juntei a maior parte de meu dinheiro para comprar algo que fosse somente meu. Depois de três anos juntando o dinheiro, pude dar uma bela entrada em meu apartamento e por sorte, havia acabado de quitá-lo há poucos meses. Chego na vila com casinhas pintadas de amarelo, e quando abro o portão, vejo duas mulheres cochicharem e rirem ao me ver passar. Finjo que não vejo e continuo meu caminho. Não sei se é impressão minha, mas há mais pessoas olhando para mim. Passo a mão na saia, será que ela subiu e estou mostrando mais do que devo? Não. A saia tá OK. Olho o sapato, OK. Olho a blusa, não está aberta ou suja. Pego o celular e me olho na tela escura como se fosse um espelho, também não está suja ou com a maquiagem borrada. Começo a subir as escadas em direção ao segundo andar da vila, onde a casinha de meu namorado fica. Guardo o celular na bolsa e ao chegar na casa, abro diretamente a porta, ao mesmo tempo que a risada do lado de fora me atinge e um gemido dentro do apartamento me alerta. Paro. Escuto. Mais um gemido, e então um grito. Não era um grito qualquer, era um grito de mulher e de uma muito satisfeita pelo som que lhe escapa da garganta e da frase que acompanha a seguir. — Vai, gostoso! Isso, ah, soca mais. Eu gelo, pois ouço seu urro em seguida. Nem fecho a porta para não fazer barulho, ando até seu quarto a tempo de vê-lo desabar em cima do corpo nu da v*******a. — Willian! — grito e seu olhar cansado e pele suada me atinge em cheio. Além da dor, tinha a humilhação. Todas aquelas pessoas rindo do lado de fora. O cansaço e desinteresse que ele vinha apresentando ultimamente e sempre colocava a culpa no trabalho. Que fazia tudo sozinho, que era autônomo. — Geo... vana? — Não, sou a rainha da Inglaterra e vou mandar cortar a sua cabeça! — grito. — Cala essa boca, garota — a outra fala — Não sabe bater na porta da casa dos outros, não? Definitivamente, de todas as maneiras possíveis, hoje não é meu dia. — Sai dessa cama agora, sua v***a. — Jogo as peças de roupa espalhadas pelo chão sobre ela, e começo a arrasta-la pelos cabelos. — Ai, sua doida, me larga. — A i****a de cabelão liso e preto como o carvão sai da cama, mostrando a b***a dela, coisa que eu não queria ver. — Enfia essa roupa e sai daqui, antes que eu a empurre pelada mesmo. Ela me olha confusa e eu resolvo explicar para a doida o que estava acontecendo, porque eu cheguei a conclusão que a outra era só mais uma pobre coitada sendo enganada pelo s****o do Willian. — Ele é meu namorado, íamos nos casar. Ele não te disse, não é? É um s****o e mentiroso! Os olhos da outra lacrimejarem, o que me fez acreditar que minha teoria estava correta. — Eu posso explicar, amor... — Cala essa boca, Willian. Nem olha na minha cara, passa bem longe de meu apartamento e para de enganar as pessoas, isso é muito f**o.
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