Pega no flagra

1059 Words
Havia mais de um mês que Nikole tinha partido, Dominico estava desolado. Não teve nenhuma notícia dela, era como se tivesse se desintegrado. Alessa se manteve firme em não passar o seu contato, até que foi flagrada em uma conversa com a neta. - Estou sentindo muito sua falta Nikole, não vejo a hora de te encontrar de novo. Estou contando os dias. - Eu também vovó! No próximo mês estaremos juntas. - Eu já disse ao Sr Arturo, vou tirar um mês de férias para ficar com você. - Ele sabe que a Sra vem? - Ele desconfia, eu nunca tirei férias assim. Antes não tinha para onde ir. Ela sabia que era suspeita sua saída agora, não sabia que desculpa usar para justificar suas férias fora da mansão Smiths. - Diga a ele que vai passar uns dias no interior, que vai se hospedar em um hotel fazenda ou uma pousada para descansar. Quando Alessa se virou de lado, quase deixou o telefone cair de susto. Dominico estava parado na porta de seu quarto, com o rosto pálido feito um fantasma. - Preciso desligar, surgiu algo importante. Desconectou a chamada rápido, tinha certeza que Nikole iria entender e não ligaria de volta. - Onde ela está, Alessa? - Eu não sei. A voz dele aumentou, era praticamente um grito fazendo ela se encolher dentro do pequeno quarto. - Não minta para mim, sei que estava falando com ela. - Eu realmente não sei, juro que não sei. Só falo com ela por telefone, quando me liga. - Me dê seu telefone. - Dom, por favor, não tirei meu telefone. - Eu quero o número, não vou confiscar seu telefone. - Deixar ela em paz. Ela não quer falar com nenhum de vocês. Dominico ficou encarando ela em silêncio por alguns minutos. Saber que Alessa mantinha contato com Nikole e não revelava seu paradeiro o deixou frustrado. Nikole estava tão furiosa a ponto de fazer a avó mentir? - Eu sei que ela deve ter pedido para não dizer. Mas olha o estado do padrinho, ele está cada dia mais abatido. Se ele piorar sua condição, Nikole não vai se sentir culpada? Você vai ficar com remorso por não fazer nada para ele a encontrar. - Eu juro, tentei falar com ela. Mas Nikole simplesmente não quer saber de nada referente a família Smiths. Eu tenho medo que ela pare de falar comigo também. - Alessa, eu preciso encontrar Nikole. Cara a cara, ela não vai se negar a falar comigo. Tenho certeza que posso convencer ela a falar com o padrinho. - Deixa eu tentar falar com ela outra vez, vou me esforçar para que fale com ele. Mais tarde, ao ligar para ela, tudo que conseguiu foi que ela fizesse uma chamada para o avô, com o pretexto de que ele não estava bem de saúde. - Está bem vovó, vou ligar para ele. - Obrigada filha. Nikole ligou e conversou com Arturo, ele já estava orientando por Dom para derreter o gelo de Nikole. - Não tenho me sentido bem. Estou pedindo a Deus que não me deixe partir sem te ver uma última vez. O coração de Nikole se apertou. Ela tinha um gênio forte, mas também tinha seu lado frágil e coração mole. - Não posso ir até aí agora. Mas, vou ligar com mais frequência. Quando for possível eu vou até Milos. - Manda sua localização, assim que possível vou até você. De nenhuma forma ela queria dar seu endereço, então deu uma desculpa qualquer. - Vovô, depois que me formar estarei de mudança. Quando estiver estabelecida mando o endereço. Duas semanas depois, Alessa lhe comunicou que não poderia viajar. - Eu sinto muito Nikole, devido a doença do Sr Arturo, não vou poder ir a sua formatura. Para Nikole foi a pior notícia. Planejava contar a avó sobre a gravidez durante sua visita. - Mas vovó, a senhora não é da família. Não tem que se responsabilizar por eles. - Eu sei, mas não tem ninguém para cuidar da alimentação dele de forma adequada. Vou me sentir péssima se algo acontecer na minha ausência. Nikole ficou muito triste, a avó era a única com quem contava, agora nem ela viria. Para o evento da formatura, decidiu que iria comparecer só para receber o diploma. Organizou para seus amigos, Surya e Leandro a acompanhar. Alugou uma beca e não se preocupou com mais nada. Também não se importou muito, se não fosse ao baile de formandos, não teria que gastar com roupas e salão de beleza. Seria uma pequena econômia para gastar com seu bebê. - Tem certeza que não quer ir ao baile? - Tenho sim. De qualquer forma só iria me cansar. - É a última festa com a turma. Depois cada um toma um rumo e pode nunca mais ver ninguém. - São apenas colegas de classe, não é como se fossem amigos de infância. - Você é quem sabe. Mas como é também o seu aniversário, podemos sair para comemorar. - Não inventa, Surya. - Sem chance de passar em branco, vou falar com o Leandro e a gente sai para jantar. Seria bom se chamasse outras pessoas. - De jeito nenhum. - Relaxa. Vamos sair nos três e comemorar, não se preocupe que é por nossa conta. Nikole ainda não providenciou nada para o bebê. Decidiu que quando soubesse o sexo e que iria se movimentar. - Surya, quando souber o sexo, já compro tudo adequado. Primeiro vou pintar o quarto, depois vou comprando o enxoval. - A gente pode fazer o chá de revelação, vai ser emocionante. - Eu não quero. Os únicos amigos que faço questão é você e o Leandro. Não tenho mais amigos, o resto são meros colegas de trabalho, não faz sentido fazer festa e chamá-los. Surya deu de ombros e mudou de assunto. - De que cor vai pintar o quarto? - Ainda estou em dúvida. Se for menino, estou considerado um verde bem claro com uma parede com tema infantil. Se for menina, lilás com branco. O que você acha? - Acho que vamos andar muito para achar a combinação perfeita. Eu e o Leandro vamos te dar tudo, a decoração e os móveis. Você só tem que escolher! - Vocês são os melhores padrinhos do mundo. Nikole ficou emocionada.
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