5. Três semanas após o divórcio

1665 Words
Melissa Estou totalmente desprendida, e tenho mudado meus pensamentos de bob@ apaixonada, sabe quando a mulher cria aquela fantasia de amor da vida? É, eu tinha isso em mente, achava que poderíamos, sim, passar por fases ruins, mas que sempre iriamos superar, enfim a minha ilusão caiu por terra. Evito em saber da vida pessoal do Henry, penso que o que ele faz ou deixa de fazer por aí não é da minha conta, se não envolve a mim e a minha filha está tudo ótimo. Tenho em mente seguir em frente, preciso disso. Tive meu luto sentimental, chorei o que tinha para chorar, me descabelei me perguntando porque de tudo isso, até me trancafiei sozinha pensando na minha vida. Ainda estou me recuperando, às vezes tenho meus momentos ruins, é claro não sou de ferro, mas tenho me surpreendido, só a Bárbara sabe o que passei esses dias, ela sempre esteve ao meu lado ouvindo minhas lamúrias. Perdi noites de sono pensando no que ele estava fazendo, se ele estava se alimentando ou cuidando de si, acordava com os olhos cheios de olheiras e tampava tudo com maquiagem, mas está na hora de cuidar de mim, cuidar do meu bem-estar. Em minha cabeça sei que não fiz tudo que deveria, mas se é para ser assim, que cada um siga sua vida e seja feliz da maneira que preferir. Mas não tem sido como achei que seria, nem de longe. Infelizmente tenho visto ele mais do que o necessário, já que ele tem vindo diariamente em minha casa para ver nossa filha. É r**m para mim, principalmente quando percebo que ele tenta uma aproximação meio que sorrateira, hoje mesmo ele está a caminho da minha casa e eu logo tratei de sair para almoçar fora. Marquei de me encontrar com a Bárbara, era só um almoço, mas agora ela já me contou seus planos, estamos chegando perto do feriado e ela está planejando uma viagem a Angra dos Reis, mais quer que eu vá junto só não estou muito animada, Bárbara tem vários amigos de seu convívio próprio e outros do convívio do Henry, seria ótimo para distrair, mas não quero nenhum tipo de aproximação com Henry ou com os amigos dele, muito menos ficar o fim de semana todo falando sobre o término do casamento e blá, blá, blá, estou evitando ao máximo tudo que me lembre ele, só a minha filha que não é óbvio. Já estava arrumada, fui até o quarto da minha pequena, a Dora estava dando banho na Mia quando cheguei ela já estava enrolada na toalha. — Cadê minha pequena, tá cheirosinha meu amor. — Aproximei da minha menina vendo o sorriso banguela dela ao me ver, temos uma sintonia incrível, esse laço é o que me mantém de pé, ainda não pensei se fico aqui ou se vou para o interior, essa cidade não combina muito comigo, gosto de calmaria. Peguei Mia em meu colo e apertei minha pequena princesa. — Mamãe vai sair mais agorinha, tô de volta, vamos passar a tarde juntas meu amor. — dei um beijo em sua bochecha e a entreguei para Dora. Odeio ter que sair e deixá-la, mas não tem jeito, Bárbara me convidou para ir a um restaurante e não gosto nenhum pouco de tirar Mia de sua rotina, ela tem horários e gosto de cumpri-los. — Fique tranquila senhora Melissa, a princesinha estará sendo bem cuidada. — Obrigada Dora. Mas já te pedi mil vezes para me chamar somente de Melissa, está bem. Deus me livre com esse, senhora. — ela sorriu e assentiu com a cabeça. — Está bem. Está linda Melissa. — Obrigada Dora. Estou indo, mas daqui a pouco estou aqui. O Henry vem passar a tarde com ela, ou levá-la não sei, quando ele for me avisa por favor, e se ele levar ela me dê o grito. — Vai tranquila, seguirei os horários da pequena, e qualquer coisa a respeito do senhor Stuart aviso a senho… — ela sorriu com o meu olhar. — Aviso a você. — Sai deixando, Mia juntamente com Dora, confio muito nela. Contratamos Dora algumas semanas antes de Mia vir ao mundo. Fui ao encontro da Bárbara, ela está se mostrando uma amiga de verdade, pensei que após a separação não iríamos mais ter a mesma sintonia, mas ela está me provando o oposto, está sempre ao meu lado me dando força. Cheguei ao restaurante e vi a Bárbara de longe, ela conversava com Daniel, um amigo dela e que também curto muito conversar com ele, mas evitava por conta da ciumeira do senhor Stuart, ele é legal e a namorada dele também é super tranquila, mas estava só ele com a Barbara. — Chegou a minha gata. Está lindíssima Melissa, arrasará corações. — Ela me abraçou, correspondi ao seu abraço. — Oi, cabelo de chuchu haha! Obrigada minha gata. — Coloquei minha bolsa na cadeira e sentei à sua frente. — Ola Daniel, como vai? — Muito bem, Melissa, e você? Como a Barbara diz, está um arraso. — Ah… obrigada. Como estão as coisas? — Bem, mas preciso ir, tenho curso agora. — Esta concretizando administração Melissa. — A não, serio, então vai ser o administrador da minha loja. — Que isso, seria bom demais. — Ai que tudo, já pensou Daniel, tu e a Melissa arrebentando na loja dela. — Gostaria de investir e pelo que a barbara me contou você considera expandir os negócios. — Claro que sim. — Vou falar com a Rafa e vamos marcar, melissa, podemos? — Claro, anota meu número. — passei meu contato para ele, que logo se despediu. Eu e barbara nos sentamos para conversar e almoçar. — Como estão as coisas, chuchu? — Melhorando amiga, mas vamos superar. — bebo o suco. — Vamos não né, eu vou já que ele está muito bem. — Falo sorrindo. — Lembra de como ficou assustada quando te contei sobre o divórcio. — Claro que lembro, foi bem aqui nesse mesmo lugar, quase caí para trás. Jurava que era brincadeira. Mas vou te falar amiga, tô para ver mulher mais forte que você. — Barbara argumentou. — Ele ainda está indo lá diariamente? — Como se tivesse batendo ponto. — Aff, meu pai podia dar um chega para lá nele. Isso não é certo, está travando sua vida. — Estava considerando voltar para a casa da minha mãe, preciso do colo dela, sabe, queria pelo menos um tempo longe daqui. — Você tá brincando? Para com isso Melissa não tem graça. — Não estou brincando Bárbara. É uma possibilidade. — Amiga, você tem sua vida aqui. Sua loja que cada dia está mais em evidência, sua vida toda está aqui Melissa, não deixe essa separação te desestabilizar não, sua loja sempre foi seu sonho. E não pode me abandonar. — Jamais faria isso. Sei que está certa, mas às vezes me pego querendo sumir daqui, sabe, não quero ver o Henry, não quero ficar sabendo dele. — resmungo mexendo o canudo no suco. — Mas não deixarei isso estragar o que já conquistei até aqui. — Vou te ajudar amiga, proponho sairmos, vamos curtir na boa, você precisa disso. — Sabe que não gosto de sair à noite. — Mas vai aprender a gostar, hoje curtiremos, quero você bem gata, vamos numa balada bem distante das que ele frequenta. — Não vai adiantar eu resmungar não é mesmo? — Não, não vai, você vai comigo e assunto encerrado. — Bárbara levantou a mão chamando o garçom, o rapaz aproximou da nossa mesa e anotou nossos pedidos. — Obrigada gata, não vou discutir, sei que você ganhará. Agora, o que pretende com esse feriado. — Tá bom, mas espera aí. — ela levantou a mão e gritou. — Garçom traz minha bebida, amigo, tô precisando. — disse me fazendo queimar as bochechas. — Bárbara, você me mata de vergonha, fala baixo louca. — eu a repreendi. — Aí para de ser tão vergonhosa gata, se liga. Tô querendo fazer uma festinha só pros mais chegados lá em Angra. — A não amiga, esses mais chegados seus é muita gente. E não quero aproximação com seu irmão. — Quem disse que ele vai? — Não vai convidá-lo? — Hahaha, não mesmo, se estou te convidando é porque não vou chamar ele, ta louca. Ele te enviou um divórcio, foi muito b****a, logo, logo terá um, dois, três na sua cola. Não é não amigo? — Ela o perguntou ao garçom que olhou para ela sem entender. — O que Senhorita? — Ela é linda não é, o meu irmão perdeu um mulherão. E olha tá divorciada. — Barbara diz me fazendo corar as bochechas enquanto o belo garçom virou o rosto para me olhar, arregalei os olhos e abaixei a cabeça envergonhada, quando foi que permiti ela me fazer de atracão principal? — Cala a boca Bárbara, o seu irmão tá curtindo a vida por aí. — chutei o seu pé vendo fazer careta, mas ela não se calou. — Meu irmão vai c****r dedo bonito vendo os homens cercaram essa gata não vai. — Ela continua e eu faço menção para ela se calar, mas o garçom responde: — Certeza que irão, estou com pena do seu ex. Muito linda a Senhorita. Qual o seu nome? — ele perguntou simpático. — Melissa. — apresento-me envergonhada. — Prazer, Melissa, sou Leandro! — disse dando um beijo no meu rosto. — Prazer Leandro. — dei-lhe um beijo no rosto e ele saiu nos deixando conversar, eu estava morta, enterrada de vergonha, e piorou notar que a partir daí os olhos dele estavam sempre em mim. — Viu o que você fez. O homem não para de me olhar. Deve achar que estou apavorada. — Quem manda ser gata. O Henry que perderá. — Dei uns tapas na Bárbara para ela deixar de ser louca, mas já estou acostumada às loucuras da minha amiga!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD