Capítulo 4

2585 Words
Valentino Beatrice tropeça e eu a seguro, agarrando seu braço com força. Continuo possessivo, mas me pego esperando que ela consiga algum tipo de segurança comigo. Não quero que ela se assuste. Preciso dela alerta e tão perspicaz com a minha família quanto foi comigo na rua. Ela me dá um sorrisinho e, embora seu rosto permaneça calmo, seus lindos olhos revelam seu nervosismo. Não a culpo. Tenho feito esse plano à medida que avançamos e tudo depende de como essa apresentação vai se desenrolar. Embora eu pretenda me atentar a... essa decisão, se Beatrice desmoronar então eu serei responsável por arruinar a vida de uma mulher inocente. Não quero esse tipo de sangue em minhas mãos. Passamos pela soleira e um criado corre para pegar meu casaco. Ele olha para Beatrice com os olhos arregalados e, quando está prestes a sair, eu o interrompo com um único olhar. Leve-a ao banheiro. Pegue uma escova para o cabelo e deixe-a retocar a maquiagem. Depois, leve-a para o escritório. Três minutos, nem um segundo a mais. — Sim, senhor.— O criado assente rapidamente e então inclina a cabeça para Beatrice. — Por aqui, senhora. Ela me lança um olhar incerto e então escapa do meu alcance enquanto segue o criado em direção ao banheiro mais próximo. Preciso que ela esteja perfeita. Na ausência dela, tenho tempo para verificar meu celular, que está lotado de chamadas perdidas e mensagens ignoradas desde que a encontrei. Não é hora de sumir do mapa e, enquanto leio, percebo que a maioria pensa que fui assassinado ou ferido em algum lugar da cidade. Estamos à beira da guerra, então tais suposições não são tão absurdas. É aqui que meu foco deveria estar. Proteger minha família e meu povo. Em vez disso, meu pai está constantemente me empurrando para o casamento e para um maldito bebê. É melhor que isso funcione. Três minutos depois, Beatrice me encontra do lado de fora do escritório, com uma aparência muito mais saudável. Seus cachos rebeldes estão domados e sua maquiagem foi ajustada. Pego o braço dela e a levo para dentro do escritório. Uma grande mesa se estende no meio da sala. A lareira crepitante à esquerda está cercada por cadeiras cheias de homens. Os que não estão sentados ficam de pé com bebidas na mão, e qualquer discussão que ouviamos se cala imediatamente. — Valentino! — Os rostos e vozes preocupados dos meus tenentes enchem o ar. — Onde diabos você estava, cara? — Achávamos que você tinha morrido! — Você esqueceu que Valentino tinha essa maldita reunião? — Você teve sorte de não termos começado uma guerra em seu nome! A mão de Beatrice aperta repentinamente meu antebraço com força, tentando me ancorar enquanto um turbilhão de vozes, exigências e perguntas nos envolve como uma tempestade. Mas, um a um, os sons cessam. As exigências se dissolvem no ar pesado da sala à medida que cada homem ali observa a bela mulher ao meu lado. Um silêncio denso e desconfortável toma conta do ambiente — do tipo que congela o ar e pesa sobre os ombros. — Quem é essa? — pergunta um dos homens, apenas para ser silenciado por uma cotovelada certeira do colega ao lado. — Esta é Beatrice, — declaro, minha voz firme, mas com um aperto súbito no peito. — Ela é minha esposa. Sei que tínhamos uma reunião hoje, mas estive ocupado... me casando. É como se o inverno tivesse invadido a sala. O calor desaparece, o tempo congela. Ninguém ousa respirar alto, muito menos falar. Todos aguardam a única reação que importa. Meu pai. Sentado perto da lareira, ele fuma um charuto com a habitual lentidão. Mas, ao ouvir minhas palavras, a fumaça parece parar no ar. Ele se levanta devagar, o charuto pendendo entre os dedos. Seu rosto emerge da penumbra, as feições marcadas pelo tempo e pela autoridade. Por um instante, seu semblante é neutro. Por um instante, penso que talvez... talvez ele aceite. Então ele explode. — Meu filho! — berra, como um touro ferido. — Está tentando me mandar para a cova mais cedo?! Que p***a você estava pensando? Perdeu toda a razão que eu passei anos tentando enfiar nessa sua cabeça dura?! Seus olhos arregalam-se de fúria, os lábios tremem, e sua pele empalidece até ganhar um tom vermelho. — Você?! Casado?! Com uma completa desconhecida?! Instintivamente, dou meio passo para o lado, puxando Beatrice levemente para trás quando sinto suas unhas cravarem no meu pulso — um gesto tão desesperado quanto determinado. — Pai... — começo, mas ele não escuta. — Você tem noção da merda em que nos meteu, seu egoísta de merda?! — ele rosna, cuspindo as palavras. — Tem ideia de quantas famílias vão se sentir insultadas ao saber que Valentino Esposito passou por cima de todas as alianças e se casou com uma zé-ninguém?! Ele se vira bruscamente e joga o charuto ainda aceso na lareira, onde ele crepita violentamente. — Vamos entrar em guerra com famílias de toda essa costa porque você não consegue controlar o que tem entre as pernas! Suspiro, exausto. O caos já começou — vários tenentes pegam seus celulares, gesticulando e murmurando ordens, iniciando os protocolos de contenção. Meu pai está certo. Dez, talvez mais, famílias verão isso como um insulto direto. — Sua mãe ficaria tão envergonhada... — ele resmunga com desdém, e a frase arrepia minha espinha. — Bem, ela está morta, — retruco com frieza. — E se estivesse viva, essa situação nem seria necessária, seria? — Escute aqui, moleque... Mas Beatrice me surpreende. — Você fala como se ele tivesse me tirado da sarjeta, — diz ela, com a voz firme e clara. A atenção da sala inteira se volta para ela. — Tenho certeza de que ele tem mais juízo do que isso. Interromper meu pai é uma jogada ousada. Mas ela não recua. Mantém-se altiva, caminhando à minha frente, nossas mãos ainda entrelaçadas, a confiança irradiando de cada movimento. — A maioria dos pais ficaria orgulhoso se seu filho se casasse por amor. Eu não esperava que ela começasse a encenar nosso acordo tão cedo. Mas, quando começou, ela mergulhou de cabeça. — Do meu ponto de vista, — continua ela, sorrindo suavemente e afastando uma mecha de cabelo do ombro — parece que Valentino seguiu seu coração com rapidez o suficiente para não comprometer nenhuma aliança, permitindo que ele concentre sua energia onde realmente importa. Meu pai a encara como se ela fosse uma ameaça armada. — Você não entende, — diz ele, os maxilares tensionados. — Levar essa família à beira da destruição por causa de uma decisão impulsiva é mais que irresponsável — é suicídio. — Então me diga, — rebate Beatrice, a voz doce como veneno — os Esposito não são tão fortes quanto dizem ser? Ela inclina a cabeça, fingindo surpresa, e leva os dedos aos lábios num gesto provocador. Depois se vira para mim e faz beicinho. — Querido, você exagerou? Ela é tão habilidosa, tão rápida, que quase rio alto com a performance. Mas me contenho. — Ela sabe pouco, — digo ao meu pai, com um meio sorriso. — E, ainda assim, tem mais fé em mim do que você. — Você não se lembra de como eram as coisas quando sua irmã morreu? — meu pai cospe as palavras com desprezo, passando a mão pelos cabelos grossos e grisalhos. — A repercussão foi devastadora quando não conseguimos garantir a união com a família Greco. E agora? Como você acha que isso vai terminar, hein? Outro fracasso? Outro funeral? Meu corpo se enrijece no mesmo instante. A menção da minha irmã é como um soco no estômago — e a raiva me toma por completo. — Aquela era uma situação completamente diferente, — retruco com os dentes cerrados. — E uma época diferente. Agora, eu estou no comando. E se alguma miserável Família ou os Greco tiver algum problema com isso, terei o maior prazer em esmagá-la até a morte, como você deveria ter feito anos atrás! Máximo me encara por longos segundos. Depois se vira lentamente para os tenentes reunidos no canto da sala. — O que vocês ainda estão fazendo aqui? — sua voz é fria e cortante. — Vão. Tomem as decisões. E se algum de vocês não conseguir apaziguar a situação com as famílias, quem vai pagar com a cabeça... são vocês. A p***a do controle de danos! Saiam. Agora! Eles se movem de imediato, como ratos fugindo de um incêndio. Cada homem sai com passos rápidos e expressão tensa, determinado a conter a reação das famílias a essa bomba. E então... ficamos apenas nós três. Eu, Beatrice e Máximo . — Beatrice, — digo, apertando a mão dela com firmeza — este é meu pai, Máximo . — É um prazer, — ela responde, com um sorriso tão doce quanto enervante. — Que temperamento você tem aí. — Não fale de coisas que você não sabe nada, — retruca meu pai, já cansado, mas ainda venenoso. — Ah, você acha? — Beatrice permanece impassível. — Sua atenção está dividida, não é? Todos esses negócios da família... tão importantes. E ainda precisa garantir uma esposa adequada pro seu filho, pra que o tão desejado herdeiro finalmente venha ao mundo. Ele hesita ao ouvir aquilo. Fica visivelmente desconfortável. — Você contou a ela? — pergunta, voltando os olhos para mim. — Você acha mesmo que eu me casaria com alguém que não quer um filho? — bufo, com desdém. — Não sou tão desinformada quanto você pensa. — Eu entendo, — Beatrice sorri, ainda no controle. — É como um vestido lindo que todo mundo quer, e, se você o combina com a pessoa certa, é uma combinação perfeita. Mas aí alguém aparece com um vestido completamente diferente, inesperado... e, de repente, é uma traição. O segredo é confiar no seu gosto, não no dos outros. Ela ri baixo, e eu quase sorrio também. Para minha surpresa, o bigode de Máximo se contrai. — Que analogia. — Bem, — diz ela com um encolher de ombros gracioso — não posso fingir que entendo tudo que está em jogo, mas sua reação... foi muito reveladora. — Bem, — suspira ele, apoiando-se de volta na poltrona — suponho que o tabuleiro já esteja montado. Agora só resta jogar. Fico perto da porta, observando os dois trocarem palavras como se estivessem em uma partida silenciosa de xadrez. E, de alguma forma, Beatrice mantém o controle com uma leveza que me surpreende. Ela se descreve como uma empreendedora entre empregos, diz que a conquistei há meses, e que estávamos mantendo um relacionamento discreto desde então. Máximo não parece inteiramente convencido, mas seu semblante suaviza. O fato de ela tornar tudo mais calculado e menos impulsivo parece ajudá-lo a engolir a decisão — por enquanto. Beatrice fala com uma fluidez sutil, com uma confiança que não é comum. Há algo ali... algo além da golpista esperta que ela aparentava ser no começo. Ela tem presença. Instinto. E não teme homens como Máximo Esposito . Isso pode ser perigoso... ou exatamente o que eu preciso. Depois de mais dez minutos de conversa estratégica e sorrisos bem medidos, entrelaço meus dedos aos dela. — Vamos subir. O dia foi longo. Ela assente, ainda com aquele brilho nos olhos, e me acompanha escadaria acima, até o terceiro andar. Enquanto caminhamos, em silêncio, percebo que há algo na forma como ela pisa — segura, provocante, completamente consciente do efeito que causa. Essa mulher pode muito bem incendiar o mundo... E talvez eu acabe ajudando a espalhar o fogo.Quando chegamos ao meu quarto, abro a porta e entreabro os lábios, pronto para dizer a ela que pode dormir aqui até eu preparar um quarto para ela, mas Beatrice tem pensamentos diferentes. Ela se joga para a frente e se joga em meus braços, unindo nossas bocas em um beijo ardente que me pega completamente de surpresa. Seus dentes cravam em meu lábio inferior, provocando o calor da dor enquanto suas mãos agarram meu pescoço e deslizam em meus cabelos escuros. — Chega de papo — Beatrice suspira. — Me fode logo! Não preciso que me peçam duas vezes. Chuto a porta para fechá-la e enlaço um braço em volta da cintura dela. Só chegamos até a cômoda de madeira antes que ela suba o vestido até a cintura e morda meu lábio com mais força. Enfio a língua em sua boca, agarro um punhado de seus cabelos e a empurro contra a cômoda. Ela geme profundamente e passa as unhas no meu pescoço, criando rastros de calor na minha pele. Meu p*u incha imediatamente e o desejo me invade o estômago. Beatrice puxa meu cabelo e usa esse aperto para unir nossas bocas mais uma vez. Não consigo resistir. Sinto-me impotente, no melhor sentido. Girando-a em volta da cômoda, empurro-a com força contra ela enquanto puxo seu vestido para cima com a outra mão. Ela já está na minha frente, com a calcinha pelos tornozelos. Meu p*u está prestes a sair da minha calça. Levantando uma mão, dou um tapa na b***a perfeitamente redonda dela, e ela geme alto; então ela levanta a cabeça e olha para mim enquanto eu luto com meu cinto e zíper. — Espera aí — camisinha — ela suspira. — Sem camisinha, sem b****a. Bufando divertido, atendo ao pedido dela só desta vez e encontro uma camisinha na gaveta da mesa de cabeceira. Ela se vira para mim quando me aproximo, com o p*u duro na mão. Com dedos hábeis, ela rasga o papel-alumínio e desliza a camisinha com um movimento que faz meu p*u pular e minhas bolas doerem. — p**a merda — resmungo, empurrando Beatrice de volta contra a cômoda. Ela cai com um baque. As gavetas fazem barulho, e todos os itens em cima — colônia e algumas decorações de porcelana — dão um pulo em resposta. — Calma — rosno, me enrolando nela. Deslizando um braço em volta da sua cintura, puxo-a para perto e Beatrice geme. Ela se levanta e inclina a cabeça para trás, apoiando-a no meu ombro, dando-me espaço para beijá-la novamente enquanto enfio meu p*u fundo em sua b****a encharcada. Três estocadas e estou completamente envolto nela. Ela geme abertamente a cada estocada, depois geme quando estamos firmemente pressionados um contra o outro. Eu a beijo profundamente, e nossas línguas dançam juntas, tecendo uma música silenciosa entre nossos suspiros e gemidos ofegantes. Eu a fodo com força e rapidez, despejando toda a minha frustração inicial em cada estocada. Faz maravilhas, especialmente quando cada estocada arranca um gemido de prazer de Beatrice. Sua pele quente queima contra a minha, e o suor escorre pelas minhas costas enquanto meus músculos se tensionam. Cada movimento dos meus quadris a empurra contra a cômoda. Garrafas caem no chão com um estrondo, derrubadas com força, enquanto as mãos de Beatrice se arrastam sobre a cômoda, procurando algo para se segurar. No final, ela agarra meu braço e suas unhas me cortam enquanto eu a fodo cada vez mais forte. Gozamos juntos, e Beatrice grita de prazer, um som sensual interrompido pela força com que seu corpo treme e se agita em meus braços. Eu a penetro fundo e a mantenho contra mim enquanto o prazer me invade em uma onda. Puta merda. Hoje foi o dia mais inesperado, mas gostei dessa mudança. Se Beatrice for tão dedicada ao papel, a próxima parte do plano será moleza.
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