Não deveria estar aqui

1065 Words
Não foi novidade para Nikole ver suas malas no carro quando saiu do hotel. - Como você fez isso? Com um sorriso maroto, Dominico explicou orgulho: - Pedi uma funcionária para fazer suas malas enquanto você se arrumava. Depois, Alex cuidou do resto. Olhando em volta ela procurou, não viu ninguém. - Quem é Alex? - Alexander Nigro, meu assistente. - Vamos ter que manter um diálogo aberto. Não estou acostumada a ter outras pessoas resolvendo minhas coisas. - Não fique brava baby, não quero perder um minuto com você. Mas se ficasse naquele quarto, não poderia garantir sua integridade. Ela sabia que era verdade, a chama que a consumia era igualmente ardente. - Vou deixar passar dessa vez, porque pretendo ficar junto com minha avó. Não pense que estou cedendo a você. - Ok, baby! Eu pretendo te conquistar passo a passo.E quando isso acontecer, não terá olhos para mais ninguém. Era impossível brigar com ele, quando estava sendo tão carinhoso. Nikole estava cada vez mais envolvida e não pensava em resistir, deixaria seguir o curso e ver o que daria. Correspondeu ao beijo ardente e se agarrou a ele como se disso dependesse sua vida. - Se continuar me abraçando assim, não vou conseguir trabalhar hoje. Só então ela se deu conta de que estavam em um estacionamento. - Desculpe! - Pode me apertar a vontade, mas preferia que fosse no quarto baby. Com esse corpinho lindo, sem nenhuma barreira colado ao meu. Ao ver a cor fugir do belo rosto, Dom sorriu. - Eu vou ser cuidadoso quando chegar a hora baby, não vou te machucar, eu prometo! - Com a voz quase inaudível, Nikole nem percebeu o que disse. - Você não seria o primeiro. Depois de um minuto de excitação, Dom respondeu com um sorriso. - Não me importo! Será nossa primeira vez, é o que importa. Se quiser me surpreender essa noite, minha porta estará aberta. Sinta-se à vontade para entrar. Deixou um beijo em seus lábios antes de ligar o carro. - Você é tão confiante! - Baby, eu sempre consigo o que quero! Não duvide por um minuto que quero você mais que tudo. Não que ele estivesse decepcionado, mas a forma que ela corava lhe deu a impressão que seria o primeiro. Melhor assim, teria uma primeira vez mais intensa. Se fosse a primeira vez dela, teria que ir com cautela e talvez esperar dias para ela se adaptar. Seu desejo aumentou infinitamente com essa constatação. Deixou Nikole na mansão e partiu em seguida. Se não fosse um contrato importante, nada faria ele trabalhar nesse dia. Nikole entrou na cozinha para preparar o café da manhã de Alessa e se surpreendeu com Sofia na cozinha. - Bom dia Nikole! - Bom dia! O humor de Sofia estava muito bom para uma patricinha mimada. O jeito de falar não parecia estar chateada por ter que fazer o trabalho forçada. - Eu me levantei às cinco e segui seu conselho. Fiz bolo e assei uns pãezinhos. O cheiro dos pães assando, estava espalhados pela cozinha. - Muito bom. - Acabei de passar o café, você pode experimentar. Nikole olhou desconfiada para a menina que estava simpática demais, um contraste gritante com a Sofia que ela conhecia. - Podemos experimentar juntas. Com uma boa vontade surpreendente, Sofia pegou duas xícaras e pratos para servir o bolo. Colocou na mesa na frente de Nikole e ficou aguardando ela aprovar. - Não está r**m. Da próxima vez, coloque mais um pouco de fermento, assim ficará mais macio. O brilho nos olhos de Sofia se intensificaram. - E o café? - Cada um tem um gosto por café. Eu gosto um pouco mais doce. Outras pessoas gostam mais forte e há quem goste sem nenhum açúcar. Então não existe um padrão para o café. - Entendi. Hoje fiz do jeito que Ivana anotou. Amanhã eu faço do seu jeito. - Pode fazer assim mesmo. Não sei qual o hábito da família. De qualquer forma, em dois ou três dias estarei indo embora e sequer poderia acompanhar a punição de Sofia. Ao lembrar disso, seu coração se apertou. Não veria Dominico outra vez. - Bom dia Nikole! A cuidadora acabou de chegar. No dia anterior, Dominico havia dito que contratou a mulher para cuidar de Alessa. - Obrigada Ivana. Vou checar as referências dela e converso com ela a seguir. - Não tem necessidade. Ela foi enviada pela Srta Catarina. Nikole perguntou distraída: - Quem é Catarina? - A noiva de Dom. O chão parecia mover sobre seus pés. Dom tinha uma noiva e estava flertando com ela descaradamente. Mil coisas passam pela sua cabeça e ela não prestou atenção em mais nada. - Está ouvindo Nikole? - Desculpe Ivana, me distrai por um momento. - Eu disse que Nadine, cuidou do avô da Srta Catarina. Foi muito gentil da parte dela enviar Nadine. - Foi sim, obrigada! Agradeça a ela por por mim. Qualquer outra pessoa iria querer saber sobre a noiva de Dominico, Nikole não. No fundo ela sabia que o relacionamento com ele não daria em nada. - Ivana, gostaria de um colchão extra no quarto da minha avó. Ela tinha que ocupar a mente com alguma coisa útil ou se deprimiria, para piorar, no dia seguinte faria dois meses da morte de sua mãe. - Você vai colocar a cuidadora no chão? Ivana ficou chocada com o pedido, o que veio a seguir a deixou de queixo caído. - Não, de forma alguma. Só tem um quarto disponível aqui. Eu vou dormir com minha avó. - Mas você pode ficar no seu quarto lá em cima. - Quero ficar com a vovó. Será por pouco tempo. Também era uma forma de se manter afastada de Dominico, ficando na edícula com os criados, seria mais difícil dele a assediar. Passou a tarde organizando o quarto e jantou na cozinha mais cedo. - Não vai jantar com seu avô? - Não quero incomodar. Também preciso estudar um pouco. - O Sr Arturo vai ficar chateado com sua atitude. - Eu nem deveria estar aqui. Se não fosse pela manobra da minha mãe, não estaria nessa situação. A intenção de Nikole em estudar foi por água abaixo. Ela iria aproveitar a cuidadora e tirar um tempo para executar alguns trabalhos da faculdade, mas descobrir sobre a noiva de Dominico,tirou toda sua concentração.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD