14. Eco

2626 Words
-Você tá bem noiada hein Kethe.-Ela riu me dando passagem.-Olha o que chegou para você.....você deu esse endereço mesmo para entregar? -O que é isso? -Peguei o embrulho sem entender nada. -Eu sei lá..... -Me ajudou muito Wendy.-Revirei meus olhos e sai dali. Fui caminhando lentamente até a sala e ao me sentar no sofá abri aquele embrulho, era um óculos, eu havia pedido um óculos de grau mas não lembro de ter pedido para vim nesse endereço. Coloquei ele em meu rosto para vê se me acostumaria com aquele novo objeto. Olhei para a direção de uma das portas, como eu nunca havia reparado antes? Eu tinha um pouco de mede de entrar ali, já percebi que cada canto desse lugar esconde algo, e isso não está sendo uma experiência muito agradável. Por fim, resolvi ficar com minha mãe, não ia valer a pena eu atiçar aquela minha curiosidade. Quem me dera se eu fosse ficar com minha mãe, mas é claro que eu fui curiar o que se escondia atrás daquela porta. Tinha uma escadaria por trás daquela porta, por sorte no inicio da escada tinha um interruptor, liguei a luz e fui descendo calmamente. No final da escada tinha uma mesa e por cima dela havia uma câmera, foi eu pegar aquela câmera que ela se ligou sozinha, e uma história começou a se passar. Flashback Os cadarços do meu tênis era o que me distraía naquele momento, apenas uma criança em um lugar de adulto. Me perguntava, o que estava fazendo aqui? -Sofia?-Vovó chama minha atenção. Levantei minha cabeça e olhei para direção onde ela se encontrava. -Venha, amor!-Estendeu uma de suas mãos para que eu pudesse a segurar. Minhas pernas curtas andavam rápidas pelo enorme corredor, segurava a mão fria de vovó bem firme. A vovó não parava de chorar, ela não havia me falado o do porquê, só sei que segurei a mão dele mais forte ainda quando percebi que o local que estávamos indo era um lugar gelado e escuro. Ela parou em frente de uma porta prata, olhei um tanto desconfiada. Uma moça caminhou até a gente e pediu o nome de vovó, em seguida olhou para mim e disse que eu não podia entrar, que eu deveria ficar do lado de fora. Não entendia ao certo o que estava acontecendo, mas sabia que era o meu pai no outro lado da porta. Não sei dizer como ou nem quando mas eu o sentia através daquela porta. Vovó entrou e a moça ficou ao meu lado, em seguidas choros e mais choros. -Deus tirou meu filho de mim, foi tirando aos poucos! Por impulso pensei em entrar naquele lugar porém a mulher me segurou firmemente. Vovó saiu daquele lugar aos plantos, seus olhos estavam vermelho e suas pernas trêmulas. Só com o tempo que descobri que aquele lugar era o necrotério, e que minha avó foi fazer o reconhecimento do corpo do meu pai. Ela me levou com ela naquele dia pois não tinha com quem deixar. X -Por isso você ficou tão chateada por não terem deixado você ver o tal de Ian?-Daniel caminhava ao meu lado, o mesmo me olhava com muita preocupação. -Não!-Coloquei um pouco de sorvete na boca para amenizar a dor da queimadura.-A situação me fez lembrar disso, fiquei chateada. Mas não pelo Ian, foi por lembrar desse dia no necrotério. -Entendi...-Daniel acariciou meu rosto. Me esquivei do mesmo, estava com dor na boca e aquilo havia afetado meu bom humor. -Vai querer carona?-Perguntei me levantando do banco da praça que paramos para eu tomar um sorvete. -Daqui eu me viro!-Daniel deu um beijinho em meu rosto. -Então tchau.-O abracei, assim fechando meus olhos para apreciar aquele abraço, afinal, não sabia quando ia o ver novamente. Ao abrir meus olhos notei que tinha uma moça nós filmando, me separei do abraço mais rápido o possível. Daniel não entendeu nada! Caminhei até aquela mulher em passos rápidos. -Quem você pensa que é para esta me filmando?-Puxei aquela câmera que estava em sua mão para apagar qualquer tipo de gravação que aquela mulher havia feito. Aquela câmera era uma das melhores por capitar imagens com alta qualidade mesmo de longe. Pude sentir meu rosto queimar de tanta vergonha quando vi que ela filmava duas crianças que estavam andando de bicicleta perto do Daniel e eu. -Desculpa!-Muito envergonhada consegui dizer, já devolvendo a câmera para a mulher. -Sua louca!-A moça soltou entre os dentes, andando em direção das crianças. -Talvez eu seja paranoica.-Sussurrei de cabeça baixa apenas para mim. -O que houve? -Daniel perguntou ao se aproximar de mim. -Nada, tenho que ir para casa! Quando me dei conta eu estava em frente de uma porta cinza, com a câmera em mãos, eu deveria sair dali, mas eu não queria. Eu não sei o que era mais c***l, vê minha mãe com dor e não puder tirar a dor ou ficar aqui me metendo em roubada, porque coisa boa que não deve ter por trás dessa porta. Sofia O dia era frio, perfeito para ficar em casa assistindo um bom filme de terror enquanto comia o almoço no lugar do café da manhã. Encarei mais uma vez meu reflexo no espelho. -Jesus, como eu sou feia!-tirei a pouca maquiagem que havia feito, aquilo não estava dando certo! Queria esta apresentável para ir a reunião que marcaram com a Inna, talvez se ela fosse um homem toda a maquiagem funcionária, ou talvez não. Passei o removedor por todo meu rosto e em seguida passei um batom da cor nude, agora sim, apresentável. Ao sair do banheiro fui ao meu quarto e peguei meu sobretudo, ele me deixava elegante e ao mesmo tempo confortável comigo e meu corpo. Sentia cheiro de coisa nova no ar, será que ela iria comprar meu roteiro ? Não sei se o venderia..... *** Inna -Hoje o dia será produtivo!-Repeti pra mim mesma enquanto encarava meu reflexo no espelho.-Sem estresse ou preocupação, as coisas estão caminhando no caminho certo. -Falando sozinha?-Ian assustou Inna ao entrar no seu quarto sem fazer barulho. -Pessoas inteligentes falam sozinhas.-lhe respondi sem dar muita importância. -Gente louca que faz isso.-Ele rebateu fazendo com que eu revirasse os meus olhos. -Posso saber o que você quer?-Preferi não dar muita corda já que iria acabar me estressando. -Posso chamar alguns colegas para uma social aqui? Estranhei na mesma hora, nem sabia que meu filho tinha amigos. -Nem sabia que você tinha amig....-Ele me interrompeu antes que eu continuasse. -Uma que eu não tenho amigos, outra que eu disse que são colegas. Posso ? Fiquei pensando o quão interessante seria para que meu filho se distraísse e deixasse de ser tão amargurado e chato comigo. -Por mim tudo bem!, Vai precisar de dinheiro para comprar algumas bebidas ou alguns aperitivos ? -No máximo para pizza e bebidas. -Tudo bem!, quando eu terminar minha reunião de hoje você terá a casa livre, talvez eu vá para um hotel curti um bom vinho e uma banheira de hidromassagem com Jenna. Percebi o quão estranho aquilo suou, porém Ian não me questionou pois sabia da minha situação de inválida. -Outro dia te vi andando pela casa, me assustei por um momento, um susto bom! Logo depois me dei conta que deveria esta mau por conta dos medicamentos que havia tomado por conta do meu "atropelamento".-Ian me parecia muito intrigado. -Quem teria que levar susto por supostamente me ver andando pela casa é a Jenna, ela iria perde o emprego!-Completei não dando nenhum pouco de importância. Chamei Jenna para que ela me lavasse ate meu escritório onde eu havia marcado uma reunião com duas alunas do Ryan. Ryan não sabia de nada pois estava preocupado demais com sua filha, ate eu estaria. Ele me indicou para a faculdade onde ele dá aula para que eu o substituísse, recusei pois diversos motivos, não me sentia bem em publico, tanto que convidei essas meninas vim ate mim. Não demorou para que elas chegassem, começamos a falar de inúmeros assuntos, até que por fim expliquei o motivo de ter me interessado em chama-las. -Sem ter feito uma faculdade eu dirigi paranoia, foi algo incrível e completamente surreal. -Fiquei sabendo do m*l entendido que houve no ultimo filme.-Lola mencionou tomando um gole de seu café.-Inúmeros fãs fiel demais a obra se revoltaram, a bilheteria foi tão franca quanto a do segundo.-A mesma prosseguia como se fosse a crítica em pessoa.-Tenho uma teoria inclusive com o sumiço da filha do meu professor. -Diga!-A encarei tão fixamente que a mesma se sentiu um tanto intimidada. -Me arrisco a dizer que quem a sequestrou foi próprio fãs não satisfeito com o final do filme. -Desculpa, mas tenho que discordar.-Sofia ajeitou sua bolsa que estava sobre seu colo.-Quem liga para Christina? O sequestrador de verdade iria sequestrar a Inna, oras. -Bom, o foco não é esse terceiro filme que foi um fracasso, e muito menos a Christina. Vocês são criativas demais e eu quero fazer um curta-metragem com esse enredo da historia de vocês. Postar nas minhas redes sociais e na conta do YouTube do Ryan, qual tiver mais visualizações e curtida ira ganhar um filme dirigido por mim. -Serio que perdi meu tempo pra isso?-Lola parecia indignada. -Caso achar melhor eu posso comprar os dois enredos e fazer uma única história!-Peguei dois cheques em branco na minha gaveta.-Diga o preço de vocês!-Aquele foi o momento em que me senti uma cafetona. Sofia se levantou da onde estava sentada e puxou seu roteiro de minha mão, em seguida se dirigiu até a porta. Antes de abrir aquela porta olhou para minha direção. -Isso daqui não tem preço!, isso daqui é o enredo melhorado do filme inspirado no livro do meu pai, de alguma forma eu sei que ele ia preferir esse enredo do que o que foi para as telonas.-A garota soltou tentando esconder sua irritação. -Qual filme?-Perguntei me fazendo de sonsa, eu sabia muito bem quem ela era. -"Aonde está você Anny?" -Desculpa pela forma que falei!, volte aqui que voltaremos a conversar....Amanhã eu vou para um lugar que se encaixaria perfeitamente com a história de vocês duas! Até selecionei atores para o curta-metragem das duas, vocês não tem o que perde. Sofia ficou parada durante um tempo, parecia que aquele momento havia se congelado na sua mente e não ia se descongelar com facilidade. -A gente vai ganhar dinheiro com isso?-Lola perguntou mostrando mais inteteresse que antes. -Depende da repercussão!, mas vai ter um cache sim!-Inna respondeu um tanto entediada. Depois de mais um tempo de conversa, um advogado entrou no escritório de Inna, havia dois contratos em mãos. Sofia e Lola se entre olharam antes de assinar aquele papel. Logo em seguida Inna deu algumas instruções para os próximos dias. -No primeiro dia eu vou pagar uma primeira parte em dinheiro, quanto a isso podem ficar tranquilas!-Sorriu de canto.-Jenna, mostre a saída para elas por favor! -Pode deixar! *** -Estão com fome? Enquanto vocês estavam na reunião eu fiz um bolo de chocolate.-Jenna sorriu para as meninas enquanto as ganhavam ate a sala de estar. -Eu preciso ir para conversar com minha avó!-Sofia a respondeu. -Eu quero!-Lola passou sua língua discretamente pelos seus lábios. Jenna sorriu e em seguida insistiu para que Sofia aceitasse, a garota recusou mais uma vez o que fez Jenna separar uma fatia bem grande para a mesma. Em seguida a garota se despediu de Lola e Jenna a guiou para a saída da casa. -Foi um prazer te conhecer.-Jenna sorriu.-Você não é tão ingênua como parece.-Completou. -Como?-A garota estranhou aquele comentário. -Você é bonita e inteligente, ingênua nem tanto.-Aquela foi suas últimas palavras antes de acenar para a garota e fechar o portão. *** Lola comia e fuçava na geladeira de Inna como se estivesse em sua casa, a mesma aproveitava o momento já que estava sozinha ali. -Quem é você ?-A mesma pulou com o susto. Ian encarava a menina de cima a baixo, tentando descobrir se a conhecia de algum lugar. -Estava em uma reunião com a Inna, uma moça me ofereceu bolo então fiquei aqui para comer algo antes de ir para casa.-Lola lhe respondeu um tanto constrangida. -Uhh.-Ian colocou a mão sobre o queixo. Lola se sentou na cadeira e voltou a comer o bolo, a mesma tentava não fazer contato visual com Ian porem sentia que ele a encarava. Ian saiu da cozinha quando seus colegas chegaram, Lola terminou de comer o bolo na presença de Jenna, a garota estava se sentindo satisfeita. A mesma levou seu prato até a pia e agradeceu Jenna, quando a menina se despediu da Jenna o inesperado aconteceu, uma forte tempestade começou. -Droga!, eu preciso voltar para minha casa.-A menina resmungou.-Tenho que arrumar minhas coisas para amanhã. -Relaxa, durma aqui. Amanhã bem cedinho passamos na sua casa. Não foi tão difícil da Jenna convencer Lola, a menina era fácil. Jenna levou Lola para um quarto de hóspede e lhe ofereceu todo o conforto possível, a mesma ficou um tempo trancada no quarto, ela estava suando muito e com calafrios. Ela começou a ouvir um barulho vindo da parte de baixo da casa. Lola saiu do quarto e se dirigiu o andar de baixo, se deparou com Ian e toda sua turminha. Os olhares se voltaram para si quando os meninos a avistaram. -Quer se juntar a gente?-Um dos meninos perguntou. -Só se tiver bebidas alcoólicas.-A menina respondeu. Ian caminhou ate Lola para lhe entregar uma lata de cerveja porem viu nitidamente que ela não estava bem. -O que você tem?-Ian perguntou em um sussurro. -Nada! A mesma pegou a latinha de cerveja e foi logo dando um enorme gole. Todos ficaram bastante comportados até que Inna saísse de casa, ela não gostava daquela zona! A mesma antes de sair orientou o filho manter distância de garotas como Lola, que só se interessava por uma coisa, o rapaz fingiu dar uma grande importância para aquilo que sua mãe lhe dizia porém foi só ela dar as costas que as coisas "melhoraram", Lola andava apenas de sutiã e um jeans bem justo pela casa, enquanto os outros garotos se distraiam com jogos e bebidas. Ambos ali presente estavam bastante alterados, Lola havia praticamente arrastado Ian para seu quarto de hóspedes. Depois daquilo vários Flash, dela sem roupa enquanto o garoto lhe acariciava, afinal, ambos estavam bêbados aproveitando do corpo do outro. Na manhã seguinte Ian acordou com a luz do sol invadido o quarto onde ele dormiu a noite passada, olhou para o outro lada da cama e se assustou, havia marcas de sangue por ali, ele se levantou com tudo por conta do susto, sua respiração estava a mil! O garoto olhou para o chão e havia roupa íntima femininas mais preservativos já usado espelhado no chão. O mesmo colocou uma de suas mão sobre a cabeça esperando que todo ocorrido da noite passada se passasse em forma de flash em sua mente porem era em vão, ele não se lembrava de muita coisa. O garoto olhou para a parede do quarto e diversas marca de sangue, o mesmo olhou para o chão onde havia rastro e resolveu o seguir, o menino se arrependeu profundamente quando abriu a porta do quarto, a poucos metro de distância estava o corpo de Lola estirado no chão, sem roupa ou vida, o que a cobria era apenas seu próprio sangue. Katherine arregalou seus olhos quando viu um corpo completamente ensangüentado no chão daquele porão, ela tirou o óculos porque aquilo não parecia ser real, ao tirar o óculos subiu um cheiro de carniça e o que havia ali era um esqueleto, por fim, um grito vindo do fundo do seu corpo ecoou aquele porão, ela estava completamente aterrorizada.
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