Uma batida na porta tirou minha concentração, eu saí do banheiro, não respondi o chamado e virei as costas olhando pro relógio de pulso em cima da cômoda. A troca de roupa estava em cima da cama, o almoço no quarto e uma papelada com cópias esquematizada dos desvios e contas que analisamos. Coisas que o ruivo parou de acessar depois que retornamos. A toalha estava enrolada na cintura, eu olhei os ponteiros e notei que m*l se foi a metade da merda do dia, até que a porta foi aberta, sem a minha autorização. A figura miúda que surgiu no meio da brecha olhou para as marcas repuxadas da cicatriz no ombro, levantou os olhos azuis pra cima e adentrou o quarto sem problema algum, com um papel nas mãos e uma pelota careca no colo. Tive a leve impressão de ver um suspiro, mas eu já tinha ficado d

