IARA NARRANDO Que momento difícil para todos nós foi o sequestro da Jorrayne em pleno trabalho de parto. Eu me desesperei quando vi minha filha ser arrancada e arrastada de dentro daquele carro. Gritei por socorro e saí do carro no meio do tiroteio, sem me importar com a minha vida nem com a vida do meu outro filho que estava no ventre. O Cadú estava sangrando e jogado no asfalto. Eu comecei a gritar feito uma louca até que os vapor vieram e socorreram o Cadú, levando-nos de volta para a comunidade. O médico teve que me atender em casa e aplicar um calmante. Dormi por algumas horas e acordei com uma aflição no peito. Saí do quarto, e a casa estava em completo silêncio. Liguei para o Teto, e ele me falou que estavam indo buscar minha filha e que o Cadú estava junto. Comecei a rezar, pe

