O céu estava tingido de um vermelho intenso quando chegamos ao local seguro, uma casa antiga, isolada na periferia da cidade. O silêncio ali era perturbador, como se o próprio mundo prendesse a respiração. Daniel estava pálido, seus olhos ainda refletiam o medo das últimas horas. Eu segurava sua mão com força, tentando transmitir a ele que, apesar de tudo, ele não estava sozinho. — Vamos cuidar de você — prometi baixinho. Lorenzo trancou a porta atrás de nós, seus olhos negros vasculhavam cada sombra. Havia uma determinação que queimava dentro dele, mas também um cansaço que ele não mostrava para ninguém. — Eles sabem que estamos aqui — disse ele, voz grave. — Mirella não vai desistir tão fácil. Eu me aproximei, sentindo o calor dele mesmo com a tensão do momento. — E nós? O que farem

