CHRISTOPHER
Em um segundo eu estava beijando Dulce no sofá, sentindo o meu corpo inteiro responder às energias que vinham surgindo por ela há alguns dias. Era real, eu estava mesmo atraído, desesperadamente atraído por Dulce. Após o baque do escândalo recente, eu tirei da cabeça a ideia de tentar conquista-la e pensei até que esse desejo sem sentido havia tido um fim. Mas ela esteve aqui ao meu lado, acreditando em mim mesmo eu tendo sido um brutamontes perto dela por tanto tempo. Por que ela confiava tanto em mim? Eu nunca lhe dei motivos para isso, ao contrário.
Enquanto eu me mantinha empenhado na tarefa de atacá-la com meus lábios, Dulce devolvia o beijo com tanta necessidade quanto eu estava demonstrando, me apertando contra si com uma força impressionante, de modo que eu não conseguiria me afastar dela nem se eu quisesse.
Outro fator estranho era que eu não costumava beijar ninguém. A última mulher que beijei era Maite e prometi a mim mesmo nunca mais ter aquele tipo de contato com outra pessoa, porque beijar a minha ex namorada era uma das minhas coisas favoritas e eu me sentia sujo pensando em fazer isso com alguém que não fosse ela. Mas então Dulce apareceu e tudo o que eu acreditava ter sob controle caiu por terra. Saí totalmente dos meus eixos depois que essa mulher se aproximou.
O padrão de mulheres com quem eu saía eram modelos ou atrizes famosas, a maioria vinda de famílias poderosas. Todas eram esnobes, elegantes ao extremo, mantinham a etiqueta e se comportavam o tempo todo como damas perto de mim. Jamais me imaginei sendo atraído por alguém que era totalmente o contrário disso. E talvez o fato de Dulce ser uma novidade interessante, tão diferente de todas as outras pessoas e tão autêntica fizesse com que eu me sentisse na obrigação de desvendar tudo o que eu pudesse sobre ela, incluindo como ela me beijaria e me tocaria.
Com as mãos em seus cabelos, seus fios embolando-se entre meus dedos, a boca de Dulce se tornou um território do qual eu não queria sair. Parecia que quanto mais eu a beijava, mais o desejo me consumia. Eu estava duro como uma rocha dentro das minhas calças e naturalmente comecei a me esfregar entre suas pernas. Dulce gemeu de maneira profunda em minha boca, o que só me deixou ainda mais e******o e me deu brecha para avançar, já colocando minhas mãos sob sua blusa.
Ela estava quente e se arrepiou quando firmei minhas mãos em sua cintura e subi até os s***s. Que bom que ela estava sem sutiã, pois foi um enorme prazer poder aperta-los, sentindo-os se encaixar perfeitamente em minhas mãos. Esfreguei seus m*****s que se enrijeceram em seguida e depois ergui a blusa de Dulce o suficiente para deixar aquela parte desnuda.
Me afastei de sua boca e abaixei, abocanhando um de seus s***s enquanto massageava o outro. Chupei com força, fazendo a coloração rosada do mamilo se tornar vermelha.
— Ah... — ela sibilou em um gemido contido, jogando sua cabeça para trás e fechando os olhos em uma expressão de prazer.
Quando chupei ainda mais forte, Dulce apertou meus ombros e soltou um gemido mais alto e mais longo. Enquanto dava atenção aos seus s***s, deslizei uma das minhas mãos até seu short e enfiei minha mão por trás, apertando sua b***a por baixo da calcinha. Ela tinha formas perfeitas, era linda de todos os jeitos e eu estava louco para me enfiar dentro dela de uma vez por todas.
Atrapalhando totalmente a finalização daquele ato, a campainha começou a tocar repetidas vezes, como se a pessoa do lado de fora estivesse desesperada.
— c****e! — xinguei, me erguendo sem sair totalmente de cima de Dulce. — Juro que se for algum maldito jornalista eu vou sair na porrada com ele!
Fiquei de pé e caminhei até o interfone para olhar pela câmera de segurança. Não era nenhum jornalista, era o Alfonso. Ele tocou a campainha mais algumas vezes até eu abrir o portão eletrônico para que ele entrasse.
Voltei para onde Dulce estava. Ela acabara de ajeitar sua blusa e passava as mãos por seus cabelos. Seus lábios estavam vermelhos e levemente inchados e ela ainda se mantinha ofegante. Só de vê-la assim eu já sentia meu p*u latejar e minha vontade era de mandar o Alfonso embora e finalizar aquilo, mas o que ele tinha a dizer poderia ser importante, eu não poderia deixar para depois.
— É o Alfonso. — expliquei.
— Então deve ser importante. — ela mordeu os lábios e vi que começou a esfregar um pé no outro como se estivesse nervosa.
— Sim. — sorri de canto.
Era fofo o modo como ela ficou tímida. Logo ela, que não media suas palavras.
Ouvimos batidas na porta da frente e então Dulce ficou ligeiramente de pé.
— É melhor eu subir. — começou a se afastar até a escada andando de costas.
Eu achei que ela diria mais alguma coisa, mas ante que pudesse, ela tropeçou em um dos brinquedos de Thor e caiu de costas sentada no chão. Eu mordi os meus lábios para não rir, colocando uma das mãos sobre a boca. Ela tornou a se levantar depressa com o osso de borracha na mão.
— Lembre-me de recolher essas armadilhas amanhã! — ela disse antes de dar as costas e subir as escadas quase correndo.
Soltei uma risada e fui atender a porta. Quando abri, meu sorriso morreu e eu fui lembrado da realidade do caos em que minha vida estava. Alfonso passou por mim aflito, começou a andar de um lado para o outro na sala e parecia mais nervoso do que eu.
— Eu tenho alguns planos cruciais que vão ajudar a manter a sua imagem limpa. O público pode não escolher um lado, mas é melhor que fiquem na dúvida do que pregarem uma placa de criminoso em você.
— Tudo bem, no que você pensou?
— Parece um pouco errado, mas seria bom pagar alguns jornalistas para limparem a sua imagem. Sem nada muito sensacionalista, eles irão questionar a palavra da Sadie e apresentar os fatos verídicos que nós vamos dar a eles.
— Comprar a imprensa? — franzi a testa. — E se alguém descobrir? Vou parecer culpado.
— Tudo será feito por debaixo dos panos. É o único jeito de conseguirmos alguns aliados, porque tudo o que esses fofoqueiros querem é dinheiro a mais. E no momento, Christopher, o que está dando dinheiro é falar m*l de você.
— Eu gostaria de provar a minha inocência de uma maneira limpa. — suspirei e sentei no sofá. — Isso parece muito errado.
— Tudo nessa história está errado. Vamos resolver de maneira limpa com a justiça, mas com a mídia infelizmente as coisas precisam ser adaptadas.
— Ela não me denunciou formalmente.
— E isso é um ponto a seu favor. — sentou ao meu lado. — Os jornalistas pagos por nós vão espalhar que se ela quisesse mesmo justiça iria até a polícia e não uma coluna de fofocas. O que garante que toda a história é inventada para se autopromover. Fiz algumas investigações, a carreira da Sadie não andava bem, ela nem era lembrada e agora seu nome não sai dos trending topics. Está claro o que está acontecendo, só precisamos de alguém para espalhar isso. Pagamos alguns e logo outros irão espalhar por conta própria.
— Tudo bem. Mas tenha cuidado.
— Não se preocupe. E tem mais uma coisa. Pensei em mandar esses jornalistas falarem com suas funcionárias, principalmente suas antigas assistentes e claro, a atual.
— Não. Não vou envolver a Dulce nisso. — falei de maneira decisiva.
— Sabemos que ela está do seu lado, ela confia cegamente em você e pode afirmar com convicção que você é inocente. O depoimento dela seria crucial.
— Não. A Dulce fica fora disso e isso não é negociável. — fui o mais claro possível, para que ele soubesse que eu não mudaria de ideia.
— Ok, vamos deixar como você quiser, mas pense sobre isso. O testemunho da mulher que organiza a sua vida e sabe tudo sobre você seria muito importante.
— Entendo o que quer dizer, mas eu prefiro tentar de outro jeito.
Continuamos a conversar por horas até que o sol começasse a nascer. Me despedi de Alfonso e subi as escadas com muita preguiça, sentindo minha cabeça pesar e começar a doer. Quando passei pelo quarto onde Dulce estava hospedada, notei a porta entreaberta e segui a minha vontade de ir até lá. Dei uma espiada e a vi dormindo de bruços, abraçada com um dos travesseiros e o lençol enrolado entre suas pernas. Parecia que ela estava em um sono profundo e eu achei melhor deixar ela descansar. Independente do que iria acontecer entre nós, poderíamos resolver mais tarde.
DULCE
Acordei em meu horário habitual e fui até o banheiro para fazer minhas higienes matinais. Depois de me renovar com um banho quente, vesti uma das roupas que eram especialmente para o trabalho na empresa. Apesar de ter voltado a ser a assistente de Christopher, eu ainda era secretária do presidente da Uckermann e tinha que cumprir com minhas funções, mesmo que boa parte de mim não gostasse da ideia de deixar Christopher sozinho o dia todo.
Peguei as minhas coisas e saí do quarto. Fui até o quarto dele e girei a maçaneta devagar, abrindo sem fazer barulho. Perdi o fôlego ao ver ele apenas de cueca, dormindo pesadamente, os cabelos bagunçados e a expressão de serenidade. Parei alguns segundos observando e por um breve momento esqueci que deveria sair para trabalhar.
Antes de deixar a casa, eu me certifiquei de deixar os potes de Thor cheios e deixei um post-it na geladeira pedindo que Christopher recolhesse os brinquedos de seu cão e lembrasse de levá-lo para passear.
Thor me acompanhou até a porta e ficou olhando enquanto eu destrancava.
— O que? Eu não vou demorar. — sorri.
O cachorro se ergueu nas patas traseiras e se agarrou à minha cintura.
— Eu vou te trazer alguns biscoitos, prometo. — acariciei sua cabeça. — Cuide do Christopher.
Chegando à empresa, eu comecei os meus afazeres. Victor estava cada vez mais atarefado e como resultado, eu também me ocupei bastante. Por volta das dez da manhã, eu recebi uma mensagem.
Christopher:
Você foi trabalhar???
Sim.
Christopher:
Por que?
Que tipo de pergunta é essa, doutor Uckermann? Foi o doutor quem me contratou como secretária da presidência.
Christopher:
Sem piadas agora, Dulce. Volte para a minha casa.
Não posso simplesmente deixar o seu pai sozinho.
Christopher:
Sim, você pode. E pare de usar esse emoji irritante.
Precisa de alguma coisa? Eu posso conseguir sem sair daqui. Sério, a tecnologia do século XXI facilita muito a vida.
Christopher:
Cacete...
Ele não mandou mais nenhuma mensagem e eu deduzi que desistiria de tentar insistir que eu saísse do trabalho.
Alguns minutos depois, a porta do elevador se abriu e Anahi saiu de lá, deu a volta e sentou sobre a mesa bem ao meu lado.
— Então você está morando com o nosso chefe. — sorriu de maneira sugestiva.
— Temporariamente.
— E como estão as coisas? O que tem acontecido? Vamos, fofoque.
— Tem sido muito difícil pra ele, mas como assistente eu estou tentando facilitar a sua vida. Alfonso está tomando boas medidas pra resolver tudo.
— Ah, o Alfonso. — rolou os olhos. — Com certeza ele é ótimo em manipular situações.
— Quanto rancor. — ri.
— Enfim, mudando de assunto... E com você? O Christopher tem sido legal?
— Muito legal. — cocei a nuca.
— O que não está me contando, Dulce? Você disse que iria contar tudo! — deu um tapinha em meu ombro.
— Ok, ok. — ri outra vez. — Nós nos beijamos.
O queixo de Anahi caiu no mesmo instante e seus olhos se arregalaram. Ela ficou parada e quieta por um período de tempo longo, mas então começou a sorrir com um misto de animação e perversidade.
— Como? Quando? — animou-se.
— Foi nessa madrugada. Ele estava m*l por causa de todo o problema e eu tentei tranquiliza-lo. Um segundo depois ele estava me beijando e nós estávamos dando um grande amasso no sofá. Se o Alfonso não tivesse chegado, acho que... Bem... — dei de ombros.
— Alfonso, seu filho da p**a estraga prazeres! — bateu na superfície da mesa. — Mas você acha que o Christopher ainda pode querer... — ergueu os ombros, imitando o meu gesto.
— Não sei. A gente nem tocou no assunto. — suspirei. — E quando eu paro pra pensar, fico muito nervosa.
— Por que? — franziu a testa. — Você não é virgem, é?
— Não, não sou. Mas tem muito tempo que eu transei com alguém e todas as minhas experiências foram horríveis. Talvez eu seja tão desengonçada na cama quanto sou em qualquer outra coisa. — era desanimador, mas era a verdade.
— Você quer falar sobre isso? Eu estou disposta a sanar qualquer dúvida que você tenha e te dar algumas dicas.
— Que constrangedor. — dei risada.
— Bobagem, nós somos amigas! — sorriu.
O interfone tocou e eu fiz sinal para que Anahi fizesse silêncio.
— Sim, Victor? — coloquei no viva-voz.
— Dulce, Christopher precisa que você vá para casa. Parece que os paparazzis voltaram e ele não vai conseguir passear com o cachorro.
— Por que ele não chama a polícia? — perguntei.
— Eu não sei, ele só quer que você passeie com o cachorro.
— Mas eu estou trabalhando.
— E eu estou te dispensando. Sei que parece bobagem, mas o Christopher está em um momento sensível e é melhor que nós não o questionemos.
Olhei de relance para Anahi, que tinha um sorrisinho diabólico de canto.
— Ok. Se precisar de alguma coisa...
— Não se preocupe, eu chamarei alguém do RH pra te substituir por hoje. Tenha um bom dia.
— Você também. — desliguei. — Dá pra acreditar?
— Sim. — assentiu. — Agarra essa oportunidade. — piscou e depois desceu da mesa. — Sério, se quiser conversar sobre sexo, você tem o meu número.
— Esse não é o tipo de coisa que eu achei que ouviria de você. — não pude deixar de rir.
— Ah, mas a gente vai falar muito sobre isso, principalmente quando você me contar detalhes das suas noites de sexo com o poderoso chefão.
— Noites de sexo? No plural? — ergui a sobrancelha.
— No plural.