O som da chuva deixava a tarde mais agradável. Acomodando as costas na poltrona, Lívia vigiou Enrico por quase uma hora, estava preocupada com a concussão. Prestou atenção no relógio com moldura metálica pendurada na parede do quarto, eram quase cinco da tarde. A enfermeira baixinha passou pela porta, trazia os insumos para o consultório. — Como está o paciente bonitão? — A enfermeira sussurrou a pergunta. — Vai sobreviver. — Lívia respondeu no mesmo tom. — Que bom, seria um desperdício se ele morresse! — A enfermeira saiu. “Nem o inferno quer esse homem por lá”, Lívia quase riu ao imaginar Enrico tentando tomar o lugar do d***o no inferno. Ela estava cansada, lutando para se manter atenta à volta de Mattia, sentia as pálpebras pesadas e o corpo mais relaxado até adormecer. Lentam

