Cecília O frio de antes não havia sumido—apenas se enraizou mais fundo nos meus ossos. Dirigi até o escritório em silêncio, tentando me convencer de que estava sendo dramática. Não estava convencida. Mal tinha me acomodado na cadeira quando o telefone da mesa tocou. "Venha aqui." A voz do outro lado era fria como água de nascente. Desliguei, belisquei a ponte do nariz e me levantei. Respirando fundo para me acalmar, fui até a sala do CEO. Ao entrar, notei que o computador dele nem estava ligado. "Precisava de mim para algo?" perguntei, com uma expressão profissionalmente neutra. Meu tom era equilibrado, não revelando a tensão que fervia sob a superfície. Sebastião estava reclinado na cadeira, sua expressão era inescrutável. "Só estava pensando na sua vida

