11. Bu!

870 Words
Não muito longe eu avistei Henry, foi ele ter seu primeiro contato comigo que aquele quarto voltou a ser um quarto normal e cheio de tralhas. Coloquei uma de minhas mãos sobre minha testa, olhei para minhas pernas, havia escorrido sangue em tudo. -Que loucura, meu Deus.-Única coisa que consegui falar. -Você simplesmente se enfiou nesse quarto e ficou duas horas , eu imagino que você tenha ficado chateada por não termos pretesto para sair mas eu vou te levar para comprar um chocolate, eu sei lá. Por que você ficou enfiada nesse quarto por tanto tempo? -Ue, mas não faz dois minutos que entrei aqui....você está bem equivocado. Henry tirou seu celular do bolso da calça e mostrou, para meu espanto realmente havia se passado duas horas que eu havia entrado naquele quarto, mas naquela realidade não havia se passado nem meia hora. -Eu vou me limpar e a gente já sai.-Saí daquele quarto puxando Henry comigo, eu sei que não iria acontecer nada com ele porém eu tinha medo de acontecer algo com ele. Não que pudesse acontecer algo comigo naquele quarto mas se acontecesse algo com ele eu jamais me perdoaria. Quando terminei de me trocar fui vê como minha mãe estava, era bizarro a forma que aquelas pessoas me olhavam, eles estavam me julgando com os olhos só porque eu ia dar uma volta na cidade. Estava na hora de mais uma medicação de minha mãe, eu a entreguei e também lhe dei uma barrinha rica em proteína para ela aguentar até o horário do almoço já que eu duvido muito Betina vulgo minha tia fazer algo. -Vai bater perna Katherine? Para minha querida tia eu queria responder um; Não é da sua conta. Mas eu respirei fundo e então lhe disse. -Vou passar na farmácia e comprar umas coisas que eu preciso. lhe respondi sem dar muita brecha. Me retirei do quarto e caminhei até Henry. -Você quer ir de carro ou ape? -Se não fosse pela minha mãe eu iria ape só para demorar para voltar. -Eu acho até melhor, não quero você andando sozinha em lugar que não conhecemos. -Mas vamos esta andando sozinhos de carro....não faz muito sentindo isso que você falou. -Mas vai ter eu para te proteger. -Então tá.-Sorri de lado. Então seguimos para fora daquela casa. Era impressionante o quão diferente de tudo era esse lugar, me dirigi até o carro de Henry, no dia passado eu não havia notado mas pelas redondeza havia algum riacho, estava ouvindo barulho de água. -Aí que vontade de dar um mergulho.-Pensei alto demais, Henry já havia dado partida no carro. -Ouvi dizer que de noite essa lagoa que tem aqui fica radiante. -Ele mordeu os lábios de forma discreta enquanto mantia a atenção na estrada. -Seria egoísmo meu querer sair de noite para curti um pouco essa lagoa?-Perguntei arqueando uma de minhas sobrancelhas. -Até que não....você precisa de um descanso longe daquelas pessoas. Para afastar qualquer pensamento triste que vinha na minha cabeça Henry ligou o rádio. Eu encostei minha cabeça na janela do carro, como eu queria voltar no tempo ....Se eu tivesse uma forma de mudar as coisas. Enquanto passávamos pelas ruas da pequena cidade eu me deparei com uma placa, era tão esquisito aquilo tudo. Tudo tem um motivo. Eu ficar desempregada e com minha mãe acamada seria um motivo bom hein destino. Para mim tudo isso não passa de lorota para consolar gente que esta fracassando constantemente na vida. Nada é por acaso. Ah... vai vê que de repente não seja . -Kethe? chegamos... Antes da farmácia queria passar no mercadinho com você, te devo um mimo. -Mimo de quê? -Encarei ele desconfiada. -A cada conquista sua te dou um mimo....Não pode ser diferente. -O que eu conquistei ?-Tirei o cinto da volta do meu corpo enquanto o encarava. Fiquei completamente desconfiada, ele só podia está brincando comigo. -Você conseguiu ser demitida ao invés de pedir as contas....Poxa, tanta gente quer ser demitida porém não tem sua garra para aguentar o emprego tóxico. Você deu canseira neles e ainda pegou todos seus direitos.-Ele passava seu polegar esquerdo sobre meu rosto. -Você só pode está tirando onda com a minha cara né?-Comecei a rir descontroladamente.-Você gosta de fazer meme com a minha vida né? -Você é um meme ambulante, é inevitável não fazer isso com você! Por fim saímos do carro e seguimos para o mercadinho de mãos dadas. Henry foi para o corredor das bebidas pegar água para a gente tomar, enquanto eu fui direto para o corredor do chocolate. Estava concentrada vendo os chocolates, inclusive já estava segurando um pote de creme de avelã em mãos. De repente me deparei prestando atenção na conversa alheia. -Eu não teria coragem de ficar naquela casa....ficou sabendo que tem gente lá? -Gente em que casa criatura? -Aquela casa próxima do lago que reluz de noite....A casa dos Foley. -É só uma casa antiga, você é muito medrosa. -Aquela casa tem quartos, neles tem objetos de pessoas que tiveram o destino curtos, lá é amaldiçoado..... Bom foi o que falaram de lá. -Bu! Derrubei o pote de vidro com o creme de avelã no chão, Henry me encarou sem entender nada.
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