Isabela A dor era terrível. E quando eu falava de dor, nem era a física. Os remédios estavam fazendo um bom trabalho. Mas era uma dor tremenda viver num labirinto sem saída. Toda a esperança que um dia eu havia nutrido — de sair dessa vida, de nunca mais precisar ver o Pitbull e viver em paz — tinha ido embora. No lugar, só restava o conformismo de estar tão imersa em toda essa merda, que já nem via saída. As palavras que ele usou enquanto me agredia ainda ecoavam na minha cabeça. Eu sabia que precisava repassar essa informação pro Barão, mas de que adiantaria, se ele também não confiava em mim? Ninguém confiava. E, sinceramente, eu não conseguia ter compreensão nenhuma quanto a isso. Não havia mais motivo pra lutar. Perdi minha mãe, perdi minha irmã, e ainda era obrigada a ficar longe

