-Eu posso ser o que você quiser, para ser sincero, você está agindo de uma forma estranha.-Ele me encarava de cima a baixo.-Você está meio ausente para sua mãe, eu sei que é complicado mas eu odeio ficar andando pelos corredores e ficar ouvindo sua tia falando m*l de você...-Ele continuava me analisando.-Você está molhada porquê?
Olhei para baixo e sim, eu estava exarcada.
-Isso não importa agora, eu preciso de você, eu preciso de sua ajuda....eu sinto como se eu fosse surta a qualquer momento.-Senti minha voz ficar embargada e as lágrimas se formarem em meus olhos.-Me ajuda, Henry....Eu preciso de você!
O mesmo se levantou da cama e caminhou em minha direção, ele me abraçou e eu encostei minha cabeça em seu ombro.
Ele esperou eu me acalmar e fazer eu tomar um banho, enquanto eu tomava banho o mesmo permanecia sentado na privada, parecia que ele estava querendo tomar coragem para perguntar o que eu tinha para falar. Eu até achei melhor ele não ficar comigo dentro do box, eu estava meio atormentada das ideias porém a carne era fraca, qualquer movimento que ele fizesse poderia fazer a gente subir pelas paredes desse banheiro.
-Toalha.-Pedi para Henry que me entregou em questão de segundos.
Terminei de me secar e passar meu hidratante de ameixa, eu adorava ficar hidratada, quando eu trabalhava eu não gostava de passar meus perfumes e cremes, para mim era um desperdício gastar meus produtos naquele ambiente tóxico mas a questão era que eu estava gastando em mim.
As vezes eu ficava pensando o quão tedioso seria um filme com a história da minha vida, as pessoas querem histórias de pessoas como Dakota, Bianca e até mesmo Inna.
Coloquei uma roupa confortável, vulgo um pijama, e sai do banheiro, assim encontrando Henry no quarto.
-Eu quero ir na lagoa que tem aqui perto.-Disse tirando a toalha da volta do meu cabelo.-Eu só vou ver minha mãe, eu te espero lá na sala.
-Tudo bem!
Caminhei em passos mais rápidos que eu conhecia até o quarto onde minha mãe estava, que era o andar de baixo.
Ao ver ela, ela me encarava com um misto de preocupação, conversamos durante um tempo, ela estava muito preocupada comigo.
-Você está grávida?
-Não, foi só uma crise de ansiedade.
-Sua tia disse que acha que você está grávida!
Minha mãe era contra fofocas mas quando se tratava de mim ela falava, ela me atrevo a me dizer que ela deve ter até me defendido.
-Se eu estou grávida ou não o problema seria meu né? quem iria sustentar o bebê seria Henry não ela.-Respirei fundo.-Minha vontade é pegar minha calcinha suja de menstruação e esfregar na cara dela.
-Eca filha.-Minha mãe fez uma cara engraçada.
-Vou te dar algumas medicações, você já jantou?
-Tomei o café da tarde quase agora.
Olhei para o relógio e nele marcava 20h00 em ponto, aquilo não era café da tarde estava no horário da janta.
-Eu vou dar uma volta no lago que tem aqui perto, quando eu voltar faço algo para a senhora comer caso esteja com fome.
-Tudo bem filha.
Me despedi de minha mãe e ao passar no mine corredor fechei meus olhos e caminhei rapidamente, eu não queria ver ou ouvir algo de estranho.
Não adianta fugir .
Você já se comprometeu.
Tá com os olhinhos fechados por quê?
Estamos todos te vendo!
Abre os olhos v***a!
No susto abri meus olhos, eu caminhava em uma trilha, não, eu não estava ali, eu não estou em trilha alguma, eu estou em uma casa. Fechei meus olhos novamente, e ao abrir eles, estava na sala, onde Henry estava me esperando.
-Cadê o pessoal?-Perguntei olhando em volta.
-Não sei, vamos?
-Bora bil.
Caminhamos em fila indiana até a porta, como sabíamos que o lago era próximo, optamos por não irmos de carro, fomos ape mesmo. Caminhávamos de mãos dadas, por fim, Henry teve coragem de pergunta:
-O que esta rolando afinal?
-É tudo muito complicado.
Comecei a falar tudo que eu presenciei naquela casa, disse o que as meninas do supermercado estavam falando dessa casa, expliquei tudo de cabo a r**o, o não dele não acreditar em uma só palavra minha eu já tinha, estava atrás do sim.
Quando terminei de contar tudo estávamos em frente do lago, a gente se sentou na beira, eu tirei meu chinelo e toquei meus pés na água.
Aquelas águas só podiam ser mágica, eu me senti leve por um instante.
Havia levado a Inna para o pronto socorro que tinha aqui no acampamento e agora ela estava no quarto e eu no lado de fora pois o médico estava fazendo os devidos exames para saber a causa do desmaio dela.
Creio eu que seja por causa da pressão baixa ou o nervoso que eu fiz ela passar hoje mais cedo. Estava me sentindo um completo i****a, como eu fui falar aquelas coisas para ela? Ela nunca me deu motivos para desconfiar dela e nem do amor que ela senti por mim.
Eu morro de medo de perde a mulher maravilhosa que eu tenho! Inna é tão perfeita.
Depois que nós casamos a cada dia que eu acordava ao lado dela eu me sentia o cara mais sortudo do mundo por ter ela comigo.
A mãe das minhas filhas! Por mais que estivesse tudo bem entre eu e ela, uma coisa dentro de mim dizia "tudo isso vai acabar" e eu definitivamente tinha medo de tudo aquilo que a gente construiu juntos acabasse de uma forma inesperada. Por isso eu acabava agindo feito um adolescente todo enciumado.
-Senhor Walker? -Sai dos meus pensamentos assim que uma enfermeira apareceu na minha frente.
-Oi.-Disse olhando pra cima pois estava sentado em um banco com a cabeça baixa.
-Pode entrar no quarto onde a senhora Walker está.-Ela falou e saiu andando.
Respirei fundo antes de me levantar e ir até o quarto que a Inna estava. Caminhei lentamente até avistar uma porta com o número 8 e lá no outro lado da porta estaria a Inna. Respirei fundo mais uma vez antes de abrir a porta e assim que abri Inna já estava se levantando da cama. Ela me olhava sem reação alguma:
-Senhora Walker não vai contar a novidade para o senhor Walker?-Um velho barrigudo com a barba branca perguntou pra Inna que fez uma cara de espanto na hora.
Senhora Payna por gentileza.-Ela o corrigiu.-Que novidade? que minha pressão abaixou pelo motivo de eu não me alimentar bem? Doutor, isso não é novidade! -Ela disse seca e aquele velho não disse nada.-Bom, agora eu vou indo.-Ela disse mandando um beijo no ar para o doutor e passou por mim sem ao menos olhar pra minha cara.
Karina
-Karina eu não vou sair daqui.-Aquele garoto estava me irritando profundamente. Caramba!
-Bom, se você não vai sair, eu saio.-Disse me levantando da cama e jogando o travesseiro no chão.
Não saia da minha mente que Guns poderia tá namorando a vagabundinha da namorada dele e enquanto não tem ela pra satisfazer suas vontade me usava como sua distração. Abri a porta do quarto e sai de lá batendo ela com uma p**a força que se meu pai visse aquilo ia brigar comigo com toda certeza.
Assim que comecei a descer as escadas do chalé senti um cheiro muito bom de panquecas bacon e ovo! Minha barriga roncou. Eu não havia comido nada deis da hora que eu tinha acordado pois quase nunca tomo café da manhã e na hora do almoço nem deu pra comer nada pois estava procurando a Chris ....Não quero nem saber quem estava preparando comida aqui, só sei que ia ter que dividir um pouco comigo porque minha fome está de matar.
Apressei mais meus passos assim que cheguei na sala não tinha ninguém lá, mas é claro com um cheiro bom daquele ninguém ia tá na sala e sim na cozinha.
Ao chegar na cozinha dei de cara com Louis dando alguma coisa de comer na boca da Chris e assim que ele me viu ali parada sorriu meio sem graça. Chris sem entender nada se virou e arregalou seus olhos assim que me viu.
Sem falar nada peguei um prato no armário me sentei em uma cadeira (tinha uma cadeira no meu lado e no lado dela estava Louis e na frente de Louis uma Chris completamente sem jeito) Assim que me inclinei na mesa para pegar uma panqueca Louis puxou o prato de panquecas pra ele:
-Essas panquecas são para Christina.-Ele disse me olhando de relance.
Karina respira fundo para não pegar aquele prato de panquecas e quebrar na cabeça do Louis e com os caquinhos riscar a cara da Christina que não falava nada:
-Eu nem queria mesmo.-Disse dando um descanso em minha voz.-Essas panquecas devem está r**m igual essa sua cara.
-Pior que não tá Ka! Essas panquecas que Louis preparou pra mim estão muito boas.-Chris disse com sua boca cheia. -Quer provar um pedaço?-Ela estendeu o garfo com um pedaço de panqueca. Minha barriga roncou na hora porém minha mente foi mais rápida:
-Não, obrigada.-Eu sussurrei.
Não vou mentir que eu queria comer aquelas panquecas e que também eu estava com vontade de chorar! Mas não estava com vontade de chorar por causa das panquecas e sim pela forma que aqueles dois estavam me tratando. Parecia que eu era a culpada de tudo que estava acontecendo ali, pelo menos eu me sentia assim.
Me levantei da cadeira e me retirei daquela cozinha o mais rápido possível engolindo o choro e minha fome.
-Karina!-Ouvi a voz do Louis me chamando mas ignorei completamente e continuei andando até que trombei com o Josh.
-Que cara é essa Karina?-Josh perguntou me segurando pelo braço.
-A cara que Deus me deu seu p****e! -Disse desabando no choro.
-Olha, só não vou retrucar sua grosseria porque você está chorando.-Josh me abraçaou.-O que aconteceu?-Ele sussurrou no meu ouvido.
-O Lou....is e a Ch...ris de mimi...mi um c...om o ou...tro e me tra....tando como se eu tiv....esse culpa de algo.-Disse gaguejando por conta do choro.
-Que?
Revirei meus olhos respirei fundo engolindo o choro e disse novamente:
-O Louis e a Christina então de mimimi um com o outro me tratando como se eu tivesse culpa de algo.-Disse limpando as lágrimas de meu rosto e Josh fechou a cara na hora.
-Eles estão na cozinha?-Josh perguntou sério.
-Sim, inclusive Louis fez panquecas para Chris comer e assim que eu fui pegar uma aquele cretino não deixou.-Eu disse tentando o máximo controlar a raiva que estava dentro de mim.
-Essa raiva ai é pelas panquecas ou pelo Louis?
-Pelas panquecas oras.
-Me engana que eu gosto!-Josh Falou.-Venha.-Completou segurando minha mão.
-Ir pra onde?-Perguntei confusa.
-Eu vou preparar algo melhor que as panquecas do Louis para você comer.
-Você conseguiu ver o que eu vi?
Olhei Henry de relance, ele estava estático.
-Sim, eu consegui.