Quatro

876 Words
Eu não era muito de sair de casa. Normalmente, eu ia até a cafeteria aqui perto algumas vezes durante a semana e outras vezes eu só ia dar uma volta para respirar um pouco de ar fresco e ver se alguma ideia nova surgia. Embora falta de criatividade não fosse um problema para mim. Eu já tinha tudo pronto na minha mente, inclusive os próximos trinta capítulos do manhwa no qual estava trabalhando no momento. Enfim, onde eu realmente quero chegar — mais uma vez — é no meu vizinho. Não qualquer um, claro. O Yoongi. Eu estava cruzando bastante com ele pelo prédio e era bem esquisito encará-lo e tê-lo sorrindo pra mim a cada cumprimento que fazíamos, depois do que aconteceu. Parecia que ele não se importava mesmo de ter se masturbado na minha frente. Digo, em seus shows, ele parece sempre usar aquela máscara e seus telespectadores estão longe, mas eu sou seu vizinho, conheço o seu rosto e também estava bem diante dele. Sem mencionar que ele está completamente ciente do quão e******o havia me deixado e que eu saí correndo de lá para me masturbar pensando nele. Já era um alívio ele não saber que eu continuava com isso, mas como alguém podia não ter vergonha alguma numa situação como essa? Sempre que eu o via, me lembrava a linda imagem daquele homem se dando prazer com tanto empenho e nenhuma timidez. No entanto, eu fazia o meu melhor para tentar disfarçar isso e manter os nossos segundos de conversa sendo os mais normais possível. Mesmo sendo sempre por pouco tempo — normalmente uma caminhada até a portaria ou o tempo do elevador chegar ao seu andar — percebi que Yoongi era um cara agradável, diferente da imagem que eu fazia de pessoas que moram em um lugar como esse. Eu tenho que confessar, sempre que eu estava no elevador, ficava ansioso ao pensar que ele poderia entrar a qualquer momento e inundar o lugar com o cheiro frutado dos seus cabelos... — Segura para mim, por favor! — alguém gritou, ofegante por estar correndo para pegar o elevador no qual eu já estava dentro. Sem muito alvoroço, eu segurei a porta para ajudar a pessoa a alcançar o seu objetivo, porém, eu tremi ao ver que era ele de novo e mais uma vez um dos meus desejos envolvendo esse homem se realizava. Agora eu tinha que me concentrar para não ficar de p*u duro já que eu não parava de pensar tantas coisas pervertidas com ele. Yoongi havia aumentado bastante a frequência com que eu me masturbava depois do seu showzinho e era mesmo difícil encará-lo e não pensar como devia ser gostoso f***r a sua b***a redondinha ou aquela boquinha linda que ele estava sempre deixando úmida com a sua língua… A língua que habilidosamente lambeu aquele maldito dildo… — Obrigado, Jeon. — me encarou sorrindo, dando o primeiro passo para inundar aquele pequeno espaço com seu cheiro excitante. — De nada. — respondi sem graça. Meu rosto corou e eu despertei do meu novo devaneio estrelado pelo próprio Min Yoongi. Soltei a porta e ele apertou o número do seu andar. Como eu já sabia, era um abaixo do meu. O elevador começou a se mover e o meu coração estava agitado. Eu estava tão nervoso que eu tive medo de que ele pudesse ouvir e perceber mais uma vez como ele me excitava. — Ei, nós estamos nos cruzando bastante ultimamente, não acha? — quebrou o silêncio. — Hm, verdade. Será que isso quer dizer alguma coisa? — me arrisquei. Yoongi podia até me deixar nervoso — pelo grande efeito que causava em mim — mas eu nunca fui um cara tímido. O encarei seguro, pensando que se eu queria chegar na sua cama um dia, teria que deixar as minhas intenções bem claras. Ele já havia mostrado que não era o tipo de cara que se importava com isso. Qual é? Ele me convidou para assisti-lo se masturbar no nosso primeiro encontro, se eu fosse um pouco mais ousado não seria nada comparado a isso. Meu vizinho mordeu o seu lábio e sorriu torto. — E você acha que seria o que exatamente? — Não sei bem, que tal ir tomar um café comigo qualquer dia desses para a gente descobrir juntos? — continuei. Ele passou as mãos nos seus cabelos negros e parou de me encarar, mantendo o seu sorriso ladino. Eu fiquei imóvel com a sua reação. Yoongi simplesmente não falou p***a nenhuma para me responder. Ele não apenas rejeitou o meu pedido, ele me ignorou completamente e isso era tão humilhante... O elevador parou poucos segundos depois, mas para mim foi uma eternidade de humilhação. Yoongi enfiou a mão no bolso do seu jeans rasgado e justo e a estendeu para mim. — Escolhe um dia, Jeon. Peguei o pequeno cartão da sua mão — completamente abobalhado — e o encarei sair do elevador. — Pode deixar. — pisquei para ele. Encarei o papel para verificar do que se tratava. Era o seu cartão de visita. Tinha o seu nome, o e-mail e um número de telefone. Parece que eu consegui dar o primeiro passo e vamos ter um encontro.
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