Capítulo 26 - Viktor

727 Words

Viktor Quando o carcereiro abriu a porta da minha cela, eu já sabia que estava livre. Não porque alguém tivesse dito alguma coisa, mas porque aquele tipo de silêncio não acontece à toa. Ele ficou parado por alguns segundos, segurando as chaves com força demais, como se estivesse tentando ganhar tempo. O olhar dele não era de ódio, nem de desafio. Era medo contido. O tipo de medo que homens comuns sentem quando percebem que certas decisões não pertencem a eles. Por um instante, pensei em provocar. Não com violência — isso seria vulgar demais —, mas com palavras. No fim, não valia a pena. Eu não precisava marcar nada ali dentro. Aquela prisão nunca foi meu território, apenas um atraso. — Vamos — ele disse, evitando me encarar. — Quer tomar um banho antes de sair? Levantei devagar, ajust

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