Um ano depois
Sábado, 23:04 p.m.
Eu estava dormindo pacificamente até que meu telefone começou a tocar, me acordando de um sono profundo.
– Sim? – perguntei, um pouco sonolento.
Voz : – Zoe?
– Sim sou eu
Voz : – Seu número foi cadastrado nos contatos.
Você conhece o Sr. Grimaldi?
Ele está no meu bar muito bêbado e não quer ir embora.
–Dante Grimaldi? – perguntei entusiasmado.
Voz : – Eu sei qual é o nome dele, só vi o sobrenome dele num cartão que ele tem, aparentemente é de uma empresa.
Você tem que vir agora tirar ele daqui, eu tenho que fechar a porta e ele não me escuta, mas vou ter que expulsá –lo.
– Não espere. Onde está? –perguntei, levantando da cama e me vestindo rapidamente para ir buscá –lo.
Voz : – Vou te enviar o endereço por mensagem
Depois de desligar, liguei para Ashley, sua assistente pessoal, que aparentemente nem percebeu que seu chefe quase foi arrastado para fora de uma loja.
Ashley: – O que você quer!? – ela perguntou enojada.
– Sr. Grimaldi está bêbado em um bar e alguém tem que ir buscá –lo
Ashley: – E eu? Deixe aí, ele irá embora.
Ei! Ei! Ei! – Ele gritou alegremente e uma música alta ofuscou sua voz, provavelmente ele estava em uma boate.
– Onde você está?
Ashley: – E o que isso importa para você?
Estou de férias em Miami, então peço que parem de me incomodar –, respondeu ele e desligou.
–Que filho da p**a! –, pensei comigo mesmo.
Chamei um táxi e pedi que me levasse ao endereço que o dono do bar havia me dado. Ao chegar, entrei e encontrei meu chefe, Sr. Grimaldi, prestes a cair da cadeira.
Senhor: – Você é Zoe? – ele perguntou, me olhando de cima a baixo.
– Sim
Senhor: – Bom, pegue.
Tenho que fechar, mas primeiro você tem que me pagar a conta porque ainda não foi feita – disse o dono do bar, um homem bigodudo e gordinho.
–Ok –, eu disse e rapidamente me aproximei do meu chefe.
– Sr. Grimaldi, venha comigo
Dante: –O que você está fazendo aqui, dona Carrasco? –Ele perguntou com a voz bêbada e seu rosto estava vermelho.
– Para pegá –lo, acelere seu passo
Ajudei –o a se levantar e quando ele se levantou, procurei em sua jaqueta a carteira para pagar e então me aproximei do bar.
– Muito obrigado, você não sabe o quanto estou arrependido.
Senhor: – Lamento mais porque já estaria dormindo em minha casa se não fosse ele – mencionou entre dentes.
Decidi me concentrar no meu chefe em vez das reclamações do dono do bar.
Saímos daquele bar que parecia estranho ao meu chefe, pois não era opulento nem elegante, mas sim comum, uma taberna. Meu chefe não era de frequentar esses lugares, mas quem sabe ele foi porque não tinha outra opção, porque naquela época quase não havia bares abertos.
– Tenho que levar para casa
Dante: –Vou sozinho –, disse ele, tirando do bolso da calça as chaves de seu Mercedes Benz preto.
– Nem falar! –Ele está bêbado e se acha que vou deixá –lo dirigir nesse estado, ele está errado –, esclareci, tirando dele com força as chaves do carro porque ele não cederia.
Então entramos no carro dele e eu o levei para sua casa. Felizmente ela sabia o endereço, pois em ocasiões como essa tinha que estar preparada para cuidar dele caso sua assistente pessoal não estivesse disponível.
Dante: –Você pode ir agora –, disse ele, parecendo irritado, quando entrei com ele em sua Penthouse, que era obviamente muito luxuosa e exclusiva, na qual eu nunca havia entrado antes.
–Tudo bem –, mencionei, e quando estava prestes a cruzar a soleira da porta, ele falou novamente.
Dante: –Obrigado –, disse ele, porém, eu não queria olhar para ele nem dizer nada a ele.
A ferida ainda estava recente desde a semana passada, quando ele me humilhou na frente de sua assistente pessoal e de um executivo proeminente.
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INÍCIO DO FLASHBACK
Naquele dia, naquela reunião, levei chá para o Sr. Dayton, um conhecido executivo do país.
Então, a imunda Ashley aproveitou aquele momento importante para estragar minha existência.
Quando me aproximei da mesa onde os três estavam sentados conversando, ela me tropeçou e me fez derrubar minha xícara de chá, derramando –a no chão, quase perto dos sapatos do Sr. Dayton. No entanto, não foi minha culpa porque não fui e******o o suficiente para derramar minha xícara de chá, mas assumi a responsabilidade porque dizer que o assistente pessoal do Sr. Grimaldi foi o culpado era menos credível do que dizer que eu tinha sido o culpado.
Dayton: – Ah!
– Sinto muito
Pedi desculpas e olhei para Ashley, que estava tomando sua xícara de café, fingindo ser inocente e sorrindo maldosamente.
Quanto ao senhor Grimaldi, ele me olhou com fúria, e eu fiquei com medo, pois em seus olhos percebi que meu futuro na empresa estava em perigo.
Dayton: – Você está bem?
– Sinto muito
Dayton: – Não se preocupe.
Graças a Deus nada aconteceu com você – ele disse e sorriu, um ato que me pareceu humano, já que ele não parecia bravo com o que havia acontecido, pelo contrário, estava preocupado comigo porque quase tropecei, não como meu chefe. , que era como uma fera.
Dante: – Diga ao pessoal da limpeza para limpar isso agora mesmo – ele perguntou sem tirar de mim os olhos cheios de raiva e eu apenas baixei o olhar para o chão.
Fiquei decepcionado porque sabia que o pior estava por vir, que o Sr. Grimaldi me demitiria pelo ocorrido.
– Agora mesmo, senhor.
Desculpe pelo que aconteceu
Eu me virei, carregando a bandeja de metal comigo, e antes de fechar a porta, a v***a Ashley falou.
Ashley: – Ah! Você poderia me trazer uma garrafa de água? – Ela perguntou, eu olhei para ela e quis dizer não, mas não consegui.
– Ok – respondi com um sorriso falso e saí do escritório.
Naquele momento, esquecendo o pedido de Ashley para trazer uma garrafa de água para ela, tive vontade de chorar e não pensei mais no assunto, mas primeiro, com meu interfone, liguei para a recepção para que limpassem a bagunça de antes e também pedir que alguém traga a garrafa de água para Ashley.
Depois comecei a chorar, esperando o momento de terminar a reunião e que o Sr. Grimaldi me contasse o que eu mais temia.
Algumas horas depois…
Eles bateram na minha porta e isso me encheu de medo. Engoli em seco e permiti a entrada de quem estava batendo.
Então, o Sr. Grimaldi apareceu na porta com um rosto sereno, mas decidido.
– Senhor Grimaldi, sinto muito pelo que aconteceu de manhã e sei o que o senhor vem me contar, mas prometo que não fui eu e…
Dante: – Hã? –Ele perguntou, franzindo a testa, demonstrando incerteza.
–Você não veio falar sobre o que aconteceu?
Dante: – Ah! Não lembrava. Vim te avisar que amanhã à tarde você terá que ficar até a noite me ajudando. Ashley não pode porque ela deveria ir, não sei para onde.
– Vale
Dante: – Te espero às cinco no meu escritório
–Eu estarei lá –, eu disse e ele se virou,
pronto para sair.
–Obrigado por não dizer adeus
Dante: – Tente não fazer coisas parecidas e eu não farei – esclareceu, abriu a porta e saiu.
LED DE FLASHBACK FINAL
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Depois de reviver aquele dia em que, felizmente, não perdi o emprego, voltei à realidade.
–Se isso é tudo, estou indo embora –, declarei ao sair de sua cobertura, aceitando suas desculpas. Ao contrário dele, ela não era vaidosa; Fui sincero e responsável, nada como aquela víbora que zombou de mim e quase fez meu chefe me demitir injustamente.