Viktor Muitos inimigos já me ameaçaram. Homens grandes, armados, desesperados, gente que sabia exatamente quem eu era e mesmo assim tentava a sorte. Agora, uma mulher que tem, no máximo, um metro e sessenta e oito, me ameaçando… essa era a primeira vez que acontecia. E não era só a ameaça. Era o jeito. A forma como ela dizia que ia arrumar outro pai para o meu filho, como se isso fosse uma possibilidade real, como se eu fosse permitir uma coisa dessas. O pior não era nem isso. O pior era perceber que ela não estava blefando. Anastácia não tinha medo de mim. Não do jeito que deveria. Não do jeito que qualquer pessoa minimamente sensata teria. Quando saímos do quarto, a mãe dela estava sentada na sala, com as mãos apoiadas no colo, postura ereta, olhar atento. Ela me analisou de cima a bai

