Não foi novidade para Nikole ver suas malas no carro quando saiu do hotel.
- Como você fez isso?
Com um sorriso maroto, Dominico explicou orgulho:
- Pedi uma funcionária para fazer suas malas enquanto você se arrumava. Depois, Alex cuidou do resto.
Olhando em volta ela procurou, não viu ninguém.
- Quem é Alex?
- Alexander Nigro, meu assistente.
- Vamos ter que manter um diálogo aberto. Não estou acostumada a ter outras pessoas resolvendo minhas coisas.
- Não fique brava baby, não quero perder um minuto com você. Mas se ficasse naquele quarto, não poderia garantir sua integridade.
Ela sabia que era verdade, a chama que a consumia era igualmente ardente.
- Vou deixar passar dessa vez, porque pretendo ficar junto com minha avó. Não pense que estou cedendo a você.
- Ok, baby! Eu pretendo te conquistar passo a passo.E quando isso acontecer, não terá olhos para mais ninguém.
Era impossível brigar com ele, quando estava sendo tão carinhoso. Nikole estava cada vez mais envolvida e não pensava em resistir, deixaria seguir o curso e ver o que daria.
Correspondeu ao beijo ardente e se agarrou a ele como se disso dependesse sua vida.
- Se continuar me abraçando assim, não vou conseguir trabalhar hoje.
Só então ela se deu conta de que estavam em um estacionamento.
- Desculpe!
- Pode me apertar a vontade, mas preferia que fosse no quarto baby. Com esse corpinho lindo, sem nenhuma barreira colado ao meu.
Ao ver a cor fugir do belo rosto, Dom sorriu.
- Eu vou ser cuidadoso quando chegar a hora baby, não vou te machucar, eu prometo!
- Com a voz quase inaudível, Nikole nem percebeu o que disse.
- Você não seria o primeiro.
Depois de um minuto de excitação, Dom respondeu com um sorriso.
- Não me importo! Será nossa primeira vez, é o que importa. Se quiser me surpreender essa noite, minha porta estará aberta. Sinta-se à vontade para entrar.
Deixou um beijo em seus lábios antes de ligar o carro.
- Você é tão confiante!
- Baby, eu sempre consigo o que quero! Não duvide por um minuto que quero você mais que tudo.
Não que ele estivesse decepcionado, mas a forma que ela corava lhe deu a impressão que seria o primeiro. Melhor assim, teria uma primeira vez mais intensa. Se fosse a primeira vez dela, teria que ir com cautela e talvez esperar dias para ela se adaptar. Seu desejo aumentou infinitamente com essa constatação.
Deixou Nikole na mansão e partiu em seguida. Se não fosse um contrato importante, nada faria ele trabalhar nesse dia.
Nikole entrou na cozinha para preparar o café da manhã de Alessa e se surpreendeu com Sofia na cozinha.
- Bom dia Nikole!
- Bom dia!
O humor de Sofia estava muito bom para uma patricinha mimada. O jeito de falar não parecia estar chateada por ter que fazer o trabalho forçada.
- Eu me levantei às cinco e segui seu conselho. Fiz bolo e assei uns pãezinhos.
O cheiro dos pães assando, estava espalhados pela cozinha.
- Muito bom.
- Acabei de passar o café, você pode experimentar.
Nikole olhou desconfiada para a menina que estava simpática demais, um contraste gritante com a Sofia que ela conhecia.
- Podemos experimentar juntas.
Com uma boa vontade surpreendente, Sofia pegou duas xícaras e pratos para servir o bolo. Colocou na mesa na frente de Nikole e ficou aguardando ela aprovar.
- Não está r**m. Da próxima vez, coloque mais um pouco de fermento, assim ficará mais macio.
O brilho nos olhos de Sofia se intensificaram.
- E o café?
- Cada um tem um gosto por café. Eu gosto um pouco mais doce. Outras pessoas gostam mais forte e há quem goste sem nenhum açúcar. Então não existe um padrão para o café.
- Entendi. Hoje fiz do jeito que Ivana anotou. Amanhã eu faço do seu jeito.
- Pode fazer assim mesmo. Não sei qual o hábito da família.
De qualquer forma, em dois ou três dias estarei indo embora e sequer poderia acompanhar a punição de Sofia.
Ao lembrar disso, seu coração se apertou. Não veria Dominico outra vez.
- Bom dia Nikole! A cuidadora acabou de chegar.
No dia anterior, Dominico havia dito que contratou a mulher para cuidar de Alessa.
- Obrigada Ivana. Vou checar as referências dela e converso com ela a seguir.
- Não tem necessidade. Ela foi enviada pela Srta Catarina.
Nikole perguntou distraída:
- Quem é Catarina?
- A noiva de Dom.
O chão parecia mover sobre seus pés. Dom tinha uma noiva e estava flertando com ela descaradamente. Mil coisas passam pela sua cabeça e ela não prestou atenção em mais nada.
- Está ouvindo Nikole?
- Desculpe Ivana, me distrai por um momento.
- Eu disse que Nadine, cuidou do avô da Srta Catarina. Foi muito gentil da parte dela enviar Nadine.
- Foi sim, obrigada! Agradeça a ela por por mim.
Qualquer outra pessoa iria querer saber sobre a noiva de Dominico, Nikole não. No fundo ela sabia que o relacionamento com ele não daria em nada.
- Ivana, gostaria de um colchão extra no quarto da minha avó.
Ela tinha que ocupar a mente com alguma coisa útil ou se deprimiria, para piorar, no dia seguinte faria dois meses da morte de sua mãe.
- Você vai colocar a cuidadora no chão?
Ivana ficou chocada com o pedido, o que veio a seguir a deixou de queixo caído.
- Não, de forma alguma. Só tem um quarto disponível aqui. Eu vou dormir com minha avó.
- Mas você pode ficar no seu quarto lá em cima.
- Quero ficar com a vovó. Será por pouco tempo.
Também era uma forma de se manter afastada de Dominico, ficando na edícula com os criados, seria mais difícil dele a assediar.
Passou a tarde organizando o quarto e jantou na cozinha mais cedo.
- Não vai jantar com seu avô?
- Não quero incomodar. Também preciso estudar um pouco.
- O Sr Arturo vai ficar chateado com sua atitude.
- Eu nem deveria estar aqui. Se não fosse pela manobra da minha mãe, não estaria nessa situação.
A intenção de Nikole em estudar foi por água abaixo. Ela iria aproveitar a cuidadora e tirar um tempo para executar alguns trabalhos da faculdade, mas descobrir sobre a noiva de Dominico,tirou toda sua concentração.