Tatiana Comecei a me arrumar. Não é todo dia que a gente é convidada para ir a um evento da máfia russa acompanhada do don. Isso não é jantarzinho qualquer, não. É jogo de poder, é gente importante, é gente perigosa, é música russa alta, champanhe caro e mulher querendo se enfiar onde não foi chamada. Peguei um vestido preto longo, elegante, colado na medida certa. Nada vulgar. Aquilo ali não era lugar para parecer barata de festa, era lugar para parecer mulher de posição. Ana não precisava mostrar pele. Precisava mostrar status. Enquanto eu me arrumava, pensava nela. Coitada. Jogada no meio de um mundo que não escolheu, grávida do homem mais temido da Rússia, tentando manter a própria identidade sem virar prisioneira emocional de um mafioso possessivo. Eu admirei isso. De verdade. Cha

