Revisado
Bruno.
Não sei porque eu fiquei tão nervoso, ao ver Rodrigo aos beijos com aquele rapaz, ele realmente era muito lindo.
Mais não aguentei segurar a bandeja, e ela foi de encontro ao chão fazendo um barulho.
Vê Rodrigo pondo aquele ser pra fora chorando fez meu coração se apertar.
Olhei em seus olhos e ali vi dor, um sentimento que estava marcado com muita raiva e dolorido.
Eu:. Você está bem Rodrigo?
Rodrigo: vou ficar Bruno, peça pra alguém vim limpar, quero que vc mande um comunicado a recepção pra que a entrada de Ricardo seja proibida aqui. E aquele que descumprir irá pra rua.
Eu: sim senhor. O senhor deseja algo?
Rodrigo: sem essa de senhor , tu sabe que não gosto. Não desejo nada. Vamos almoçar juntos hoje tá. Temos outra reunião.
Sai da sala dele e voltei aos meus afazeres.
A Débora ainda tentou falar com ele, mais ele não a recebeu e ela ainda quis tentar me envenenar mais caiu do cavalo, que antes mesmo dela abri a boca pedi aos seguranças que a tirassem do andar da presidência.
Deu o horário do almoço, e Rodrigo me levou ao restaurante mineiro, eu amo comida mineira.
Nosso almoço foi tranquilo mais ainda ele tinha queles olhos distantes e sem aquele brilho na qual eu me apaixonei.
Seguimos pra empresa tivemos duas reunião é um fechamento de um contrato muito importante.
Fim do expediente e Rodrigo fez questão de me levar em casa.
Eu: sei que não tenho nada com sua vida, mais por que esses olhos vazios? Quer desabafar?
Rodrigo:. Um dia eu te conto, eu não tava preparado pra ver Ricardo, ele fez algo no meu passado que me fez ser essa pessoa seca. Mais hoje eu só quero o colo da minha mãe, te prometo que te contarei.
Eu: eu queria muito o colo da minha, mais infelizmente tenho um bom tempo que não a vejo.
Comecei a sentir algumas dores, na região pélvica.
Aí meu deus por favor não deixa ele descobrir meu segredo. Assim estava pensando.
Rodrigo: que foi Bruno? Tá sentido algo?
Eu: apenas uma dor de cabeça, já já passa.
Nos despedimos e ele seguiu o rumo pra casa, eu estava cada dia me apaixonando por aquele ogro.
Segui pra casa e as dores só aumentavam.
Eu tenho um segredo que ninguém sabe a não ser meus familiares. Isso desencadeou eles quase a não falar comigo, e eu a ser vítima de preconceito familiar. O nome mais lindo era aberração.
Quando saio do banheiro, está Mateus e Renata.
Matheus:. Bruno, o que vc tem, eu vi vc saindo com cara de quem tava sentido dor, aconteceu algo.
Renata:. O que vc tá escondendo, Bruno? Todo mês vc sente isso, engraçado é que se fosse sagrado.
Desde que nos conhecemos todo mês vc sente essas dores. E não quer ir ao médico, e quando vai, não nos permite.
Então sentir que aquele momento é o que eu tinha pra contar esse meu segredo as duas pessoas que eu mais amo. E espero que eles não se afastem de mim.
Bruno: meninos eu tenho um segredo e vou contar a vocês. Espero que, o que eu vou revelar a vocês não faça com que se afastem. Mas não me interrompa.
Quando eu nasci ,eu nasci com dois sexos, ou seja eu sou hermafrodita, minha mãe me levou ao médico e descobriu que eu mesmo sendo homem eu tenho o aparelho reprodutor feminino, sinto cólicas e posso até engravidar, mais venho tomando meus remédios religiosamente.
Mais meu tormento tornou mais quando, meus irmãos mais velhos descobriram, e ali não tive mais paz.
Eles me xingavam, as vezes me batia.
E foi ficando pior cada ano.
Meu pai não me ajudava, ele não olhava pra mim.
Eu sempre era a o último em tudo, minha mãe fazia o que podia, mas não tinha forças.
Meus irmãos ganhavam os melhores presentes, podiam viajar pra fazendas e passeios e eu não podia. Meu pai morria de medo de que a aberração fosse descoberta e começassem a falar dele.
Eles me levaram inúmeras vezes ao médico, e eles diziam que eu só podia decidir quando tivesse 18 anos. Meu pai queria que eu fizesse a cirurgia e fosse homem, que tirasse o útero de min. Só que os médicos não autorizaram.
Meu inferno começou a ficar pior.
Minha mãe ficava sempre do meu lado, mais ela sozinha não podia me proteger.
Meus irmãos foram se distanciando, não queriam brincar comigo, se eu falasse eles não respondiam, na escola eles não falavam também, e sempre eu apanhava de um menino ou outro.
Mais eles não me defendiam.
Falavam que eu apanhava de macho e ia contar ao papai.
Eram raros os dias que eu não apanhava em casa.
Certa vez, um dos meus irmãos estava fazendo aniversário e ia ter uma festa linda, eu tava animado, queria brincar ,correr.
Perto da festa todos estavam tomando seus banhos, e eu fui o último, quando entrei pro quarto meu pai tava lá.
Ele me disse que eu não precisava me arrumar, que eu não saísse do quarto, pra não envergonhar ele. Que minha mãe ia servir o jantar pra mim, e que eu dormisse, sem fazer barulho.
Aquilo pra min uma criança com seus 11 anos era como se tivesse me batido.
Ali minha mãe entrou arrumada, com meu pratinho de jantar. Ela chorava e eu ali comendo misturando a comida e as lágrimas.
Os convidados chegaram.
Eu perguntei a minha mãe, por que eles me odiavam.
Ela me disse que todos me amavam do seu jeito particular.
A casa tinha muitas crianças, ouvia apenas o barulho. Mais chorei tanto que acabei dormindo.
No outro dia acordei e mamãe tinha guardado um pedaço de bolo pra mim.
Meu pai falando na mesa que a festa foi linda que ia fazer dos outros tbm.
Eu na minha inocência, perguntei se teria. Ele olhou nos meus olhos e disse:
Na data do seu eu tenho certeza que não vou ter dinheiro, e quem vai querer vim no aniversário de uma aberração? Ninguém né .
Mais como se comportou ontem, merece comer esse pedaço de bolo.
Aquilo me doeu tanto.
Lembro meus amigos que quando chegou outubro era o dia das crianças, e todos ganharam presentes, e na minha vez ele disse que não tinha dinheiro, que ano que vem ele compraria, vocês não sabem o que é olhar todos brincando e você olhando pra eles e desejando brincar.
Não, vocês não sabem.
Eu fui pro quarto e deitei, não tinha brinquedos então minha solução era ler , peguei meu livro de ciências e fui ler. Minha mãe entrou no quarto e me abraçou. E disse que aquilo era do uma fase r**m. Que um dia eu ia ser feliz e que o amor que ela tem por mim é maior que tudo. E que eu não desistisse nunca de ser feliz.
Meus irmãos jogavam na minha cara que eles tinham brinquedos.
Uns anos depois eles foram pra uma romaria famosa em outra cidade, e meu pai disse que eu ficaria em casa pra poder cuidar dela.
Minha mãe ainda tentou contestar, mais não houve êxito. Eu fiquei sozinho tomando conta da casa.
Oito dias sozinho, comendo ovo frito, arroz e feijão.
Renata levanta e vem me abraçar chorando, Matheus chorava com mãos no rosto mais nenhum falou nada.
As pessoas da minha rua perguntavam por que todos viajaram e eu fiquei.
Eu inventava inúmeras desculpas .
Quando eles chegaram eu fiquei feliz e perguntava, como tinha sido lá, como era e meus irmãos pareciam que não me enxergava, meu pai mandava eu tirar as coisas do carro.
Minha mãe me abraçou e disse que trouxe algo pra mim, que depois a sós me dava.
Peguei um saco pesado e acabou rasgando, recebi dois tapas na cara. Meu pai dizia que eu tinha quer ser homem é forte.
Mais o tempo foi passando, é um dia acordei com sangue nos lençóis e aquilo me assustou, chamava minha mãe. Ela veio e se assustou .
Fomos pro médico e ele disse que eu tinha entrado em ovulação.
Pronto mais ódio agora vinha pra mim.
Meus irmãos pareciam que tinha nojo.
Os mais velhos começaram a namorar , e ia saindo de casa uns resolveram se juntar com outra e outro .
Ficou apenas eu e alguns dos irmãos .
Ao longo foi despertando minha sexualidade e eu achava os homens lindos e não tinha interesse em mulheres, e dei um vacilo meu irmão viu e contou a meu pai
Fui expulso de casa, quem disse que era meu namorado me abandonou, eu trabalhava tinha dinheiro guardado então vim embora pra cá e tô morando aqui até hoje tem três anos.
E hoje vcs são minha família.
Renata:. Meu deus meu amor que sofrimento, eu tô sem palavras mais não vou te julgar não mesmo, estou ao seu lado sempre.
Matheus:. Eu estou ao seu lado meu amor, eu quero te abraçar e te proteger, você ganha um irmão.
Ali nos abraçamos e Renata foi fazer o jantar contei lá o que aconteceu no trabalho.
Recebi uma mensagem de Rodrigo de boa noite respondi e fui dormir.
Rodrigo narrando.
Ver na minha frente o Ricardo, depois de anos, me fez viajar ao passado sem pagar passagem.
Aquele beijo não me deu prazer, não me deu saudade.
Me deu repulsa, nojo.
Mais estava perdido, estava aqui deitado no colo de minha mãe já tinha contado a ela tudo.
E ela tava aqui sentada me fazendo carinho,
Eu não tinha forças .
Mais eu tava decidido a conquistar Bruno, algo nele me chamava a atenção. Mais não podia seguir sem encerrar o ciclo de Ricardo.
Eu não posso de jeito nenhum engana lo, eu vou conversa com Bruno.
Mais se o Ricardo pensa que eu, vou voltar pra ele? ele tá enganado.
Nunca mesmo, se ele acha que eu não sei que ele vive com Danilo e que a empresa dele tá no vermelho. Ah Ricardo eu vou passar por você como um trator...
Mando mensagem pra Bruno, ele me responde e vou jantar, falo pra minha mãe de Bruno do nosso beijo e ela quer o conhecer.
Recebo uma mensagem de Ricardo:
Oi meu amor,podemos almoçar amanhã juntos? Vc escolhe o restaurante.
Já que era pra jogar que os jogos comecem Ricardo. Respondi a mensagem.
Eu: sim lógico, te mando amanhã o endereço do restaurante. Bons sonhos .
Joguei o celular no sofá e ri, pois agora vai começar.
Eita esse segredo heimm.
O jogo vai começar, então preparadaa
Vai ser trava trava....
Até amanhã próx. cap.