Impressionante como minha mente trabalha com lembranças marcantes em minha vida arruinada, impressionante como a cada segundo que reflita sobre tudo,tenho a clareza de que a maior culpada pelos acontecimentos seja somente eu. Talvez não consiga me ver completamente abandonada pelas pessoas,talvez meu consciente grite para que sempre me mantenha `'intocável",o ego que ao menos percebi estar ganhando poder exige minha irracionalidade. No final de tudo,a única a condenar minha existência foi somente eu e mais ninguém. Doeu encarar a realidade,doeu entender não estar no direito de ferir aqueles que viraram as costas para mim, pois ambos fizeram por existir motivos severos para isso. Então, sentada sobre a cama que guardou meu corpo em recuperação por duas semanas, arranquei o catéter de meu b

