Será uma honra morrer por sua espada

1373 Words
─ Espere... Anna Eriksdotter? ─ Digo me levantando da cama. ─ Bingo! Não sabia que se mudasse a cor do cabelo ficaria irreconhecível, puxa! Quem diria. ─ Disse ela Sarcástica e entediada. ─ Escute, isso já faz muito tempo, você jurou que tinha superado há 300 anos atrás, se você veio aqui pra falar sobre como você está chateada por... Ela se levantou da poltrona e me empurrou sem aviso sobre a cama king size com certo ódio. Sentou em mim de um jeito agressivo e disse friamente: ─ Nunca te culpei por isso, só te falei para te lembrar, já que aparentemente meu nome não significa nada pra você. ─, Não sei porque fico tão decepcionada com você, afinal de contas você é um vampiro, e pra piorar é homem, é isso que você faz... Ainda em cima de mim, segurava meu braços, mantendo os presos a cama. Ela olhava fundo em meus olhos, tentei me lembrar o que eu fiz para que ela ficasse tão brava. ─ E o quê eu faço, exatamente? ─ Pergunto. ─ O que você faz de melhor... Ser extremamente decepcionante. Sorri e disse: ─ Você está diferente desde a última vez que nos vimos. ─ É claro que estou diferente, as pessoas de modo geral costumam mudar num intervalo de 300 anos. ─ Como me achou? ─ Não finja surpresa, Drácula, você é insuportavelmente previsível. Além do mais, nós ainda temos a maldita ligação de sangue. Querendo ou não eu sempre vou saber onde você está e é sobre isso que estou aqui. Eu sorri cínico, enquanto lutava contra o desejo de admirar seus s***s fartos, soltei meus braços de suas mãos e rolei com ela sobre os lençóis de seda n***a. Afastei seus cabelos para trás, deixando seu colo livre e beijei seu pescoço. Ela passou seus dedos por entre meus cabelos e disse entre gemidos baixos. ─ Eu ainda estou pensando em uma maneira de te punir pelo que fez comigo naquele castelo na Finlândia. Talvez você possa me ajudar a pensar em algo. Eu ri e continuei beijando-a até ela me empurrar, se levantar e se afastar da cama. Tomou um ar de indignação e disse: ─ Você se gaba de ser um guerreiro, seu sangue, seu orgulho blá blá blá.... Mas na primeira oportunidade de me abandonar numa batalha... colocou seu r**o entre as pernas e fugiu, quando me deixou naquele castelo sozinha eu entendi perfeitamente o que você é... ─ Cale-se! ─ Eu grito e me levanto da cama. ─ Isso te machuca Drácula? Pois bem, vamos lembrar do que aconteceu na Transilvânia também, ou na Islândia, ou melhor... ─ Eu jamais teria te abandonado em nenhuma das circunstâncias se você tivesse sido uma noiva obediente. ─, Seu sangue... Eu precisava apenas de duas ou três gotas de seu sangue para não sucumbir naquela aparência de velho decrépito. ─ Está bravo por quê? É exatamente o que você é! ─ Disse ela insolente. Coloquei ela contra a parede, pus uma das mãos em sua garganta, não apertei, mas a ameaça estava lá. ─ Isso é pra me machucar ou pra me deixar com medo? ─ Perguntou ela. ─ Não está funcionando. Só está me deixando excitada. ─ Disse ela sorrindo de forma provocativa. Eu desci minha mão até seu colo, ela me olhava fixamente. Seus olhos brilhavam como os de uma predadora que encara sua presa. Eu admirava a beleza de seu rosto, seus lábios tintos, eram tão macios e quentes. Seus cabelos a esta altura já estavam colados em seu corpo graças ao suor. Sua respiração ofegante só aumentava meu desejo, eu ainda conseguia sentir o ódio em seu olhar. ─ Eu ainda me lembro do dia em que destruiu sozinha o exército daquele reino do Norte apenas com uma espada. Você lutava graciosamente, quase como uma coreografia metodicamente ensaiada. Parecia flutuar numa espécie de balé mortal. ─ Eu apertava seu seio com uma mão, e com a outra apoiava sua nuca. ─ Confesso que foi uma visão magnífica ver você completamente encharcada de sangue, suas vestes finas coladas em seu corpo, seu cabelo longos ao vento. Guardo essa cena em minha mente com um prazer indescritível. ─ sussurro em seu ouvido. ─ Que bom que para um de nós essa lembrança é boa... Porque ela me atormenta até hoje. ─ Ela saiu de minhas mãos com certa facilidade e inverteu as posições, logo meu pescoço é quem estava entre suas mãos enquanto ela apertava extraordináriamente forte. ─ Foi tudo culpa sua! Eu poderia ter sido queimada viva por causa de sua indiscrição! ─, Eu deveria te queimar vivo! Eu a empurrei sobre a cama, prendi seu corpo embaixo do meu mais uma vez. ─ O que queria que eu fizesse!? Que eu te salvasse depois de que deixou claro suas intenções de me abandonar para servir ao... como é mesmo o nome dele?... Maximiliano Graco?! Sim... aquele maldito romano. ─ Graco me oferecia amor e liberdade! Você me trancou numa torre durante 30 anos quando eu disse que queria romper nosso maldito laço de sangue pela primeira vez! ─ Faça me o favor! Graco a abandonou assim que pôde. Além do mais, para quê eu iria romper nosso laço de sangue? Para você ir correndo provar do sangue de seu amante? Não! O único sangue que desfrutará enquanto goza é o meu. ─ Não provarei de seu sangue novamente. ─ E por quê faz isso comigo? Você me provoca, me deixa com vontade e não me dá nada. Se eu provei duas ou três gotas de seu sangue em 300 anos, foi muito. Gosta tanto assim de me atormentar? ─ Pare com seu drama! Duvido que sofra por mim! Você estava ocupado demais brincando de deus com suas criaturas defeituosas que você chama de noivas. Aliás... O que aconteceu com elas? Te abandonaram como eu fiz? ─ Você foi a única noiva perfeita que criei. ─ Digo com certa tristeza. ─ Demorou 4 "noivas" para descobrir que nosso laço de sangue impede você de criar outras. Mesmo assim, isso não impediu você de tentar a todo custo me trair. ─ Eu tinha que tentar! ─ Digo elevando o tom de voz aborrecido. ─ Precisava prender você a mim, nem que fosse pelo ódio. ─ Digo acariciando seus cabelos. ─ Em algum momento você parou de procurar por mim em outras mulheres? ─ Fiz isso por centenas de anos, acabou se tornando uma busca inconsciente. Mesmo assim, tento não passar muito tempo pensando em você. ─ Porque seu ego ferido não aceita minhas recusas?! ─ Porque dói te amar! E ainda sim, eu a amo... ─ Digo o que há anos eu tentara esconder a todo custo. Seus olhos se arregalaram, senti seu corpo tremer. Sua boca entreaberta demonstrava toda sua incredulidade. Ela ficou muda por alguns instantes. ─ Saia de cima de mim! Isso é uma ordem. ─ Disse ela com um semblante bravo. ─ Você me viu m***r sua família, já me viu sugar sangue de milhares de seres humanos, já me viu destruir vários exércitos só por estar com fome ou entediado... ─, Mas em nenhuma dessas ocasiões você demonstrou tanta desaprovação e desprezo quanto as vezes que eu demonstrei meus sentimentos por você. Por quê? Ela virou seu rosto para não ter que me encarar. Não houve resposta para meu questionamento. Ela apenas piscou algumas vezes e uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo. ─ Tudo bem, ─ Digo soltando-a ─ Já estou conformado que não posso ter você. Mesmo assim, ainda fere meu ser profudamente. ─ Então rompa nossos laços de sangue! É tudo que eu peço e só você pode fazer isso. Não precisa viver com essa tortura. ─ Jamais! Se não quer ser minha tudo bem, não posso obriga-la. Acredite, eu tentei por diversas vezes. ─ Esbocei um sorriso cansado. ─ Mas não suportaria vê-la com outro. Fui em direção a porta, estava prestes a deixá-la. Quando ela disse: ─ Então... Espero que saiba que não me resta outra escolha a não ser te destruir. ─ Faça isso! Irá doer menos e será uma honra morrer por sua espada, minha rainha. A deixei no quarto e saí. Pude ouvir seu grito de desgosto.
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