Eu estava deitado na cama, os lençóis ásperos arranhando minha pele enquanto eu processava a decisão que acabara de tomar. Vincenzo, ao meu lado, parecia tão chocado quanto eu, seus olhos escuros estudando-me com uma mistura de incredulidade e preocupação. "Dante, você enlouqueceu?", ele perguntou, sua voz carregada de descrença. Eu o encarei, minha determinação inabalável apesar da hesitação que sentia no fundo da minha mente. "Não, Vincenzo, não estou maluco", respondi, minha voz firme. "Neste momento, com Catarina desaparecida, só Antonio Contini pode nos ajudar." "Você não pode estar falando sério, Dante", ele disse, sua voz tingida de descrença. "Ir atrás de Antonio Contini é loucura." Eu o encarei, minha determinação inabalável apesar das dúvidas que me assombravam. "Não tenho

