"Engraçadinho," murmurei. "Vai dormir logo." Ele apagou o abajur. Silêncio. O espaço entre nós era tão grande que caberiam três adultos. Cada um tinha seu próprio cobertor. Nem uma dobra cruzava a linha invisível. Abri um olho. A escuridão dificultava a visão, mas depois de um minuto, meus olhos se ajustaram. Ele estava deitado de costas, mãos debaixo do travesseiro, respirando devagar e de forma regular. Eu fiquei olhando. Ele não se movia. Era inquietante. Ele estava... comportado demais. Comportado até demais. Normalmente, ele insistia em um beijo. Ou inventava alguma desculpa boba para tocar meu rosto. Fiquei acordado, esperando. Nada. Eventualmente, meus olhos queimaram. Tentei mantê-los abertos. Perdi. O sono me levou ante

