Eu passei por aquela porta um milhão de vezes e nunca pensei em entrar. Eu não conseguia ver o rosto da moça, mas era visível que ela estava suja e magra demais. Ela era uma prisioneira. Eu dei um passo em direção à cama, o rosto dela estava virado e a luz fraca me impedia de analisar o rosto dela. Dei mais um passo, sentindo a curiosidade queimar no meu ventre. - Senhorita! - A Catarina surgiu na porta e eu dei um gritinho de susto. - Você não deveria estar aqui! - Ela correu na minha direção e me puxou pela mão. - Catarina! Essa moça…? - Não faça perguntas! - Ela fechou a porta atrás de si, e trancou. - Tem uma prisioneira aqui! - Eu sussurrei. - Depois. - Ela falou. - É seguro agora? - Sim, o Eduardo está lidando com o único sobrevivente. - Olhei ao redor. - Onde você estava?

