Hora de partir

1057 Words
Ainda atordoado, Dominico chamou Alex para enviar as amostras ao laboratório. - Traga alguém para colher sangue do padrinho. Diz que é para fazer exames e envie ao laboratório. Quero o resultado o mais rápido possível. Subiu para seu quarto e ficou pensando em tudo que aconteceu recentemente, por fim sem sono, saiu do quarto e foi para fora da casa. Uma luz do lado de fora da edícula estava acesa e ele foi até lá. Mesmo a distância, percebeu que alguma coisa não estava certa, Nikole chorava sem parar. - O que aconteceu Nikole? Ela não parecia escutar, seus olhos presos na tela do notebook. Quando ele observou de perto, viu a foto dos pais dela na tela, a mãe um tanto magra e pálida e Demitre que a abraçava. Ambos tinham um sorriso nos lábios. - Nikole, não fique assim. Eles não iriam querer te ver desse jeito. Ele sentou ao seu lado e a puxou em seus braços. - Sinto tanta falta deles! Porque tinham que me deixar tão cedo. - Eu sinto muito. Entendo seu sofrimento. Nada que ele falava, fazia Nikole parar de chorar, seu choro era cada vez mais sentido. Sem saber o que fazer, Dom fechou o computador e a pegou nos braços. Entrou na casa com ela e ao passar pela sala, serviu uma dose de rum. - Beba isso, vai te fazer acalmar. Ajudou ela a tomar e a carregou para o quarto de hóspedes. O choro foi sumindo aos poucos, mas Nikole não desfez o abraço nem saiu de seu colo. Ela estava parecendo uma criança indefesa. - Durma um pouco Nikole, vai se sentir melhor pela manhã. Deu um pequeno beijo em seus lábios e ela correspondeu, fazendo com que Dom aprofundasse o beijo. - Nikole... - Não fala nada, só me beija. Dom estranhou o comportamento dela, mais cedo estava uma arara, agora estava dócil como uma gatinha. O desejo avassalador que sentia estava em ebulição e Nikole parecia faminta. Ela nunca o beijou com tanta paixão. - Nikole, melhor parar agora, não sou feito de aço. Ela resmungou e não parou. Dom foi avançando sem encontrar nenhuma resistência, ao contrário, ela estava o estimulando cada vez mais, enlouquecendo de desejo. Despiu e se deliciou com o belo corpo em seus braços. Acariciando os s***s macios, escutava seus murmúrios de prazer. Como os olhos fechados, Nikole parecia uma gatinha manhosa pedindo carinho, ele não se fez de rogado. Foi uma noite de entrega e uma paixão avassaladora, a melhor noite que ele teve na vida. Nikole parecia exausta, Dominico a levou para o banheiro e a ajudou a se lavar. Secou ela com cuidado e a depositou na cama com carinho. Sem conseguir dormir, ficou admirando a mulher à sua frente dormindo tranquila e relaxada. Ele soube naquele momento que não tinha volta, queria Nikole ao seu lado para sempre. Foi o melhor sexo de sua vida! Quando Nikole acordou pela manhã se sentia exausta, seu corpo parecia ter sido atropelado. Olhou em volta e logo reconheceu o quarto de hóspedes. Não tinha a menor ideia de como foi parar ali. Chocada, percebeu que estava nua e deduziu o que aconteceu. - Cretino! Tentando trazer à luz o ocorrido, viu as marcas pelo seu corpo e se odiou por ter deixado acontecer. Dominico não merecia sua atenção e no final, tudo aconteceu como ele queria. Acabou em sua cama e para piorar, sua mente estava completamente vazia. Nikole vestiu suas roupas e foi para a cozinha. - Bom dia, Nikole! Sem responder ela perguntou direito a Ivana: - Onde está o Dominico? - Não sei, quando levantei, seu carro não estava mais aqui. - Bom dia! Sofia entrou na cozinha despreocupada. - Dom saiu há mais ou menos uma hora. Eu tinha acabado de me levantar quando ele tirou o carro. Ainda não eram seis da manhã, na cabeça de Nikole, ele tinha escapado rápido. Agora que conseguiu o que queria, simplesmente foi embora sem olhar para trás. - Se precisar falar com ele eu posso ligar. - Não tem necessidade. Só queria pedir uma atenção extra com minha avó. Nikole já tinha decidido desde a noite anterior, era hora de voltar para casa. Agora mais do que nunca, queria uma distância grande de Dominico. Alessa ficou desolada ao saber da partida de Nikole. - Pensei que iria ficar mais uns dias. - Surgiu um problema no trabalho, me pediram para voltar antes. Também preciso descansar um pouco, na próxima semana volto para a faculdade. - Vou sentir sua falta. Quando você vem de novo? - Acabei de tirar férias, não vou poder vir tão cedo. Mas a gente se fala por telefone. - Não é a mesma coisa! - Eu sei que não vovó, mas te espero na minha formatura. Alessa abriu a gaveta do criado e tirou um cartão. - Não é muita coisa, mas quero que fique com isso. Nikole ficou emocionada com o gesto da avó. A velha Sra não recebia tão bem, mas estava disposta a dar o pouco que tinha. - Não posso vovó. São as suas economias. - Nos últimos vinte anos eu guardei o máximo que pude. Queria dar para sua mãe, mas infelizmente... Um soluço saiu antevendo as lágrimas. - Ela ficaria muito feliz, mas também não iria aceitar. Vozinha meu maior presente foi te encontrar. Eu vou ficar bem, não se preocupe comigo. - Esse dinheiro vai te ajudar, ainda mais agora que está se formando. - Tenho um bom trabalho e ganho o suficiente. Juro que vou ficar bem. Depois de um tempo abraçadas, Nikole se afastou. - Me ligue aos finais de semana. Não vou entrar em contato, vou aguardar quando a Sra me ligar. Por favor, não dê esse número a ninguém. - Está bem filha. - Se tiver alguma emergência, me mande mensagem. Entrarei em contato assim que for possível. No trabalho não dá para atender ligações particulares e eu mantenho meu telefone desligado. - Entendi, espero não precisar incomodar você. - Você não é um incomodo vovó. Eu te amo! Agora era hora de falar com Arturo. Como estava em sua casa, não iria partir sem se despedir. Querendo ou não, sua avó estava ficando naquela casa. Também queria arrancar dele a promessa de que sua amada avó estaria segura.
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